Alongamento não pode ser deixado de lado; veja o motivo

Por , em 14.08.2018

Afinal de contas, devemos ou não nos alongar depois do treino? O pesquisador David Prologo, professor do departamento de Radiologia e Ciências de Imagens da Universidade Emory (EUA), vai ajudar a responder esta pergunta.

Em primeiro lugar, ele diferencia dois objetivos comuns do alongamento: alongar-se para se recuperar do exercício físico pesado e alongar-se para remodelar as fibras dos músculos.

Recuperação

Durante o exercício, as fibras musculares sofrem minúsculos rompimentos, e o combustível consumido deixa para trás um “lixo” que provoca dor muscular. Depois desta atividade, o músculo tem que passar por um processo de recuperação para se preparar para o próximo treino sem dores.

Este processo é muito importante para atletas que participam de competições de alto nível com pouco tempo de intervalo entre um evento e outro. Várias técnicas já foram estudadas para oferecer a melhor recuperação possível para os músculos de um atleta: crioterapia, massagem, imersão em água gelada, alongamento, oxigênio hiperbárico, anti-inflamatórios e eletroestimulação. Tudo isso tem como objetivo eliminar o ácido lático que é formado depois do exercício.

“De todos esses, apenas a massagem é eficiente de forma consistente. Vários estudos mostraram que o alongamento não ajuda significativamente na remoção de resíduos e tem nenhuma capacidade de acelerar a recuperação do músculo”, diz Prologo.

Remodelação

A maioria de nós não é atleta profissional, mas se exercita para manter a saúde, perder peso e melhorar o humor. Para esse grande público, é interessante focar na resposta remodeladora do exercício, que é diferente da recuperação.

Quando nos exercitamos com frequência, o corpo se adapta a esta atividade que gera estresse físico e altera a estrutura do músculo, o metabolismo e a fisiologia. É justamente esta mudança, essa remodelação, que leva aos benefícios do exercício.

Vários estudos foram conduzidos para determinar como otimizar a resposta do corpo para esta remodelação depois do exercício. Um dos estudos, que analisou dados de 35 anos, apontou cinco variáveis que ajudam o corpo nesta hora: dieta, tipo de exercício, massagem, sono, doses baixas de creatina e alongamento.

Os benefícios mais aceitos do alongamento são a melhora da movimentação do corpo, alinhamento de articulações e ossos e o fortalecimento dos tecidos conectores.

Vários estudos mostram que o treino de flexibilidade melhora diretamente o trabalho do músculo, e imagens de ultrassom documentaram alterações favoráveis na estrutura do músculo depois de semanas de alongamento regular.

O alongamento também melhora o fluxo sanguíneo dos músculos depois do exercício.

Portanto, a não ser que você seja um atleta de elite, a recomendação é dedicar uma parte do treino para alongamento. “Vai ajudar na remodelação, no fortalecimento dos tecidos conectivos e na melhora da movimentação, do alinhamento das articulações e do fluxo sanguíneo depois do exercício”, diz o pesquisador. [Science Alert, The Journal of Physiology, Human Movemente Science, imagem]

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