A culpa é do álcool? Talvez não

Por , em 3.01.2012

É uma armadilha que a maioria de nós cai: fazer uma decisão precipitada ou lamentável depois de algumas cervejas. A culpa é da bebida, certo?

Um novo estudo mostra como o cérebro processa os erros na presença de álcool.

Em uma descoberta que vai contra o pensamento mais comum, verifica-se que ainda sabemos que estamos cometendo um erro quando estamos intoxicados. Nós simplesmente não nos importamos tanto.

As pessoas não assumirem que estão bêbadas é uma boa desculpa para fazer coisas que não deveriam estar fazendo. Não é porque elas fazem coisas bêbadas sem estar cientes de seu comportamento, mas sim parecem não se incomodar com as implicações ou consequências.

A pesquisa veio para clarear uma área de ambiguidade sobre o cérebro: será que a força da ERN – ou negatividade relacionada ao erro, “sinal de alarme” ativado no cérebro quando se comete erros – muda com a presença de álcool? Alguns trabalhos de investigação em 2002 concluíram que a intoxicação reduzia a capacidade do cérebro de detectar erros.

No entanto, o novo estudo desafiou essa suposição, perguntando se é possível que a capacidade continue a mesma, com o álcool apenas mudando a reação do cérebro, reduzindo a angústia que normalmente acompanha os erros.

No estudo, 67 pessoas com idades entre 21 e 35 anos foram divididas em três grupos. Enquanto dois dos grupos receberam um placebo (com 5% de álcool), ou apenas tônico simples, o terceiro grupo recebeu bebidas alcoólicas – 50% de álcool. Os participantes no terceiro grupo chegaram a um nível de álcool no sangue de cerca de 0,09% – acima do limite legal de condução. Os outros dois grupos mantiveram-se em 0,00%. Todos os participantes foram, então, encarregados de completar uma tarefa desafiadora no computador.

A equipe observou que, enquanto todos os grupos cometeram erros, aqueles que haviam consumido álcool eram menos propensos a perceber seus erros. Os bebedores também foram menos propensos a desacelerar depois de um erro.

No entanto, além de monitorar seu desempenho no computador, também foi medido o humor dos sujeitos.

Sem surpresas, o grupo do álcool relatou se sentir menos desanimado (por mais engraçado que pareça, o grupo que recebeu o placebo tinha um humor mais negativo). Usando essas medições, a equipe foi capaz de demonstrar uma correlação entre o humor dos participantes e a força do ERN. Um clima menos negativo se igualou a um ERN menos riogoroso.

Os resultados representam um passo importante na compreensão de como o álcool afeta o cérebro – e dos erros cometidos por pessoas que tomaram um par de cervejas.

O estudo também está buscando testar se a atividade cerebral relacionada ao erro também irá produzir mudanças em outras partes do cérebro quando as pessoas tentam corrigir seus erros. No que promete ser uma atividade de entretenimento sem fim para os assistentes de pesquisa, uma ressonância magnética funcional (imagens que medem a atividade cerebral) deve ser feita com os participantes do estudo.

E nada de por a culpa no álcool a partir de agora! [MSN]

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13 comentários

  • X:

    Nenhuma bebida alcoólica (por maior que seja a sua concentração de álcool) é tão poderosa ao ponto de alterar completamente a concepção de “certo ou errado” de alguém.
    O álcool não é crack ou LSD para ter esse poder todo.
    Quem já ficou “de porre” por causa de bebidas sabe disso.

    A função do álcool é “apenas” potencializar o sentimento que já temos dentro de nós mesmos.
    Se já sentimos raiva de alguém, o álcool nos faz sentir mais raiva ainda; e isso pode nos tornar violentos (mas só contra quem já possuímos rancor).
    Mesmo sob o efeito do álcool, sabemos exatamente o que estamos fazendo.

    • CASTOR:

      LSD tbm não tem esse poder
      você esta super bebado … mais com todos os sentidos funcionando 150%
      isso é o LSD
      a ressaca é destruidora e seu organismo vai pro saco !

  • Ezio Jose:

    “O ORIFÍCIO CIRCULAR CORRUGADO, LOCALIZADO NA PARTE INTERO-LOMBAR DA REGIÃO GLÚTEA DE UM INDIVÍDUO EM ALTO GRAU ETÍLICO, DEIXA DE ESTAR EM CONSONÂNCIA COM OS DITAMES REFERENTES AO DIREITO INDIVIDUAL DE PROPRIEDADE.”

    “Drunk ass has no owner.”

  • Thiago moreira:

    Concordo com vc o complicado nessa história é o agente prq perdemos um pouco o medo das consequencias depois de tomar “umas e outras” mas depende da pessoa. No meu caso fico um pouco lento mas o resto tudo normal, só nao arrisco dirigir por causa dos reflexos lentos admito que é perigoso pegar o carro mas conheço gente que da trabalho.

  • lucas:

    que tal falarmos da tekpix..?!

  • rosangela:

    Meu ex namorado é alcolatra,terminei o relacionamento por isso. ele quando bebia além da conta , começava a mexer com outras mulheres,até as com os maridos do lado ! a minha vergonha era tal, – que já ia me despedindo de todos. , ao amanhecer o dia ele era sério!, trabalhava sério!, com competencia!, e responsabilidade!, podia até uma mulher canta-lo”, que fingia de sudro, era outra pessoa diante dos meus olhos ,bom de dia romantico apaixonado gentil, e tudo de bom , e a noite um garanhão sem vergonha… infiel… mentiroso… relaxava as palavras …mesmo amando deixei-o para a “LOIRA GELADA”A CERVEJA. que vivam felizes para sempre até que a morte os separe.

  • filho:

    meu amigo bebe alcoo tem seu lado bom e negativo voce fica mais feliz vc fala mais coisas que vc nao fais sem bebe vc fais quando bebe vc esquece dos proprema vc fica a de rico mais no outro dia vc vai ficar com resacar com corpo rui vai pençar no dinheiro que gastou o que falou de errado vai arepender melho e não bebe beba suco e agua

  • 12345:

    diminui o sentimento de culpa.

  • ira:

    Está no texto sobre o alcool;
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    As pessoas não assumirem que estão bêbadas é uma boa desculpa para fazer coisas que não deveriam estar fazendo. Não é porque elas fazem coisas bêbadas sem estar cientes de seu comportamento, mas sim parecem não se incomodar com as implicações ou consequências.
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    É evidente que nada do que é inventado,produzido ou etc,etc por aí afora é errado ou certo.
    O grave problema,aliás,gravíssimo é o ser humano,pois ele é o AGENTE.
    Tudo é bom ou ruím,o uso pelo agente é que define o resultado.
    Um carro por exemplo,é uma condução e uma arma para matar.
    Como sempre,depende do agente.
    Ate o ser humano (agente),ou é bom ou ruím,isso é parte do espírito ou alma ou energia que move o corpo (agente).

  • CASTOR:

    é exatamente isso … você sabe que esta fazendo merd# … mais simplemente não esquenta a cabeça com nada

    simplesmente F0D@ S# !!! … durante a ressaca a consiencia pesaaaaaa … é triste brother
    no outro finds tudo se repete

  • EltonPaes:

    Como assim culpa da bebida? Não sei o que acontece com quem bebe, mas comigo apenas fico tonto, minhas ações são as mesmas, meus pensamentos são os mesmos, consigo controlar muito bem, não sei o que acontece com as demais pessoas, mas comigo, nada de mais…

    • CASTOR:

      então … vc nunca ficou chapado de verdade
      pode ter certeza cara

    • Lulu:

      Entram em como alcóolico…

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