Cadê os aliens? Será que é hora de aceitar que estamos sozinhos no universo?

Por , em 2.12.2014

Ainda não captamos nenhum sinal de aliens no Universo e essa é uma observação preocupante que leva a muita especulação. Só que talvez, só talvez, uma possível solução para esse Grande Silêncio seja a de que não tem ninguém lá fora. Se você é desses que sonha com esse contato, essa é uma conclusão que parece impossível de acreditar, mas pode ter algo de verdadeiro aí.

Por que podemos estar sozinhos no universo

Desde que o físico Enrico Fermi fez a pergunta “onde está todo mundo?”, se espalhou uma epidemia de dúvidas sobre por que não vimos quaisquer sinais de civilizações extraterrestres ainda. Como Fermi apontou, a conta simplesmente não fecha. Nossa galáxia, em 13 BILHÕES de anos, tem tempo mais do que suficiente para ser encontrada e explorada por aliens. Segundo estimativas científicas, esse processo todo, de descobrimento e colonização, levaria menos de 1 bilhão de anos ou até menos. OU SEJA: claramente, nós já deveríamos ter encontrado alguém.

Essa observação surpreendente levou astrônomo Michael Hart a concluir que a vida fora da Via Láctea deve ser inexistente. Mas a presença exclusiva de “não-aliens” também pode ser atribuída a um grande número de coisas, incluindo uma relutância em explorar o espaço, ou devido a nossa “incapacidade” tecnológica de extrapolar certas fronteiras. Mas também poderia implicar que os aliens simplesmente não existem. Na verdade, apesar de todas as recentes descobertas de exoplanetas potencialmente habitáveis, junto com o sentimento geral de que nosso universo está preparado para a vida, há muitas razões para suspeitar que somos um evento realmente único e exclusivo em todo o universo.

O lugar certo, na hora certa

terra

Como astrônomo Paul Davies disse: se um planeta tem vida, dois requisitos básicos habitáveis devem ser atendidos: o planeta deve primeiro ser adequado e, em seguida, a vida deve surgir sobre ele em algum momento.

Na verdade, a vida é dependente da presença de cinco elementos críticos: enxofre, fósforo, oxigênio, nitrogênio e carbono. Estes elementos mais pesados foram gerados em reações nucleares no interior das estrelas e se tornou parte do meio interestelar somente quando estrelas chegaram ao fim da sua vida de produção energética. Assim, como o passar do tempo, a concentração de metais no universo foi aumentando gradualmente.

Mas tem um detalhe.

Esses elementos mais pesados só recentemente se tornaram suficientemente concentrados no meio interestelar para permitir a formação de vida. Por isso que os planetas que estão em torno estrelas mais velhas são susceptíveis a ter baixa concentração de carbono. Somente ao redor de estrelas relativamente jovens, como o nosso planeta, a vida pode surgir. Então, a humanidade estaria, portanto, entre as primeiras civilizações a surgir. Ou talvez seria a primeira.

Você pode estar pensando que isso não explica tudo.

De fato. Essa sugestão de que o enriquecimento químico explica nossa solidão é exagerada e com certeza insuficiente para explicar completamente o Grande Silêncio. Nós não sabemos o suficiente sobre essa variável para fazer uma conclusão definitiva sobre o assunto.

Explosões de raios gama: o botão reset da evolução

explosao raios gama

Outra possibilidade intrigante é que a nossa galáxia está sujeita a frequentes explosões de raios gama. Antes de você de empolgar com esse “frequentes”, vamos esclarecer que essa escala está em nível cósmico. E aqui estamos falando de um a cada tantos bilhões de anos ou mais. Só que essas explosões são um dos fenômenos mais energéticos já descobertos em todo o Universo. Estas explosões são provavelmente causados por um hipernova – colapso repentino de estrela maciça para formar um buraco negro – ou são produto da colisão entre duas estrelas de nêutrons, aqueles restos ultradensos de supernovas. Do outro lado do universo observável, as explosões de raios gama acontecem a uma taxa de cerca de uma por dia. =O

A explosão de radiação proporcionada por um hipernova tem a capacidade de destruir a biosfera de um planeta parecido com a Terra, matando instantaneamente a maioria dos organismos vivos que estão sobre ou ou perto da superfície (ecossistemas subaquáticos, por exemplo, sobreviveriam).

Em 1999, James Annis do Fermilab, de Illinois – nos Estados Unidos, propôs que explosões de raios gama poderiam causar extinção em massa em qualquer planeta habitável dentro de uma distância de 10 mil anos-luz da fonte. Para colocar isso em perspectiva: a Via Láctea tem 100.000 anos-luz de diâmetro e cerca de mil anos-luz de espessura. Assim, uma única explosão gama iria extinguir a vida através de uma parte considerável da nossa galáxia. O negócio não é brincadeira.

Aqui essa histórica fica ainda mais interessante

o que existe fora do planeta terra

A frequência das explosões de raios gama foram maiores no passado devido a níveis mais baixos de metais na galáxia. Galáxias ricas em metais (ou seja, aqueles com acumulações significativas de outros elementos além de hidrogênio e hélio) apresentam menos explosões de raios gama. Assim, como nossa galáxia foi ficando cada vez mais rica em metais, a frequência dessas explosões diminui.

Mas o que isso significa exatamente?

Bom, o que isso significa é que, antes dos últimos tempos (e por “últimos tempos” estamos falando dos últimos 5 bilhões de anos), eventos de extinção por meio dessas explosões foram bastante comuns. E, de fato, alguns cientistas suspeitam que a Terra foi atingida por uma explosão de raios gama bastante agressiva muitos bilhões de anos atrás. Para os estudiosos Piran e Jimenez, esses eventos foram frequentes o suficiente para acionar botões de reset evolutivos, enviando planetas habitáveis de volta à Idade das Trevas microbianas antes de a vida complexa e inteligente ter a chance de se desenvolver um pouco mais.

Fascinante, não é? Antes de cerca de 5 bilhões de anos atrás, as explosões gama eram tão comuns que a vida teria lutado para manter uma presença em qualquer lugar no cosmos (sim, todo o cosmos).

Isto sugere, que a galáxia está atualmente passando por uma fase de transição entre um estado de equilíbrio desprovido de vida inteligente a um estado de equilíbrio diferente, onde ela é cheia de vida inteligente.

A humanidade, portanto, pode não estar sozinha e ser uma das muitas civilizações inteligentes emergentes mais ou menos ao mesmo tempo.

É uma teoria interessante, mas que ainda é pouco convincente.

O astrônomo e astrobiólogo Milan M. Ćirković era um grande defensor desta teoria, mas recentemente perdeu a confiança nela.

Por que ele mudou de ideia?

terra destruicao

Apesar da frequência das explosões de raios gama galácticas estar diminuindo isto não é suficiente para explicar o Grande Silêncio. A diferença entre a escala de tempo típico para as esterilizações de planetas habitáveis e o tempo que uma civilização tecnologicamente avançada (CTA) leva para colonizar a galáxia ainda é absurdamente grande. Além disso, podemos estar exagerando a extensão dessas extinções em massa; é uma questão em aberto como a quantidade de dano que estas explosões de raios gama desencadeiam, e quão rapidamente a vida pode retroceder em seu processo evolutivo.

Ćirković, então, nos deixa com duas opções para explicar por que podemos estar sozinhos na galáxia: Uma é que as explosões gama, junto com algum outro processo, ou processos, catastrófico (seja natural ou artificial), estão juntos asfixiando o surgimento de civilizações avançadas. Ele diz que, juntos, eles podem ocorrer com frequência suficiente para fazer isso, já que os riscos são cumulativos. Em alternativa, temos que buscar hipóteses completamente diferentes para explicar o Grande Silêncio.

Nosso planeta é raro mesmo

Uma dessas resoluções é a chamada Hipótese da Terra Rara, e consiste na sugestão de que os parâmetros necessários para gerar uma espécie com ambições espaciais é terrivelmente pequena. É uma ideia que foi apresentada em 1999 pelo paleontólogo Peter Ward e pelo astrônomo Donald Brownlee. Ao sintetizar as mais recentes descobertas na astronomia, biologia e paleontologia, os dois juntaram uma lista de variáveis que, na opinião deles, fazer do nosso planeta um evento extremamente raro no cosmos. Tão raro que de fato pode explicar por que nós podemos ser os únicos no universo.

De acordo com Ward e Brownlee, as condições de pré-requisito para a formação da vida complexa incluem:

  • A localização bem no tipo certo de galáxia;
  • Orbitação na distância certa do tipo certo de estrelas
  • Um sistema solar com o arranjo certo de planetas, já que sem a presença de gigantes gasosos exteriores, como Júpiter e Saturno, a vida complexa pode não ter surgido. Eles formam uma barreira magnética protetora contra grandes objetos espaciais que poderiam nos atingir.
  • Órbita continuamente estável. Planetas em sistemas binários têm órbitas excêntricas que, potencialmente, os leva para dentro e fora das zonas habitáveis. Isso é um problema. E os sistemas binários são excepcionalmente comuns na Via Láctea, sendo responsável por pelo menos metade de todos os sistemas.
  • Um planeta terrestre do tamanho certo. É preciso haver área suficiente de superfície, uma atmosfera estável e uma força de gravidade que não seja muito pesada e permita a decorrência de processos evolutivos.
  • Um planeta com placas tectônicas. Este processo tem uma influência moderadora sobre variações de temperatura no clima da Terra. Um planeta sem placas tectônicas precisaria de um mecanismo de regulação de temperatura – e sem uma temperatura estável, a evolução da vida complexa se torna cada vez mais improvável.
  • Uma lua para estabilização. Nossa lua coloca a Terra em um eixo de estabilização, permitindo a sazonalidade, o que alguns astrobiólogos dizem ser vital para o surgimento e desenvolvimento da vida complexa.
  • Um gatilho evolucionário para a vida complexa. A transição de células simples (procariontes) para as complexas (eucariontes) pode de fato ser o passo mais difícil que a evolução da vida precise tomar.
  • O momento certo. A vida enfrenta etapas difíceis nos estágios iniciais de evolução planetária, incluindo coisas como bombardeios periódicos de objetos celestes, atividade vulcânica extrema, fatores atmosféricos, e como falamos, o aumento da possibilidade de eventos de extinção por meio de explosões de raios gama.

Tudo bem, essa lista parece assustadora. Mas estamos descobrindo, por exemplo, que os planetas semelhantes à Terra são abundantes na Via Láctea (e que poderia haver até 40 bilhões de planetas habitáveis na nossa galáxia), que a vida complexa é capaz sim de surgir em ambientes extremos, e que os vários parâmetros apresentados por Ward e Brownlee (como o papel de Júpiter e as placas tectônicas), pode ser exagerada como exigências potenciais.

Nossa civilização rara

civilizacao

Também é possível que a vida seja extremamente prolífica no universo, mas só as civilizações sejam raras. Como o desenvolvimento de uma linguagem, organização e consequente evolução tecnológica.

Como testemunhamos aqui na Terra, a vida complexa surgiu dois bilhões de anos atrás, com invertebrados terrestres sendo a “massa” por cerca de 500 milhões de anos. Durante este imenso espaço de tempo, nem uma única dessas espécies desenvolveu qualquer dessas características. Talvez a mesma coisa esteja acontecendo em outras partes do nossa galáxia. Ou talvez isso seja uma explicação para a humanidade parecer realmente única.

É tudo nosso

Há mais uma coisa que poderia explicar a nossa presença singular no universo, ainda que mais filosófica. É o chamado Princípio Antrópico Forte (PAF), que postula que a noção de que o cosmos não é apenas feito para a vida em geral – é feito para os seres humanos e os seres humanos são únicos. O PAF sugere que as condições e os parâmetros do universo são tão primorosamente bem ajustados para a nossa existência que excluem a existência de quaisquer outras civilizações tecnologicamente avançadas.

Sim, é uma teoria altamente controversa que cheira a criacionismo temperado com geocentrismo, para não mencionar a completa ausência de evidências. Tanto que para provar isso, os cientistas teriam que mostrar que fatores e mecanismos, em especial, são responsáveis por isso, e o grau extremo a que esse tal ajuste estaria definido.

Agora, isso não quer dizer que o universo foi criado por alguma divindade ou força sobrenatural.

Ou que estamos sujeitos em algum tipo de civilização elaborada por computador que está sendo executado por nossos descendentes pós-humanos, também conhecida como Matrix.

Só significa que nós observamos um universo em que as condições para a formação de uma vida como a nossa são TÃO únicas, que não seria nada impossível que fôssemos os únicos por aqui. Tenho que concordar que vejo esse mérito nessa hipótese!

O tal do Paradoxo de Fermi

Tudo isso que falamos até aqui tem um nome: Paradoxo de Fermi. Ele justamente sugere que estamos sozinhos no vazio do universo, ou que somos parte de uma nova população de civilizações que só agora estão fazendo uma aparência devido a uma mudança na fase cosmológica. Mas como a vida não é fácil, não se anime. Porque isso não quer dizer que há outras soluções mais viáveis para o problema de Fermi.

Apesar de intrigante, eu diria que a maioria dessas soluções são bastante insatisfatórias. Mas na melhor das hipóteses, elas apontam para os desafios enfrentados pela vida em todas as etapas do seu desenvolvimento. Esta abordagem para responder às forças do Grande silêncio faz a gente se perguntar se estamos realmente sozinhos no universo, ou se somos apenas uma civilização entre milhares, se não bilhões, das existentes.

Não existe resposta certa

estamos sozinhos no universo

Se realmente somos a primeira e única civilização no universo, na verdade isso é uma notícia muito boa. Isso significa que o futuro está completamente aberto e é nosso para criarmos. E, se você achava que as mensagens de autoajuda era uma balela sem limites… Bom, melhor começar a olhar elas com outros. Porque a chance de você ser único, e especial, é verdadeiramente grande. [io9]

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62 comentários

  • Jorge Franco:

    Eu concordo plenamente, esta deve ser a razão porque as formigas não sabem de nossa existência, elas procuram ou esperam formigas…

    • Cesar Grossmann:

      Formigas espertas estudariam o ambiente em busca de modificações que não foram causadas por chuva, vento, neve ou sol.

  • Alvaro Affonso:

    Nos somos nativos, no ano 1000, na Polinésia, achando que o planeta Terra é so nosso. Deem tempo ao tempo.

  • Ricardo Silva:

    Talvez os aliens, ao estudar nosso zoo, fazem-no de longe, para não nos estressar e influenciar nos resultados.

    • Cesar Grossmann:

      O David Grinspoon em “Planetas Solitários” oferece uma explicação parecida com a tua. Recomendo a leitura do livro, vale a pena.

  • Roberto Andrade:

    Ao ler isso começo a suspeitar que pode existir vida inteligente em qualquer lugar no universo menos por aqui na terra.

    • Cesar Grossmann:

      Por causa do artigo? Não dá para discutir o assunto?

  • BradleySron:

    O q temos de aceitar eh q os aliens nao querem contato.

  • Daniel Ohara:

    Acredito que haja, sim, vida (complexa) fora da Terra. Talvez seja medo? Mas creio que esta pode nem ao menos ter terminado de evoluir. :/

  • Gustavo:

    Porque ninguém imagina que, pode sim haver vida inteligente próxima de nós, porém é IMPOSSÍVEL um contato devido à distância.

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Será que a distância impediria, ou estamos raciocinando com base nos meios de viagem que conhecemos?

    • Cesar Grossmann:

      As leis da termodinâmica e da física são levadas em conta, e essas são universais.

  • Valdecir Santos:

    Ex-ministro canadense Paul Hellyer afirmou reconhecer ao menos quatro espécies de seres extraterrestres que habitariam o planetá.

    • Cesar Grossmann:

      Afirmou, mas não provou. Afirmações extraordinárias pedem provas extraordinárias.

  • Erick Ribeiro:

    A principal prova que existe vida inteligente no universo é que nenhuma delas quis fazer contato com agente…

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Não quis, ou sabem que seria perda de tempo com resultados desastrosos em um planeta dominado pelo poder econômico e pela ignorância?

  • Caio César:

    Quando eu jogava SPORE eu desprezava as civilizações atrasadas

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Claro! Temos que evoluir e não regredir.

  • Proença Marco:

    temos a vida adaptada a este ambiente, somos tão ignorantes que achamos que o modelo de nossa vida é padrão em todos os lugares do universo

    • Cesar Grossmann:

      Não é por aí, é “sabemos que a vida pode ser diferente em outros planetas, mas não sabemos como ela poderia ser e como detectá-la”.

      Por que você acha que não procuramos vida diferente da nossa? Por que achamos que só existe vida como a nossa, ou por que só conhecemos vida como a nossa, e não saberíamos sequer o que procurar para encontrar vida diferente?

      Dá um pouco de crédito para os cientistas, diferente dos filmes de Hollywood, eles sabem muito mais do que a média das pessoas, como você ou eu.

    • João Paes Leme:

      Procuramos sinais extraterrestres que usam nossos padrões e tecnologias. Imagine se na época do telégrafo alguém imaginaria WiFi.

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Parabéns!

  • Cesar Grossmann:

    Disclosure: o que os ufólogos não querem que você saiba – que eles são doidos de pedra.

    http://goo.gl/oasoEk

    • Maurício Roxy:

      Caro César, esta é uma forma de pensar que certamente pode acalmar o espírito de muitos. Sem dúvidas, resta a tão necessária paz.

    • Cesar Grossmann:

      É a única conclusão a que se chega ao se ouvir os disparates desta gente. Afirmam certezas sem ter prova nenhuma. Nova religião?

    • Maurício Roxy:

      Contudo, penso que é muito cedo para tirarmos conclusões definitivas sobre tal possibilidade. Os delírios podem ser apenas parciais.

  • Chico Lobo:

    Nunca sonhei ter contato extraterrestre, mas a probabilidade diz que há possibilidades de ter civilizações no cosmo

    • Victor Hugo Santos:

      O único lugar no universo que somos únicos é aqui na terra, aqui sim somos diferentes de tudo…

    • Cesar Grossmann:

      Não mesmo, Victor. Somos quase idênticos a chipanzés e gorilas (mesmo esqueleto e estrutura óssea) e compartilhamos DNA, morfologia e fisiologia com um monte de seres vivos: coluna vertebral, sistema digestivo, respiratório, circulatório, endócrino, nervoso, forma de reprodução, etc… A lista de semelhanças é IMENSA.

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Se vc tivesse contato com alguém, dentro de sua própria casa, com corpo levemente colorido e transparente, vc teria coragem de divulgar ?

    • Victor Hugo Vha II:

      Sim Cesar… quiz dizer em termos evolutivos, não em ser melhor ou pior morfologicamente, mas sim em capacidades cognitivas.

    • Cesar Grossmann:

      Em partes. A Suzana Herculano-Houzel fez umas palestras interessantes no TED sobre o cérebro humano, procure, vale a pena ver.

  • Gutergues Sena:

    Pode existir vida apoiada no silicio, germanio, com gravidade e temperaturas diferentes da nossa, que é no carbono.

    • Cesar Grossmann:

      O problema parece que é o metabolismo, que é mais lento e precisa de mais energia.

  • R Lelis de Souza:

    Ótimo texto! Parabéns!

  • stive:

    A possibilidade de estarmos sozinhos é mais assutadora do que a certeza de que o sol ira se tornar uma gigante vermelha e consumir a Terra.

    • Fernandes FFernandes:

      Considerando as dimensões é bem provável que os mesmos não podem nos contactar etccc.

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Parabéns!

  • Claudiomar Santos:

    Vida, como a nossa, não tem como se desenvolver em apenas alguns bilhões de anos … Sementes chegaram em meteoros e aqui evoluiram …

    • Marcelo Ribeiro:

      “Apenas alguns bilhões de anos”.

      risada

  • Josney Rupel:

    Ou o escudo protetor que descobriram recentemente em volta da Terra nutre a teoria de que somos ratos de laboratório de seres superiores.

    • Marcelo Ribeiro:

      rato

    • celso caramori:

      E muito evidente que estamos numa zona protegido deste universo inospito. Devemos ser uma especie de gado para uso de seres imateriais

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Sim! Da pedra lascada fomos à Lua. Estamos num laboratório transgênico onde muitos têm a massa cefálica substituida por moedas.

  • Marlon de Arruda Antunes:

    Acho que não somos visitados por extraterrestres, mas mesmo sem provas, as probabilidades trabalham a favor de que não estamos sozinhos.

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Sim! Mal conhecemos pequenas distâncias fora da nossa galáxia. Já pensou a um centilhão de centilhões de anos luz o que pode existir?

  • Flavio Zaniz:

    Somos como peixes dentro de um aquário criando teorias pra justificar nosso aparente isolamento.

    • Cesar Grossmann:

      Não para justificar, mas para tentar entender. Nossa ciência se baseia na realidade, e a especulação científica se baseia na realidade.

    • Maurício Roxy:

      É isso!. Somos demasiadamente presos ao paradigma científico, e quase que religiosamente, para atestarmos o que é real.

    • Cesar Grossmann:

      Maurício, isto não faz sentido. A ciência trata do que pode ser testado, e só o que é real pode ser testado. Outros paradigmas? Vamos agora acreditar em xamãs e em médiuns para atestar o que é a realidade, quando eles só tem certezas mas nenhuma evidência testável? É este o paradigma que você propõe? Esclarece para nós, sim?

    • Maurício Roxy:

      Se pensarmos a partir do paradigma emergente, da epistemologia da complexidade, nosso leque inferências pode alcançar outros patamares.

  • Francisco Nobre:

    O artigo apresenta argumentos convincentes, mas continuo pensando que não somos tão especiais assim para sermos os únicos.

    • Cesar Grossmann:

      Alguém tem que ser o primeiro e enquanto não aparecer um segundo, o primeiro também será o único. Seremos nós? Talvez.

    • Elton Martins:

      Não somos “únicos”: existem milhares de “nós” ao mesmo tempo. É só perguntar pro Dr. Xavier– digo, Hawking.

    • Gustavo Ibraim Ceron:

      Parabéns!

  • Lucio Passos:

    Há uma outra possibilidade. Civilizações podem estar em diferentes estágios tecnológicos, o que dificultaria a comunicação.

    • Marcelo Ribeiro:

      Basta ler o artigo e ver que esta possibilidade está incluida ali.

    • Cesar Grossmann:

      O David Grinspoon (“Planetas Solitários” – recomendo a leitura) é um dos que acha que ainda não somos “interessantes”.

  • Mac Donald Almeida:

    Parabéns pelo excelente texto, Gabriela! Muito bom!

  • Joao Carlos Agostini:

    Concordo que possivelmente sejamos os únicos na nossa galáxia. Mas acho exagerado extrapolar para o o cosmos ou universos conhecidos.

  • Marcello Sevach:

    Eu sempre acreditei nessa teoria da terra rara, sempre achei que somos únicos, pois ainda não tem tempo o suficiente.

  • Tony E Nalda Dias:

    Nosso desenvolvimento tecnológico ainda não nos oferece uma resposta plausível ou ao menos satisfatória a este questionamento.

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