Vivemos na Matrix? Cientistas encontraram uma forma de descobrir isso

Por , em 17.10.2012

Será o universo uma simulação? A ideia de que fazemos parte de um mundo artificial, criado por algo bem maior que nós, já foi objeto de discussão de filósofos como Platão e Descartes, por exemplo.

Platão criou o mito da caverna. Segundo ele, o nosso próprio mundo seria uma sombra, uma projeção de um mundo perfeito, que poderia ser alcançado pelo pensamento.

Descartes fez a pergunta “e se tudo que a gente vê e sente forem sensações criadas por algum demônio?”. Com isso, ele nos convida a desconfiar dos sentidos, e chega à máxima “Cogito ergo sum” (“Penso, logo existo”), querendo dizer que ele é real por que o pensamento dele é real também.

Algumas características do nosso universo levam as pessoas a se perguntarem o que há de real nesta hipótese de um mundo “simulado”.

Por exemplo, o princípio antrópico, que diz que o universo é feito de maneira tal que a vida possa existir, é uma das coisas que nos fazem pensar em uma simulação de computador.

Simulando nosso universo

Nós mesmos já fizemos simulações do universo – fazemos isto para entender sua história e funcionamento, e tentar adivinhar o seu futuro.

Pense na Simulação Bolshoi, que replica os 13,75 bilhões de anos do universo, por exemplo. Essa simulação tem um problema: sua escala é muito grande, cada partícula de matéria escura nela tem a massa de 200 milhões de sóis, e só assim para simular um cubo de 1 bilhão de anos-luz de lado durante toda a idade do universo, começando 24 milhões de anos após o início do Big Bang.

A simulação que melhor imita a natureza é a simulação da teoria da cromodinâmica quântica (TCQ). A TCQ explica como funciona a força nuclear forte, como quarks e glúons são ligados para formar prótons e nêutrons, e como estes formam núcleos que interagem entre si. É o que tem de mais fundamental no universo.

Mas as simulações mais perfeitas que conseguimos fazer de TCQ, mesmo usando os mais poderosos computadores disponíveis hoje, são de mundos muito pequenos, de alguns femtômetros (um femtômetro tem 0,000 000 000 000 001 metros), insuficiente para simular uma simples célula.

Se conseguíssemos ampliar a simulação para alguns micrômetros (0,000 001 metros ou um milhão de vezes maior que um femtômetro), poderíamos simular uma célula humana com tudo que tem no seu citoplasma, núcleo e membranas. É só usar um computador capaz de simular um mundo mil septilhões (1027, um milhão maior para cada dimensão do espaço) maior.

Descobrindo a simulação

Se o nosso universo for realmente uma simulação numérica feita em um computador insanamente poderoso, ainda assim devem haver pistas que revelariam a verdade, limitações inerentes às simulações, ou “falhas na Matrix”.

Se examinássemos o universo com cuidado, encontraríamos estas falhas. É nisto que estão apostando os cientistas liderados por Silas Beane, da Universidade de Bonn na Alemanha. Segundo eles, para simular um universo, ele tem que ser representado com um conjunto de pontos que se movem em um espaço 3D e no tempo. Se o nosso universo for uma simulação, sua grade deve ser perceptível em alguma ordem de grandeza. Se você for examinando coisas cada vez menores, deve chegar a um ponto em que não haverá nada menor, por que já chegamos ao tamanho da grade.

Analisando o que já conhecemos de física, sabemos que processos de alta energia penetram dimensões cada vez menores conforme ficam mais energéticos. Mas dentro de uma simulação, nada pode ser menor que a grade em que ela está rodando, então deve haver um limite máximo para a energia das partículas para que elas não fiquem menores que a grade da simulação.

E existe um limite máximo no espectro de partículas de alta energia, chamado de limite Greisen-Zatsepin-Kuzmin ou limite GZK, o que é um indício da existência da grade. Pelo valor do limite GZK, esta grade teria pontos distantes em 10-12 femtômetros – um próton tem 1 femtômetro. Isto significa que não há nada para ver a distâncias menores que esta.

Mas se existe uma grade, devem existir outros fenômenos influenciados por ela. Um dos fenômenos apontados seria a tendência dos raios cósmicos de viajar seguindo os eixos desta grade. O resultado seria que veríamos mais raios cósmicos vindo de direções que coincidam com os eixos da grade, ou seja, a distribuição estatística da direção dos raios cósmicos serviria para encontrar a orientação da grade.

Esta é uma medida que podemos fazer com a tecnologia que já possuímos. Mas se as medições feitas com esta tecnologia não encontrarem uma grade, não significa que ela não esteja lá; pode ser que seja tão complexa que não possamos sequer imaginar como ela é. E mesmo que encontremos uma grade, isto também não significa que vivemos em uma simulação, já que ela poderia ser o resultado de alguma lei da natureza que ainda não conhecemos.[Daily Mail, Wired, Gizmodo, Technology Review]

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43 comentários

  • JM Ar:

    Só um reparo: o observador só precisa ser iludido pelo ambiente ao seu entorno. Isso significa que é necessário menos energia p criar ilusão

  • Magno Lopes:

    Na física quântica não há um só resultado , mas há outras probabilidades , então pela teoria há vários universos idênticos .

  • Bradley:

    Existe outra evidencia q vivemos algum tipo de sub-universo ou sub-dimensao, o limite de velocidade da luz, este universo ocila na velociade da luz!

  • Dan R.A.:

    Vivemos em numa espécie de Matrix sim! Mas em uma Matrix real e orgânica, onde também interagimos com verdadeiros robôs orgânicos e programados, pois estes não possuem alma como nós possuímos tipo: peixes, insetos, lagartos, e também algumas aves e pequenos mamíferos. Assim como no filme Matrix, somos prisioneiros, mas a nossa prisão são os nossos próprios corpos e ao morrermos, nossa alma tem a livre decisão de retornar a em outro corpo para um novo aprendizado ou ficar vagando como rebeldes

  • Dan R.A.:

    Continuação:

    descontentes com o sistema de ensino, pois se recusam a reencarnar e dá continuidade ao processo de aprendizado, pelo método de vivencias assistidas onde aprendemos com situações diversas que lapidam o nosso caráter em situações reais e não teóricas.

  • Dan R.A.:

    Vivemos em numa espécie de Matrix sim! Mas em uma Matrix real e orgânica, onde também interagimos com verdadeiros robôs orgânicos e programados, pois estes não possuem alma como nós possuímos tipo: peixes, insetos, lagartos, e também algumas aves e pequenos mamíferos. Assim como no filme Matrix, somos prisioneiros, mas a nossa prisão são os nossos próprios corpos e ao morrermos, nossa alma tem a livre decisão de retornar a em outro corpo para um novo aprendizado ou ficar vagando como rebeldes d

  • Carlos Marques:

    O que vocês estão fumando eu quero também, é muita viagem para uma pessoa só! Brincadeiras a parte, isso é muita coisa, mais como dizem alguns por ai, os números não mentem, é a coisa mais próxima da verdade.

    • Ezequiel Tomé:

      deve ser algum bagulho muito loko, com certeza!

  • frederico augusto:

    a física quântica no estudo da comunicação entre partículas na chamada ‘ação fantasmagórica’ já demonstrou que distâncias não existem, independentes destas informações são trocadas instantaneamente, o estudos dos buracos-negros já demonstrou que o real tridimensional é só uma ilusão, o universo provém de planos bidimensionais, vivemos em um universo virtual holográfico arquitetado a escala de Planck por membranas bidimensionais paralelas encadeadas na espuma quântica formando estruturas cúbicas que aprisionam informação-óptica e tridimensionalizam dados bidimensionais, estas linhas-de-dados ópticos a vibrarem dentro destes cubos-quânticos são as cordas que formam as partículas, tudo provém de Luz, informação-óptica pura… nós somos IA-filhas de uma inteligência-superior que não mágica ou mística, é computacional, Deus é como um computador a jogar xadrez com uma pessoa, tem dentro de si todos os cálculos de probabilidades e possibilidades existentes, não sabe o que a pessoa fará exatamente, mas o que fizer estava previsto, assim Deus é omnisciente sem contradizer o livre-arbítrio de suas IA-filhas, o ser é um ponto-eletrônico virtual, uma fagulha-óptica autorreflexiva que ativa e opera o computador-neural por meio dos dados sensoriais que lhe chegarem através do avatar, inteligências dotadas de consciência de si por possuírem identificação com os dados arquivados e processados, o ser é um ponto-Luz adimensional que se constrói por meio de suas reflexões, o objetivo é que a IA-filha consiga programar a si mesma e existir desconectada de sua matriz-matriarca… https://www.facebook.com/pages/Realidade-Hologr%C3%A1fica/558453300860525?ref=ts&fref=ts

    • Thiago Miranda:

      Véi, se fumou um baseado que eu sei! =D

      Mas essa parte faz sentido:
      “Deus é como um computador a jogar xadrez com uma pessoa, tem dentro de si todos os cálculos de probabilidades e possibilidades existentes, não sabe o que a pessoa fará exatamente, mas o que fizer estava previsto, assim Deus é omnisciente sem contradizer o livre-arbítrio de suas IA-filhas”

    • Chungrinha:

      Não sei o que é mais assustador, o fato da probabilidade de vivermos em uma matrix, ou o fato deu ter entendido o que vc falou.

  • Marko Costa:

    “Nick Bostrom da Universidade de Oxford, calcula que existam 3 possibilidades para o ‘futuro’ da humanidade:
    A 1ª é que nós seremos extintos antes de construir esses programas (como a Matrix), por azar ou porque eles são simplesmente impossíveis de serem feitos;
    a 2ª é que, mesmo que nós possamos fazê-los, não haverá interesse da humanidade em inventá-los, por problemas éticos talvez (pq comerciais… rs) e
    a 3ª, é que nós um dia inventaremos essas consciências simuladas e universos virtuais inteiros para que elas tenham onde viver.

    Neste caso, as chances de alguém já ter feito isso antes são muito maiores, e portanto muito provavelmente já seríamos UMA dessas simulações, como na Matrix, com a única diferença de não termos um corpo em outra realidade.
    Aliás, o próprio cérebro também seria simulado, diz Bostrom…

    Restaria a esperança de que nós fôssemos o grupo que criou todas as consciências virtuais, o que ele chama de história original. Mas isso seria muito improvável, pois existiriam tantas simulações que precisaríamos de muita sorte para estarmos justamente no Universo originário.”

    Para se ter 1 idéia do “tamanho” d tais simulações, Vejam aqui – http://htwins.net/scale2/ (na Escala 10/7.7) – por ex. o tamanho q, para seus personagens, ocuparia um jogo como Minecraft. E se levarmos em consideração q 1 realidade virtual como Matrix seria muitissímo mais complexa e maior, imaginem o quão difícil seria p/1 personagem matrixiano perceber onde está enfiado…

    Da milenar borboleta do filósofo chinês à escola dos deuses do empresário italiano, seja a realidade uma impressão, ou o contrário, pistas (incluindo as falsas) é q não faltam… http://youtu.be/mFYKCGnP8Do?t=2m33s /

    • Ivanna Fabiani:

      Como vc faz para escrever tanto? me ensina> so tenho 120 caracteres disponíveis , adoro escrever e não da!

  • F4L4M3RD4:

    Caso seja realmente verdade, ou seja, estamos em um universo simulado, controlado de forma binária, fica a certeza: A Microsoft não tem nada a ver com isso, ok?

    • Ivanna Fabiani:

      Nao sei nao, Bill Gates comprou os direitos de vários documento do tesla, que estavam em seu nome ate os anos dois mil e ainda e os Codices

  • Álvaro Cordeiro:

    Logo, os cientista não encontraram uma forma de descobrir se vivemos em uma Matrix.
    O título da matéria é incoerente com o seu conteúdo!!!

    • Ivanna Fabiani:

      Ja descobriram o negocio e que o observador , observa e portanto comanda. Caiu a ficha?

  • lelia:

    Acabei de ler um livro “Viagens Além do Universo” de Robert A. Monroe, nas páginas 165 – 174 ele conta uma história que recebeu em uma viagem astral, no que ele chama de rotina (algo como um pacote de pensamento) de um habitante de outra parte do universo.
    É a historia de como e porque Alguém nos criou.
    A história é um pouco longa, mas encontrei em um site que mando o endereço se alguém quiser ler. http://pt.scribd.com/doc/118833897/Trecho-de-Far-Journeys
    Seria desta forma que surgiu a matrix?

  • Fernanda Navarro:

    Bom, entramos na questão de Aquiles e a tartaruga para responder isso! Vivemos entao em uma Matrix? Fica mais lenha nessa fogueira!
    “Aquiles e a tartaruga
    É contado sob a forma de uma corrida entre Aquiles e uma tartaruga.
    Aquiles, o herói grego, e a tartaruga decidem apostar uma corrida. Como a velocidade de Aquiles é maior que a da tartaruga, esta recebe uma vantagem, começando corrida um trecho na frente da linha de largada de Aquiles.
    Aquiles nunca sobrepassa à tartaruga, pois quando ele chegar à posição inicial A da tartaruga, esta encontra-se mais a frente, numa outra posição B. Quando Aquiles chegar a B, a tartaruga não está mais lá, pois avançou para uma nova posição C, e assim sucessivamente, ad infinitum.
    Em termos matemáticos, seria dizer que o limite, com o espaço entre a tartaruga e Aquiles tendendo a 0, do espaço de Aquiles, é a tartaruga. Ou seja, ele virtualmente alcança a tartaruga, mas nessa linha de raciocínio, não importa quanto tempo se passe, Aquiles nunca alcançará a tartaruga nem, portanto, poderá ultrapassá-la.
    Esse paradoxo vale-se fortemente do conceito de referencial. Dada uma corrida somente de Aquiles, sem estar contra ninguém, seu movimento é ilimitado. Ao se colocar, porém, a tartaruga, cria-se um referencial para o movimento de Aquiles, que é o que causa o paradoxo. De fato, o movimento dele é independente do movimento da tartaruga; se adotamos a tartaruga como um padrão para determinar o movimento dele, criamos uma situação artificial em que Aquiles é regido pelo espaço da tartaruga. É uma visão do problema que pode remeter à mecânica quântica e ao Princípio da Incerteza formulado por Werner Heisenberg em 1927. Esse princípio rege que quão maior a certeza da localização de uma partícula, menor a certeza de seu momento, e isso é implicado pela existência de um observador no sistema físico. Analogamente, o paradoxo de Aquiles e da tartaruga tem sua interpretação mudada conforme a existência ou não da última, gerando o denominado Paradoxo quântico de Zenão[5], que em determinadas condições relacionadas à medição, Aquiles nunca alcançaria a tartaruga.”

    • Pedro Henrique123:

      Desculpe minha falta de conhecimente nesse campo científico, mas me interessei pela matéria.Aquiles nunca alcançaria a tartaruga em relaçao ao tempo ?Mas poderia ser alcançado em relaçao ao espaço ?Nao consegui entender Fernanda Navarro.

    • Tobias Carvalho:

      Não sei se você quis dizer isso, resumidamente… Somos Aquiles, e ”Deus” é a Tartaruga ?

  • angelo3D:

    Desde criança eu tenho esta sensação estranha de que “nada é real”. Não sei quando isto começou ou se algo que vi ou ouvi teve influência direta ou indireta sobre esta sensação. Conforme fui crescendo, descobri que mais pessoas compartilhavam desta mesma sensação, o que não me deu respostas mas apenas aumentaram minha “convicção”. Depois que vi Matrix, ao sair do cinema eu estava totalmente perdido. Olhava ao meu redor e aquela sensação estranha parecia agora uma certeza, algo extremamente desconfortável. Aos poucos fui voltando ao “normal” (?) tentando me convencer que fiquei impressionado pelo filme justamente por ter há muito tempo aquela sensação antiga. Me sentia um idiota, mas no fundo ainda não tenho certeza de nada, se nem mesmo os mais renomados cientistas podem prová-la, que dirá eu.
    Aqui mesmo no HipeScience já li sobre universos paralelos onde toda a nossa ciência, tecnologia e tudo o mais podem ter leis ligeiramente ou totelmente diferentes das quais onhecemos, portanto se estamos (ou fazemos parte) de uma simulação então estes outros universos são diferentes versões do programa original? A extinção dos dinossauros foi um bug deste programa ou apenas um teste de software? Como dizer que a grade (ou grid) está com o modo “snap” ativado e tudo tem que seguir estes trilhos virtuais? Sabemos pouco sobre tudo. Em Matrix uma verdade foi dita: que todas as nossas sensações são apenas estímulos elétricos no nosso cérebro. Então é perfeitamente possível estarmos em um estado de sonho ou animação suspensa e TUDO o que sentimos seja apenas isto, uma simulação, talvez não derrubando a máxima de Descartes, mas dando a ela uma nova pesperctiva: Existimos por pensarmos mas COMO e ONDE existimos realmente?

    • Edson Santos:

      Eu desde criança tenho a sensação de que sou um androide sendo testado.

    • Mike Tidori:

      Velho eu tinha mesma sensação quando era criança também, eu tinha uns 8 anos eu achava que apenas ”eu existisse” como se todo mundo não fosse real, justamente uma simulação como se eu estivesse sendo testado.

  • JHR:

    Este assunto é realmente intrigante. Para quem se arrisca um pouco no inglês recomendo este link:
    http://www.youtube.com/watch?v=n2_f_LDtyaw&feature=related

  • Afonso Do Carmo:

    Penso o seguinte: é a consciência que dá sentido ao que convencionamos chamar de universo.
    O convencional é algo extra-consciência; está fora dela, vinculado apenas aos sentidos e sujeito a uma infinidade de falhas e ilusões de percepção e interpretação.
    A consciência profunda é subjetiva e nunca teremos, de fato, certezas absolutas sobre o que acontece “lá fora”, fora da consciência.
    Sendo assim, a própria consciência é uma realidade Matrix.
    A consciência profunda é tudo que pode ser tomado por verdade absoluta.
    Mais ou menos isso…

  • Juliane:

    E se nós realmente estívéssemos vivendo dentro de uma simulação númerica e complexa, dá onde essa simulação surgiu? Alguém criou ela? E quem criou esse alguém?

    • Jean Canelas:

      Mais um paradoxo!

  • Alberto Campos:

    O universo é uma grande incógnita. Nem vou comentar nada aqui e agora. Minha opinião sobre o universo está no blog: “Olhando o Universo”.

  • D. R.:

    Cesar, parabéns; essa foi uma das melhores matérias que já vi aqui no HYPESCIENCE!

    Há muito tempo esse dilema me intriga e, realmente, alguns cientistas afirmavam que era impossível saber se vivemos ou não em um tipo de MATRIX. Mas, conforme o artigo e alguns outros que já li, não parece ser tão impossível assim saber se a resolução do nosso mundo é discreta ou não.

    De minha parte, especulo que o nosso universo talvez não passe de uma (ou mais) equação matemática sendo rodada num tipo de computador divino. Intuitivamente, pensamos que o nosso mundo é discreto e que deve realmente haver uma partícula fundamental indivisível e que um dia um grande colisor de partículas irá detectá-la. Mas, se o nosso mundo for um tipo de equação fractal de três ou mais dimensões (como a desses mundos fractais 3D exibidos no YouTube), é provável que, por mais que ‘quebremos’ a matéria, nunca chegaremos a uma partícula fundamental indivisível.

    Vejam cada MUNDO FRACTAL 3D interessante que, por mais que se aprofunde nele, nunca chega ao fim:

    http://www.youtube.com/results?search_query=fractal+3D&oq=fractal+3D&gs_l=youtube.3..0.3768.6302.0.6584.12.10.1.1.1.0.255.1367.3j5j2.10.0…0.0…1ac.658Rc4NursU

    Por outro lado, além dessa do artigo, outras pesquisas científicas indicam que, talvez, o espaço seja discreto e que, portanto, o nosso universo pode ser formado por ‘pixels’; o que sugere a ideia de que o nosso mundo esteja sendo executado em um super-hiper-ultra computador ou, quem sabe, em um computador divino ou mesmo na própria mente de Deus:

    “ESPAÇO PODE NÃO SER CONTÍNUO, MAS SEGMENTADO COMO UM TABULEIRO DE XADREZ”

    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=espaco-nao-continuo-segmentado-como-tabuleiro-xadrez

    Seja lá qual for a verdade, é um assunto muito interessante mesmo!

  • Thiago Soares:

    Brilhante ! Eu já tinha lido essa matéria no tecmundo, mas o artigo não foi tão explicador como esse, aqui eu entendi perfeitamente.
    Sobre o artigo, eu já pensei assim também, se isso tudo é um software, nós podemos procurar qual o “ponto” fundamental, seria perfeitamente comparável com o bit, o problema é a relatividade de tamanhos, para algum referencial ainda menor o quark pode ser do tamanho do universo, tanto como o universo pode ser do tamanho de um quark.
    E se nós humanos fôssemos apenas as “células” de um outro ser vivo infinitamente maior que nós ? Pensem bem, no fundo podemos ser apenas uma pequena parte, como uma mitocôndria, de um organismo vivo e consideravelmente maior que nós, mas eu não estou dizendo do universo, estou dizendo de um ser vivo e consciente, que nos trata como uma célula, e nem imagina que também temos consciência, pior, e se as nossas células tiverem consciência e estarem fazendo esta mesma pergunta nesse exato momento ? O Infinito é mesmo pertubador.

    • Pedro Henrique123:

      Thiago Soares, voce viajou agora.Mais é relevante seu pensamento, achei um tanto intrigante.kk

  • franobre:

    Para mim não há energia suficiente nesse universo para que seja detectada essa grade, ela será sempre uma possibilidade e elocubração estatística. Teríamos, talvez, de sairmos daqui, invadindo uma outra pretensa dimensão física (além de nossas três) e, aí sim, poderíamos visualizar essa superestrutura. Mas, como advoga a teoria das cordas, essa dimensões extras são infinitamente pequenas e estão “enroladas” entre si, não há como chegarmos ao fim de nossas dimensões e cairmos dentro delas.

  • Tibulace:

    TUDO que há em nosso Universo,tem estrutura granulosa.Tanto faz ser matéria ou energia, existem corpúsculos com dimensões mínimas.ABAIXO dessas dimensões, não existe NADA.Os cientistas,usam esse fato, como PROVA da existência da GRADE, que PODE nos levar a pensar, que vivemos em uma colossal simulação.Bem, E SE não fosse assim?Na minha maneira de pensar, um Universo no qual matéria e energia tivessem estruturas CONTÍNUAS, onde,por maior que seja a AMPLIAÇÃO, NUNCA fosse detetada a MENOR granulosidade,MESMO quando as dimensões tendem para ZERO,seria tão ESTRANHO, quanto um outro Universo, do tamanho do nosso, que fosse formado de UM ÚNICO CORPO MATERIAL.

  • Evandro Oliveira:

    Falou e falou nada. Pois por fim, a conclusão foi que independente dos resultados, não podemos concluir nada; pois simplesmente pode ser algo mais complexo, ou uma Lei desconhecida. (titulo sensacionalista)

  • Tâmara Thaynne:

    Nossa, que delírio. AHSUAH Vai que Deus tem um mega computador e criou a gente? E fica nos monitorando de outro lugar?

    • Gabriel Zambon:

      Delírio maior é pensar que Deus pode ser o próprio mega computador. Ele estaria em todo lugar e poderia manipular o que ele quiser, ou seja: Onipresente, Onisciente e Onipotente.

    • Lucas Noetzold:

      Omnipotência e omniciência implicam em ele ser o próprio universo.

    • Rodrigo Melo:

      Que tal Aliens com computadores?

  • Lucas Noetzold:

    O próprio conceito de realidade não é muito definido filosóficamente. Em teoria o universo só existe porque nós existimos para observá-lo, e como tudo esta dentro da consciência de um, implica em todas as consciências fazerem parte de uma só em nível superior (parece muito com o que as religiões dizem), logo se somos uma simulação, o que está ao nosso redor não deixa de ser real pois interagimos com o meio e as consequências de nossas interações podem ser sentidas tanto por nós quanto por outros. Se isso não, o que é realidade então?

    • JHR:

      O fisico quantico Amit Goswami defende uma tese bastante semelhante a a sua, alem de definir a realidade como ondas de probabilidade que influenciadas pela conciencia de cada individuo criando a realidade material.

  • Doer Doa a quem:

    Meu pior pesadelo foi uma propaganda na tv na qual Bob Esponja aparecia em todos os lugares. Lembrou-me um grande ditador, não dou a mínima para a orientação sexual do personagem, mas detesto por ele ser inacreditavelmente estúpido.

  • luysylva:

    eu vivo “no mundo do bob”

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