Cientistas “decodificam” o glúten para combater a doença celíaca

Por , em 25.07.2010

Quem sofre com a doença celíaca sabe o quanto é difícil ter que observar, em cada alimento, a presença ou não de glúten. É um sobressalto alimentar permanente e uma verdadeira vida paralela às das outras pessoas no quesito refeições. Com isso, a pessoa não pode comer pães, bolos, macarrão, pizza, bolachas e outros alimentos populares e muito consumidos no ocidente. Essa doença genética faz com que o corpo tenha rejeição a alimentos com trigo, cevada e centeio, que causam atrofia de partes do intestino delgado quando são ingeridos por um portador da doença.

Se uma pessoa desobedece à sua biologia e consome glúten, a reação do corpo é a seguinte: o intestino, atrofiado, perde a capacidade de digerir vários outros nutrientes, incluindo vitaminas. Com isso, os sintomas são falta de energia e disposição, perda de peso, diarreia, e crianças podem ter problemas no desenvolvimento. Essa disfunção intestinal é uma reação auto-imune, o próprio organismo ataca o intestino.

O glúten é uma proteína combinada com o amido, razão pela qual é encontrada em tantos alimentos de origem vegetal. Como não existe, atualmente, nenhum tratamento para a doença celíaca que não seja a total remoção dos alimentos que contêm glúten, cientistas de um instituto de saúde em Victoria (Austrália) estão analisando os três componentes internos do glúten que são responsáveis pela rejeição intestinal.

Buscando “decodificar” o glúten, os pesquisadores reuniram 200 portadores de doença celíaca para um acompanhamento. Os participantes eram servidos diariamente com porções de pão e bolinhos contendo centeio e cevada, durante três dias. Seis dias depois do início do experimento, foram colhidas amostras de sangue dos pacientes. A partir do exame, mapearam como os organismos reagem a cada um dos mais de 2.700 peptídeos (partes internas da proteína) do glúten. Em 90 peptídeos houve alguma mudança, e em três deles houve grandes reações ao glúten, e era o que os pesquisadores esperavam encontrar.

Sabendo quais são os peptídeos, os cientistas podem começar a trabalhar em um método para neutralizá-los no glúten. O objetivo maior é permitir que portadores da doença celíaca, que é genética, possam comer todos os alimentos que até hoje lhes foram proibidos. Além disso, o mesmo método pode ser usado para amenizar o sofrimento de pessoas que sofrem com reações alérgicas semelhantes (como a alergia ao leite por exemplo) e buscar novas formas de tratamento. [Live Science]

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5 comentários

  • Emilim Fideles:

    Olá,

    Pessoal,

    Primeiramente a doença celiaca é apenas uma intolerancia alimentar, mas está sendo tratada como um grande problema.
    Sou celiaca desde o nascimento, tenho 22 anos e vivo muito bem.
    Como macarrão, pão, bolachas, salgadinhos tudo sem gluten.
    Se a alimentação estiver correta/saudavel, não há problemas no desenvolvimento/crescimento de celiacos.

  • Ingrid:

    O problema foi debelado? Como assim? Sou celíaca e uma vez celíaca sempre celíaca. O único tratamento que existe é a dieta isenta de glúten por toda a vida.

  • Mestre/Terapeuta Viktor Valente:

    Olá Leandro de Oliveira,
    Sim pode, mas para tal teria de falar consigo e lhe explicar uma quantidade de coisas por mail ou telefone.
    Clique em cima do meu nome e no meu blogue encontrará o meu contacto de e-mail.
    Desejo-lhe felicidades e tudo de bom para a sua pequena.
    Saudações holísticas.
    Namastê

  • leandro de oliveira renci:

    vc esta me dizendo que posso ter esperanças que minha filha de 2 anos tambem va fazer o exame, biopsia e possa dar negativo… é tudo que eu pesso para Deus desde que descobrimos a doença nela… quando li esse comentario fiquei tao feliz que ate chorei
    me responda……

  • Mestre/Terapeuta Viktor Valente:

    Caros internautas,
    Ontem foi um dia em que fiquei particularmente contente.
    Ao estar com uma pessoa detentora desse problema de saúde (doença celíaca), à qual há cerca de 4 meses atrás lhe tinha aplicado um tratamento holístico, fiquei bastante satisfeito quando a pessoa me diz:
    – Vitor, há cerca de 15 dias fui fazer um exame (biopsia) para ver como estava esse problema de saúde e deu resultado Negativo.
    Isto significa que o problema foi debelado.
    Não levem a mal dizer, mas a minha única intenção é partilhar esta experiência que, no caso de necessidade, poderá ser provada através dos testes médicos da pessoa em causa.
    Desejo-lhes todo o sucesso na procura de uma solução para este problema através dos vossos métodos de diagnóstico.
    Namastê

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