11 características dos aliens, de acordo com a ciência

Por , em 7.11.2013

Se você acredita no que Hollywood nos diz sobre as formas de vida alienígenas, você provavelmente deve supor estes seres seriam gigantes, viscosos e nem um pouco amigos da raça humana. E como cientistas não fazem um monte de filmes, e produtores de cinema não são lá muito incríveis em ciência, esse não é um retrato muito preciso da vida interestelar que poderia chegar à Terra.

Provavelmente ainda não acabaria bem para a gente, mas os rostos das criaturas que iriam mudar nosso mundo para sempre são muito diferentes do que imaginamos. Para esclarecer as coisas, grandes mentes como Stephen Hawking e seus contemporâneos deram suas opiniões sobre que traços uma raça alienígena deveria possuir para que pudessem atravessar a galáxia e fazer uma visita à terra natal dos humanos.

características dos aliens

11. Agressividade

características dos aliens
O que separa os seres humanos de outras espécies no planeta em termos de evolução se resume a um princípio simples: agressão. Para qualquer espécie prosperar dentro de um determinado habitat, ela precisa enfrentar adversidades e superá-las. Estas lutas conduzem à adaptação evolutiva. A forma de vida dominante no planeta (que aliens quase certamente teriam que ser) deve ter sido capaz de dominar seu ambiente.

Um artigo publicado pela Universidade do Missouri (EUA) sugere que isso significa que eles seriam agressivos – iriam povoar e conquistar seus arredores, em busca de progresso. Se eles são mais inteligentes do que nós, provavelmente irão nos ver como um recurso, da mesma forma que vemos animais e seus habitats.

10. Exploradores

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Qualquer forma de vida que chegue à Terra será, por definição, exploradora. Olhando para a nossa própria cultura em busca de pistas, podemos ver imediatamente como territórios inexplorados viram alvos em função de seus recursos, por exemplo, Marco Polo e as Índias Orientais, e os Vikings e grande parte da Europa.

De acordo com Stephen Hawking, os aliens são propensos a procurar outros planetas a fim de colonizá-los ou miná-los por recursos. Aliens podem não vir a destruir o nosso planeta, mas é extremamente provável que tentem explorar o que eles encontram para aumentar o alcance de sua raça, como é a marca registrada de todas as espécies desenvolvidas.

9. Imunidades virais e bacterianas

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É um comum na ficção científica que aliens, sem nunca terem encontrado bactérias da Terra antes, sucumbam às doenças simples contra as quais não têm imunidade. Basta olhar para os peregrinos e conquistadores, e a varíola e o tifo, que causaram estragos em populações nativas que ainda não haviam sido expostas a eles. Porém, todas essas pessoas eram humanas. De acordo com Seth Shostak, engenheiro sênior do projeto Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI), as bactérias estão limitados às formas de vida a que são bioquimicamente relacionadas.

Nossos germes evoluíram para sobreviver em nosso DNA único. Até mesmo vírus e infecções bacterianas que infectam uma só espécie em nosso planeta raramente se espalham para outras. Não é uma coisa rotineira que cães peguem gripe, por exemplo. Qualquer forma de vida alienígena que invada a Terra provavelmente será imune a doenças terrenas, por isso não espere uma solução parecida com a do filme “Guerra dos Mundos”.

8. Eles não comerão humanos

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E se eles quiserem se alimentar de nós? Ainda que este seja um pensamento assustador, é também improvável. Uma raça avançada o suficiente para chegar às viagens espaciais certamente já superou a sua necessidade de consumir animais vivos. A viagem para a Terra a partir de qualquer planeta que tenha a capacidade de suportar a vida é extremamente longa, e qualquer espécie que tente fazê-la precisaria ter métodos sustentáveis ​​de produção de alimentos já em vigor.

Além disso, não é muito provável que a configuração do aparelho digestivo de uma criatura que evoluiu num lugar diferente do universo seja compatível com os tipos de proteínas que se encontram em nosso planeta. Seria inconcebível que os recursos de nutrição encontrados em nosso planeta justifiquem a energia gasta para obtê-lo. Uma raça alienígena, a esta altura, já seria adepta de aproveitamento energético. Portanto, não vamos ser gado.

7. Assassinos impessoais

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Quantas pessoas já se mudaram para uma nova casa e acharam uma colônia de insetos como uma surpresa extremamente desagradável? Quantas dessas pessoas, em seguida, esmagaram cada infrator à mão, balançando o sapato da morte repetidas vezes até que o trabalho fosse terminado? Não, a maioria das pessoas iria chamar um dedetizador para espalhar gás pela casa e atacaria os sobreviventes com veneno.

Alienígenas, como qualquer espécie avançada, usarão a tecnologia a seu favor. Eles provavelmente vão erradicar as formas de vida em um planeta que estão considerando para seus próprios usos antes de aterrissar. Esqueça os céus cheios de discos com apenas um piloto disparando feixes de laser no edifício do Capitólio. Espere um fim rápido e eficiente, provavelmente biológico, para a nossa existência.

6. Eles não são insetos gigantes

características dos aliens
Embora seja muito assustador ver imagens de extraterrestres como formas gigantes dos animais que nos dão arrepios na Terra, isso não é cientificamente plausível. Este conceito surge mais de um medo de perder o nosso domínio sobre este planeta combinado com uma resposta evolutiva de nojo em relação a transmissores de doenças.

Na realidade, a estrutura do corpo dos insetos só funciona em pequena escala. Como eles não têm o sangue oxigenado, não conseguem tirar oxigênio suficiente da nossa atmosfera para crescer mais. Em tempos pré-históricos, quando a atmosfera era muito mais rica em oxigênio, eles realmente chegaram a tamanhos angustiantes, mas estamos nos referindo a cerca de um metro de comprimento. A imagem de criaturas parecidas com baratas nos olhando de cima é pura fantasia. Desculpe, Robert A. Heinlein.

5. Super inteligência

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Este é mais óbvio. No entanto, em uma tonelada de filmes, raças alienígenas são retratadas como seres territoriais feudais, que destroem tudo em seu caminho. Isso não faz sentido. A fim de organizar o tipo de esforço necessário para alcançar as viagens interestelares, uma inteligência altamente avançada precisará estar presente. Embora a espécie possa ser, como foi observado antes, agressiva com outras formas de vida que encontrem e até mesmo em relação à sua própria raça, as chances de eles serem os senhores da guerra intergaláctica são consideravelmente baixos.

É mais provável que eles sejam calculistas, seres controlados tomando decisões precisas – mais parecido com jogar xadrez do que com queimada. Espécies com base em agressões e com inteligência inferior tendem a concentrar as suas energias no outro e na sobrevivência. Para que uma raça avance além dos níveis que temos visto em nossa própria civilização, eles precisariam deixar de lado as diferenças individuais em favor de interesses mútuos. As habilidades necessárias para viagens de longa distância e de exploração coincidem com os principais sinais de inteligência na natureza. Memória, autoconsciência, cognição e criatividade devem estar presentes antes que um considerável nível de proficiência científica possa ser alcançado.

4. Não humanoides

características dos aliens
Isso acontece em inúmeros programas de TV e filmes. Os aliens que aparecem na tela se assemelham a seres humanos normais com pintura facial (sim, estou falando com você Darth Maul e qualquer personagem Star Trek). Isto é conveniente do ponto de vista da sustentação, mas não é muito provável de jeito nenhum no reino da ciência. Os seres humanos se desenvolveram como resultado de condições ambientais específicas.

Nós ficamos em pé para cobrir maiores distâncias e libertar as nossas mãos para manipular ferramentas. Formamos os polegares como uma resposta para as nossas primeiras formas de vida que habitavam as árvores. Entretanto, se um planeta não tem árvores, vai ser incomum que os seres que nele habitam desenvolvam um apêndice adepto para manipulá-las.

Não há nenhuma maneira de saber exatamente com o que uma espécie alienígena será parecida, mas provavelmente eles serão ágeis, permitindo a sua sobrevivência primária e a capacidade de capturar as suas presas. Eles terão órgãos sensoriais muito bem desenvolvidos. Seria de se esperar (contudo não se pode garantir) traços rudimentares presentes na maioria das fomas de vida da Terra: as bocas, olhos, uma forma de audição e uma forma eficiente de locomoção, como as pernas. Eles devem ser predadores e, provavelmente, possuem traços vestigiais para indicar isso.

3. Fala e escrita

características dos aliens
Para que uma civilização se desenvolva, ela se deve comunicar. Uma forma de longa distância de comunicação terá que estar presente, a fim de se organizar em grandes números e divulgar informações, o que é crucial para o desenvolvimento social. Como seres humanos, alienígenas precisariam da capacidade de comunicar teorias complexas uns aos outros e gravá-las, ajudando assim a próxima geração por meio da aprendizagem. Sem alguma forma de escrita, é improvável que jamais teriam ultrapassado a barreira de limitações de gerações individuais.

O tipo de fala empregada por viajantes interestelares e como ela pode ser gravada é, no entanto, um mistério. Dependendo de seus ambientes, as ondas sonoras podem não ser a abordagem mais eficaz. Talvez eles possam usar vibrações recebidas via órgãos sensoriais especializados, ou talvez, como Hollywood nos quer fazer acreditar, eles falem telepaticamente. Apesar disso, telepatia ainda tem que ser comprovada em quaisquer outras espécies, de modo que este seria mais provavelmente um desenvolvimento secundário ou o resultado da tecnologia.

2. Nada de super força

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Os ETs não vão ser super fortes. Uma vez atingido o nível de aptidão tecnológica necessária para serem exploradores do espaço, a necessidade de força bruta já deve ter sido removida há vários milhares de anos por causa da sua utilidade. Estas criaturas serão esguias e eficientemente projetadas, usando o mínimo de energia para alimentar seus corpos. O consumo de energia determina a sobrevivência em grande escala. Músculos maiores usam mais energia e exigem mais manutenção, o que tira energia do progresso evolutivo.

Uma cultura avançada cientificamente já não exige mais força física para manipular seus arredores. Além disso, uma espécie que colocou suas fichas evolutivas em complexos vículos sociais – o pensamento abstrato e comunicação – e excelentes habilidades motoras e de manipulação de ferramentas, as quais são necessárias para desenvolver viagens interestelares, provavelmente não terá recursos sobrando para se dedicar à força e à velocidade físicas.

1. Anexos funcionais

características dos aliens
Da mesma forma que os seres humanos têm polegares e, portanto, podem usar objetos a seu favor, os extraterrestres presumivelmente também precisam possuir esta funcionalidade. Simplesmente não se pode esperar que alguém consiga construir e usar ferramentas sem a capacidade de segurá-las. Portanto, bolhas gigantes ou criaturas com tentáculos longos e pesados são altamente improváveis.

Como poderíamos esperar que criaturas seriam avançadas o suficiente para construir uma nave espacial e pilotá-la através das vastas extensões de espaço sem a habilidade de segurar e mover um objeto com precisão? É bem reacional esperar que formas de vida alienígenas tenham um conjunto de apêndices ainda melhor desenvolvidos do que o sistema de dedos e polegar que usamos na Terra. Bem como smartphones e máquinas avançadas da Terra, espécies alienígenas provavelmente adaptariam a tecnologia a seus corpos, tanto quanto seus corpos à tecnologia, deixando difícil, se não impossível, para os seres humanos operarem dispositivos alienígenas. [Listverse]

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65 comentários

  • Vitor Peixoto Canestraro:

    Bom, se houver vida em outros planetas, também existe a possibilidade de que essas vidas não sejam tão evoluídas, no aspecto racional.
    Pq ñ?

    • Cesar Grossmann:

      Eu acho que é mais fácil que a vida em outros planetas seja composta apenas de seres unicelulares, muito provavelmente bactérias. Mas é uma convicção minha, não uma teoria ou hipótese.

    • Luis Henrique Pacheco Nervo:

      A questão é que o texto fala em espécies que possam viajar e chegar até nós. Teriam que ser muito mais evoluídas que a humanidade.

  • hermes garcia filho:

    alguns desses requisitos são coerentes, outros duvidosos, como o fato da espécie obter uma agressividade… vide elefantes e papagaios.

  • adans:

    Com base no que foi dito daria para fazer um filme legal!

  • pmahrs:

    Para chegar aqui (ou no agora) obviamente são seres de tecnologia avançada. Mas mesmo assim talvez aja muitas informações a serem trocadas. Podem ter tido desafios diferentes dos nossos na evolução, história e perdas diferentes. O quanto o mundo seria diferente se a biblioteca de Alexandria não fosse queimada? Se povos com matemática, artes, ciências e leis mais humanas e avançados do que dos romanos não tivessem sidos dizimados? Levamos séculos para ter Darwin, Einstein, Hawkink, Gandhi quem garante que eles tiveram uma versão?

  • Rafael Dias:

    É bom recalcar o detalhe, que por ex, quando conhecemos uma nova espécie de animais no nosso planeta mesmo, o único “permitido” é observar e aprender sobre estes individuos. Para que tentaríamos nos comunicar com um marsupial ou réptil? Mesmo com golfinhos e outros animais que sabemos tem méios de comunicaçao, quase nem temos recursos colocados nessa tarefa… Pq e para qué uma sociedade alienigena com capacidades intelectuais muito superiores as nossas, iríam tentar se comunicar com nós??? O que já sabemos, se elas existirem, sao pouco simpáticas rsss.

    • pmahrs:

      A suposta comunicação entre alguns animais de mesma espécie, se resume na questão de sobrevivência e é praticamente instintiva e não cognitiva individualizada.

    • Cesar Grossmann:

      Rafael, se uma espécie não mantém uma comunicação entre os membros da própria espécie, qual a esperança de que mantenham alguma comunicação com outras espécies?

      A propósito, existem experimentos que tentam estabelecer comunicação com outras espécies, então, como assim, “não temos recursos colocados nessa tarefa”?

  • pmahrs:

    Óbvio que todos entenderam que a matéria é uma especulação, alias bem feita e enriquecedora. Neste sentido concordando com Jotagar, acredito que deve ser uma lei universal natural ou não, de que duas espécies inteligente devem evoluir bem longe uma da outra no espaço ou tempo para só ser possível um encontro ainda que unilateral quando ao menos uma delas ter se desenvolvido mentalmente a ponto de vencer este espaço ou tempo e consequentemente ter desenvolvido meios de produção de energia e alimentos também a espiritualidade e vencido a agressividade dos primeiros estágios e assim um não extinguir o outro. Aqui ainda se odeia por cor de pele, sexualidade, região de origem, diferença social, religiosidade e até por time de futebol, imagina um outro Ser inteligente, cultura e biologicamente diferente.

    • Plantio Laboagro Biologicos:

      Nós somos viajantes do espaço , a evolução biológica universal esta em constante evolução nas distancias do espaço tempo ,somos sementes que como polén de flores se dissipam pelo grande universo ,as evoluções será uma constante nos espaços reconditos destes multiversos .

  • JOTAGAR:

    Cezar
    Certamente você esta confundindo “moral” com costumes e valores.
    Mas pegando este raciocínio, o mesmo se aplica as supostas características alienígenas citadas, deduzidas apenas a partir de nossas referencias mundanas…

    • Cesar Grossmann:

      Mas “Moral” deriva do latim mores, “relativo aos costumes”. O que é moral ou não depende dos costumes. Hoje é imoral vender as filhas para pagar as dívidas (e ilegal também, afinal de contas as leis em geral seguem os costumes), mas há 2.000 anos atrás era perfeitamente aceitável.

    • pmahrs:

      Não vamos nos prender em etimologia e tentar entender o que se quis dizer, isto é comunicação também. Senão fica parecendo aquelas que ao invés de debater a ideia fica atacando a pessoa, gramática, texto, para tentar desqualificar a ideia.

    • Cesar Grossmann:

      Não é etimologia, é semântica mesmo, ou seja, o significado das palavras, e se a gente usa as palavras com um significado diferente do que todo mundo uso, ninguém vai se entender. Sei o que você quer dizer, mas acho que neste caso é pertinente a correção.

      O caso é que tudo é deduzido a partir das nossas experiências (e neste ponto concordo com o Jotagar, ou acho que concordo, já que não tenho certeza de ter entendido o ponto de vista dele), os alienígenas podem ser completamente diferentes da nossa experiência, mas aí não tem como discutir, não há um referencial, não há nem mesmo uma hipótese sobre como eles poderiam ser, por que qualquer hipótese que a gente vai construir é baseada na nossa experiência, e vai usar a mesma como referencial (mesmo que seja para contradizer).

      O que eu quero dizer é que se a gente quer especular sobre o assunto, então automaticamente estamos nos limitando ao nosso referencial. Nós temos moral e ética, temos empatia, usamos tecnologia para nos deslocar e comunicar, e por aí vai. Também temos uma boa ideia de como funciona a natureza. A partir daí, ou seja, de premissas válidas, e usando uma premissa razoável, a de que não somos especiais, ou seja, o que acontece conosco não é extraordinário, mas deve se repetir para a maioria senão a totalidade das espécies inteligentes, traçamos algumas conjecturas.

      O fato que estas premissas excluam automaticamente “Ashtar Sheran” e seu “Comando” é só consequência…

    • pmahrs:

      De fato quando mais precisão melhor, concordo plenamente, é que acho bom jogo de cintura na interpretação. Normalmente eu não uso força de expressão, alegorias ou outras figura de linguagens; currículo ou cito atores para ter mais crédito. Tem obras de pessoas inteligentes para quase tudo que se imaginar, além de fatos históricos, filósofos, textos e exemplos na natureza para ilustrar quase tudo que se imaginar desde andar nu pela paz até usar armas nucleares em civis. Prefiro deixar que a pessoa use sua própria razão sem induzir conclusões ou com truques de persuasão, força de expressão ou neurolinguísticas. É direito da pessoa acreditar no que quiser, só posso mandar no que eu acho e nos meus sentimentos e as vezes nem tanto assim.

  • Toni Cruz:

    Certamente que os cientistas céticos estão lendo essa reportagem com olhos virados, mas eles têm que admitir que é uma publicação científica. E a cada dia que passa, mais notícias deste tipo virão parar na mídia.*

    • pmahrs:

      De fato muitos fatos científicos partem de especulações,intuições, fantasias e até ficções, depois vai adaptando as informações, aparando, descartando, esculpindo, selecionando pareceres alheios, filtrando com lógica, adicionando mais especulações e fantasias, ate se ter boas teorias.

    • Cesar Grossmann:

      Na verdade este artigo é um artigo cético. Não sei por que os “cientistas céticos” (não existe outro tipo de cientista, a ciência é cética, os cientistas são céticos profissionais) estariam “com os olhos virados”.

    • pmahrs:

      Crença não é só referente a religiosos, se não muitos de nós não acreditaríamos que E=M.C² podem ter provado para cientistas não para leigos, então eu só posso acreditar, mas nada de errado nisto.

  • MGnet:

    Eu ainda não entendi:
    – já que o planeta terra existe há bilhões de anos, porquê só agora esses aliens fdp vão querer explorar o planeta?
    – Os religiosos esperam a volta do cristo enquanto os cientistas esperam a chegada dos aliens. É isso?
    Dizem que a suposição é mãe da confusão, melhor eu não ficar suPONDO coisas, né?

    • pmahrs:

      Alguns religiosos!!!

    • Cesar Grossmann:

      Não, a confusão é criada quando a suposição é confundida com fatos. Supõe-se que os alienígenas são assim ou não são assado. Os fatos vão determinar quais suposições estão corretas.

      Outra coisa, embora não existam evidências de que tenhamos sido visitados por alienígenas, não quer dizer que não tenhamos sido. E mesmo que o planeta tenha 5 bilhões de anos, existem centenas de bilhões de estrelas, e provavelmente tanto ou mais planetas que isso, um alienígena encontrar este planeta aqui seria pura sorte.

    • Felipe Granado:

      Sei que esse livro não agrada a todos daqui, mas se puder, de uma olhada no livro “Os Exilados de Capella”.

    • Vitor Peixoto Canestraro:

      Olha, pode ser q eles existam e sejam tecnologicamente até inferiores e nunca venham. Ou não existiam. Ou existam e venham um dia…

  • Jivago Chaves:

    Acredito que se existir hoje uma civilização no Universo, capaz de transpor as distâncias interestelares, sua tecnologia estará num nível tão avançado que eles não tem motivo nenhum para nos visitar ou se tentar comunicar conosco. Nós nos julgamos muito interessantes, julgamos nosso planeta uma jóia do Universo porquê vivemos aqui, mas é bem possível que não sejamos grande coisa.

    • pmahrs:

      Não somos grande coisas nem pequenas, simplesmente “somos” e isto é o suficiente.

      Considerando bilhões de combinações de bilhões de condições para matéria inanimados se tornar orgânica, criar vida (abiogênese) e evoluir a seres cognitivos que ocorreram “por acaso” segundo alguns; e a raridade destes seres em tudo que se pode observar e deduzir até agora dentro e fora do sistema solar em bilhões de anos eu não condenaria quem fosse um pouco mais arrogante neste sentido achando que talvez não somos pouca coisa e por isto temos muitas responsabilidades.

    • Cesar Grossmann:

      É o que o astrobiólogo da Nasa David Grinspoon escreve no seu excelente livro “Planetas Solitários”. Ele provoca o leitor com uma hipótese interessante (eu achei interessante), talvez exista uma inteligência alienígena e, para ela, ainda somos muito primitivos como inteligência, que talvez a gente só venha a se tornar interessante quando começar a agir como ESPÉCIE, e não como um aglomerado de nações com interesses conflitantes. Quando tivermos um projeto como ESPÉCIE, alguma coisa que leve dezenas de gerações para completar, e que mobilize todos os recursos da ESPÉCIE HUMANA (capacidade de trabalho, capacidade de coletar e usar energia, capacidade intelectual, planejamento, organização, controle).

    • pmahrs:

      De fato infelizmente os interesses econômicos e políticos de governos e corporações, supremacia e uso militar ainda são grandes motivadoras do desenvolvimento tecnológico. A necessidade e desafios que nos trouxe até aqui e conhecimento de hoje, talvez só quando de fato a espécie estiver em iminente ameaça onde não adiantará muito ter riquezas, mudemos de filosofia.

    • Felipe Granado:

      E outra, assim como nós humanos se dividimos em nações e há órgãos internacionais que regularizam coisas diversas. Talvez no Universo e na nossa Galaxia tenha algo parecido, onde grupo de raças alienígenas regulamentam o que pode e o que não pode. Seguindo esse raciocínio, eles podem considerar que os humanos ainda não estão preparados para contato com outras raças alienígenas, levando em conta que ainda temos muitos problemas étnicos, raciais, religiosos e fúteis que primeiramente a humanidade precisa supera-los como um todo antes do contato existir. A industria hollywoodiana também mostro nos filmes que sempre os povos mais ricos da Terra (americanos, europeus) que resolviam os assuntos relacionados a ET’s, pode ser que os viajantes do espaço não se importam em quem é “rico” aqui, os valores poderão ser outros para eles.

  • Eric Musashi:

    Sobre a telepatia, qualquer transmissão de informações numa frequência em que não captemos, seria interpretada como TP.

    • pmahrs:

      Precisa de certos vínculos e afinidades para telepatia, é como um receptor e transmissor, mas talvez, especulo, numa hipótese de seres altamente evoluídos possam controlar a frequência com a vontade própria o que até agora é quase impossível para nós, principalmente interpretar as impressões e esta coisas ocorrem de forma espontânea sem controle de nossa vontade.

    • Cesar Grossmann:

      Não. As frequências são todas conhecidas, podemos não captar, mas temos como reconhecer a tecnologia — esta é uma área que dominamos bem. A afirmação de que tecnologia muito avançada é indistinguível de magia não significa que será tomada por nós como magia (a frase é do Arthur Clarke, e a original é “Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic”).

      Se você vir um alienígena fazer algo que você julgava impossível, você vai achar que se trata de uma violação das leis da natureza ou uma demonstração de um conhecimento que você não possui? Eu pensaria na segunda hipótese.

    • pmahrs:

      “frequência” é porque não tem uma palavra mais precisa para afinidade telepática, ou seja, comunicação inteligente a distância sem uso de recursos eletrônicos com “sinais” emitidas e captados pelo cérebro humano (ou alienígena) ou entre ambos de forma voluntária.

    • Cesar Grossmann:

      pmahrs, infelizmente não há uma evidência sólida de telepatia. A neurocientista Susan Blackmore tem uns bons artigos sobre isso.

      Eu não sei se existe ou não telepatia, talvez seja apenas um artefato, um erro causado pela nossa capacidade de perceber padrões, mesmo onde eles não existem (pareidolia). Talvez a telepatia exista, e a gente não seja uma espécie favorecida com uma constituição nervosa capaz de usar a mesma. O que eu sei é que a telepatia existir, e se usar ondas eletromagnéticas, vai ser fácil construir um transmissor-receptor, tão fácil quanto construir um aparelho de rádio.

    • pmahrs:

      De fato é só uma teoria. Mas como eu disse a palavra frequência foi só usada por se especular sobre uma energia desconhecida ou que talvez, de fato, nem exista como existe a eletromagnética ou de luz que já tem aparelhos receptores e transmissores há muito tempo em todos comprimentos ou frequência. O que falei são baseados em teorias de outros pesquisadores e escritores que alegam usar métodos científicos, matemáticos e estatísticos. Algo como “uma ação sobre a primeira partícula tem um impacto imediato na segunda, independentemente da distância e dos obstáculos existentes entre elas” sem saber que energia ou ligação permite isto, mas sabendo que não é ressonância ou electromagnetismo ou feixes de luz, que são limitados por distâncias ou propriedade de obstáculos. Talvez Algo parecido com teoria das cordas, mas nada haver com órgãos nervos ou redes neurais.

  • SERGIO GRUSCA:

    Você tem razão Walter, podem ser qualquer coisa e até não precisam ter a mesma matéria similar à da terra. As conjecturas feitas no artigo me parecem simples projeções do homem, imaginando que os outros têm que pensar igual a nós terráqueos.

    • Cesar Grossmann:

      São conjecturas, mas não são baseadas em preconceitos, ou melhor, o único preconceito é que a natureza que se manifesta aqui, se manifesta igualmente em todos os lugares do universo: entropia, competição por recursos, seleção natural, evolução, predação, etc.

      Não dá para argumentar que são pressupostos incorretos.

  • Vitor Alves:

    Na parte da super força, eu acho que dependeria da gravidade que eles estão acostumados, mas de qualquer forma, se eles não fossem fortes, provavelmente teriam roupas nanotecnológicas ou melhor para certas ocasiões, ou simplesmente nem apareceriam, só mandariam robôs ou qualquer coisa do tipo…

    • pmahrs:

      Numa gravidade forte se usaria muita energia energia para se sustentar e locomover fugir e caçar sobrando pouco para desenvolver outras aptidões. Seres inteligentes e mais fortes seriam mais viáveis em gravidades mais fracas deste que o suficiente para manter coisas liquidas sem flutuar.
      Lembrando que as leis da física são iguais em todo universo.

  • Caio César:

    Penso que inteligência não signifique sempre um bom desenvolvimento tecnológico. Tecnologia nasceu de uma necessidade bélica. Os aliens azuis de Avatar eram inteligentes e não progrediram rumo a tecnologia, devido a religião deles( a exemplo dos incas depois que venceram a guerra com outros povos).

    Outro exemplo que me inspiro são os dragões de D&D, possuem intelectos muito superiores aos humanos, mas vivem em cavernas, penso isso ser possível.

    • Cesar Grossmann:

      Na verdade os alienígenas imaginados em Avatar tinham tecnologia bélica (usavam arcos e flechas), mas eu concordo que inteligência não significa tecnologia. Se em um planeta a tecnologia que se desenvolver for aquática, ela não vai desenvolver tecnologia.

      Os dragões de D&D não são uma boa fonte de inspiração, neste caso: eles são 100% e totalmente fictícios…

  • JOTAGAR:

    Se houver vida alienígenas com inteligência e tecnologia para transpor as enormes distâncias intergalácticas, então esta civilização estará em um nível tão avançado em moral que seu interesse por terráqueos seria apenas a título de auxilio evolutivo.
    Não é assim que procedemos com os povos menos evoluídos?

    • alvaug:

      Não é necessário transpor as distâncias intergalácticas. “Basta” transpor as distâncias interplanetárias.

    • Cesar Grossmann:

      Mas aí estamos preconcebendo uma evolução moral baseada nos nossos padrões ocidentais. Mesmo aqui na Terra, a “evolução moral” ganha diferentes cores e sabores, dependendo de onde você está, qual a sua história, e qual a cultura em que você está inserido.

    • pmahrs:

      Suponho que Jotagar disse num sentido mais altruísta, mas de qualquer forma existe uma média apesar de diferenças gritantes sem levar em conta, indivíduos, grupos culturais e sim humanidade, diferenças morais as vezes há até na mesma casa.

  • Luís Paulo Piassi:

    Quanto ao 8, evidentemente eles não serão insetos. Nem mamíferos, nem moluscos, nem aves, nem nada que se refira à classificação biológica terrestre. Nada impede porém, que eles sejam bem grandes e tenham muitas patas. As pessoas podem achá-los parecidos com insetos – mas seria uma classificação errônea, apenas isso. Certamente a evolução no local em que eles vivem terá encontrado a solução ótima. Nesse sentido, Heinlein está bem a salvo, assim como Orson Scott Card. Quando as pessoas não conhecem uma criatura, costumam associá-las às que conhecem, mas isso não muda a criatura em si e sua constituição biológica. Por isso o peixe-boi não é nem peixe, nem boi. 🙂

    • Cesar Grossmann:

      Bem observado, Luís, mas fica complicado de falar sobre alienígenas sem criar uma associação com o que é conhecido e com o qual estamos acostumados.

      Mas é bem pertinente a tua observação. Provavelmente a receita “exoesqueleto articulado, respiração cutânea” seja repetida pela evolução em outros planetas, e poderíamos considerar estes seres vivos como “insetos”, não acha?

  • Luís Paulo Piassi:

    Na verdade, o item 7 parte de alguns pressupostos improváveis. Dificilmente uma civilização que possa realizar viagens espaciais estaria interessada nos recursos físicos da Terra, pois eles podem ser conseguidos facilmente em inúmeros locais. O que um planeta (ou corpo celeste qualquer capaz de abrigar vida – quem disse que só há vida em planetas?) com vida pode oferecer de único é justamente o acervo biológico, que pode ter muito mais valor e utilidade – vide biopirataria. Assim, provavelmente eles não nos exterminariam. Usar a vida terrestre como recurso bioinformacional, sim faz algum sentido. Também podem estar coletando informações científicas, assim como nós fazemos. Nada disso implica, claro, que eles serão bonzinhos. O interesse deles virá em primeiro lugar, apenas não sabemos qual é esse interesse.

    • Cesar Grossmann:

      Também achei um pouco improvável, se pensarmos em “recursos minerais”. Os usos para “recursos biológicos” também é meio estranho, eles não poderiam nos aproveitar como comida, muito provavelmente, então o que iriam querer? Nosso trabalho? Com certeza o uso de robôs seria mais eficiente e prático. Nosso intelecto? Quer dizer, a capacidade intelectual de uma espécie que está em luta consigo mesma e que não foi capaz de transpor as distâncias interestelares?

      Talvez como curiosidade científica. E, como você aponta, os interesses deles viriam em primeiro lugar, interesses que desconhecemos. Esperemos que a ética deles seja superior à nossa…

  • Chico Lobo:

    quanta bobagem, quanta especulação, nada científico de fato

    • pmahrs:

      Muito nas ciências partem de especulações e intuições e as vezes até de fantasias e ficções.

  • pmahrs:

    Boa matéria como sempre deste jornalista. Sabemos o cérebro humano precisou de muita energia. O domínio do fogo, tornou alimentos mais digeríveis e permitiu menos músculo na mastigação e maxilar menor sobrando mais espaço para o cérebro além de viabilizar aparelho digestivo menor consumindo menos tempo e o cérebro teve espaço e energia, mas fogo só há tendo oxigêneio. Espero de seres mais inteligentes uma boca menor, menos músculos e boa espiritualidade, pois todas culturas na terra, mesmo isoladas desenvolveram este lado de alguma forma, então faz parte da evolução cognitiva. Muitos seres aqui enfrentaram desafios como nossos ancestrais primários mas só um chegou a cognição entre bilhões extintos ou não. Por que será? Sei! O acaso. Mas estatísticamente é muito raro. Não é comum passarmos doenças para animais, mas vários podem passar para nós ou como incubadores de vírus mortais só em nós. Seres terrestres têm muitas semelhanças no DNA e se matéria orgânica veio em meteoros podemos ter também parte de DNA ET

  • Erik Souza:

    li um comentário aqui a algum tempo atrás sobre Aliens e achei o mais provável,pra esses seres alcançarem tecnologia suficiente para chegar a outros planetas e galáxias,acredito que eles não tem esse pensamento primitivo de saquear destruir matar e consumir.Isso tudo pode ser algo muito obsoleto,e inclusive auto destrutivo,é só ver nossa espécie estamos acabando com nossos recursos naturais,acreditamos que somos algo a parte ao nosso ambiente,não que fazemos parte dele,para esses seres terem essa tecnologia e todo esse avanço em algum momento do processo evolutivo deles eles superaram isso que ainda não superamos!mais estamos falando do Universo onde milhares de possibilidades podem ocorrer!
    esperemos…

  • Andre Luis:

    Pelo jeito, um alien pode ter a forma mais bizarra que podemos imaginar! Já li em algum lugar, que não se descartaria um extraterrestre ser constituído de ouro e se alimentar de vidro, e ainda sim ser considerado um ser vivo, com vida própria. Este alien citado é só um pequeno exemplo aleatório, mas demonstrando como a forma que conhecemos a vida pode variar drasticamente dependendo do planeta! Eu acredito em vida fora da Terra!

  • Fabrício Deuner:

    O item 5 faz pensar em como os Klingons conseguiram colonizar o espaço.

  • Carlos Estevam:

    11 – Agressividade? Cadê o animal selvagem dominando o mundo?

    Parei de ler depois do 11.

    • Cesar Grossmann:

      Tipo, um animal que é tão agressivo que faz guerra contra indivíduos da própria espécie por causa de território, recursos ou pior ainda, por divergências no campo das ideias? Não sei onde será que tem um animal assim selvagem e agressivo dominando o mundo.

  • WalterZ:

    Ops…. Ser de outro PLANETA…

  • WalterZ:

    Alguém poderia definir o que significa Alien?
    Se for um ser de outro planta esse ser pode ser uma bactéria…

    • João Franco:

      Seriam seres inteligentes, evoluídos socialmente e tecnologicamente.

    • Cesar Grossmann:

      Com certeza, qualquer bactéria em um outro planeta é um alienígena.

      Aqui estamos considerando apenas alienígenas com inteligência e capacidade de fazer viagens interestelares. Basicamente, “visitantes alienígenas”, ou “alienígenas que possam nos contactar”.

  • Munhoz:

    Nunca vi tanta contradição em um único texto.
    Pra mim foi só um cientista, e não “vários” que traçou as características desses possíveis seres de outros mundos: Stephen Hawking.
    Merece respeito como cientista, mais nota ZERO pra ele quando se trata de traçar perfis extraterrestres, a paranóia dele em relação aos et´s já é bem conhecida.
    Abraço.

    • Cesar Grossmann:

      É mais fácil explicar as contradições se foram vários cientistas pensando nas possíveis características do que imaginar que isto tudo é o resultado do trabalho de um só cientista.

    • Vitor Peixoto Canestraro:

      Eu achei o texto plausível

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