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Mais de 50 novas espécies de aranhas são descobertas em uma única expedição

Por , em 14.04.2017

Pesquisadores identificaram mais de 50 novas espécies de aranhas durante uma única expedição de duas semanas na Península de Cape York, em Queensland, na Austrália.

Uma equipe de 23 cientistas trabalhando em conjunto com o programa de pesquisa australiano Bush Blitz examinou a área, que nunca tinha sido inspecionada antes, e descobriram que a região pode se vangloriar de uma extraordinária variedade de aracnídeos.

Mygalomorphae barychelidae idiomata sp.

Diversidade

Os achados não teriam sido possíveis sem a ajuda dos rangers indígenas de Quinkan Country e de proprietários locais. A expedição também se beneficiou de uma exuberante temporada de chuvas que preparou o palco para várias descobertas todos os dias.

“Sob uma rocha, embaixo de um barranco atravessado por uma fonte de água doce, encontrei espécies de seis ordens de aracnídeos”, disse o aracnólogo Robert Raven, do Queensland Museum, ao portal Australian Geographic. “Foi absolutamente espetacular ver todos esses seis grupos juntos”.

Gnaphosidae ceryerda

Os novos animais ainda precisam ser formalmente classificados pela equipe. No entanto, há uma boa chance da maioria dessas criaturas serem realmente desconhecidas para a ciência.

Entre os novos achados estão aranhas que comem formigas e escapam à detecção imitando suas presas, tarântulas, aranhas do tamanho de pratos de jantar e aranhas minúsculas saltadoras, como a Saliticidae Jotus sp. Nov. Cf auripes, retratada no topo desta página.

Zodariidae habronestes

Ouro ecológico

Essa expedição é um lembrete valioso de quão ecologicamente ricas algumas regiões nunca estudadas do mundo podem ser.

Mygalomorphae ctenizidae sp. nov. F.

“Nós realizamos 34 expedições, mas é provável que esta expedição produza o maior número de descobertas de novas espécies até agora”, disse a gerente da Bush Blitz, Jo Harding, em um comunicado à imprensa. “Com mais de 1.200 novas espécies descobertas pela Bush Blitz, estamos lentamente preenchendo lacunas no nosso conhecimento da biodiversidade australiana”. [ScienceAlert]

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