Cientistas criam mosquito sem esperma que pode ajudar a erradicar a malária

Por , em 9.08.2011

O que você faz quando quer ter certeza de que seu cachorro não continuará a espalhar sua raça por aí (graças a Deus)? Castração.

Agora, cientistas resolveram fazer algo parecido com os mosquitos que disseminam a malária: eles criaram espécimes sem esperma. Segundo eles, este é um importante primeiro passo para a liberação dos machos estéreis na natureza, a fim de reduzir o tamanho das populações de mosquito.

A malária mata cerca de um milhão de pessoas no mundo a cada ano. Só na África, ela é responsável por 20% de todas as mortes infantis.

A esterilização de insetos não é nova: por exemplo, os cientistas têm tentado controlar a doença do sono expondo a mosca tsé-tsé à radiação para torná-la estéril. No entanto, expor mosquitos à radiação tende a deixar os machos frágeis e incapazes de competir nas acrobacias de acasalamento que o Anopheles gambiae, vetor mais eficiente da malária no mundo, curte.

Agora, cientistas desenvolveram uma rota alternativa à esterilidade de mosquitos. A entomologista Flaminia Catteruccia conseguiu deixar os mosquitos machos estéreis, mas ilesos.

Ela injetou pequenos fragmentos de RNA projetados para desligar um gene chamado ZPG, essencial para o desenvolvimento de esperma normal, em 10.000 embriões de mosquitos.

Após meses de trabalho, os pesquisadores criaram cerca de 100 mosquitos sem esperma, e demonstraram que as fêmeas eram tão dispostas a acasalar com esses machos do que com os férteis.

Mosquitos fêmeas acasalam apenas uma vez em suas vidas. Se os cientistas puderem enganá-las a pensar que acasalaram com sucesso, então elas vão continuar a colocar seus ovos sem saber que eles não foram fertilizados.

Na teoria, isso reduziria gradualmente o número de mosquitos, podendo, assim, ajudar a erradicar o que muitos consideram ser a mais perigosa espécie de inseto para a humanidade.

No entanto, Catterucci adverte que esta é apenas uma prova de princípio. O método que sua equipe usou para criar os machos sem esperma seria muito trabalhoso para inundar as populações selvagens com machos suficientes para ter qualquer efeito sobre seus números. Ainda assim, saber que as fêmeas não percebem se estão recebendo esperma ou não é um passo muito importante.[BBC]

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12 comentários

  • Marcos:

    FALA SÉRIO!! QUE COISA MAIS IDIOTA! NÃO ADIANTA MINIMIZAR UM PROCESSO NORMAL DA NATUREZA…OS MOSQUITOS FAZEM PARTE DE UM SISTEMA REGULATÓRIO DO PLANETA. O QUE É PRECISO É REDUZIR A PRODUÇÃO DE ARMAS E ATENDER AS NAÇÕES SUBDESENVOLVIDAS, INCLUSIVE A SOMÁLIA QUE ESTÁ SENDO ANIQUILADA PELA FOME. AGORA, COMO AS TRILÕES DE QUATRILHÕES DE FÊMEAS DE MOSQUITOS IRIAM FERTILIZAR E DAR ORIGEM A TAIS MACHOS???PARECE COISA DE VAGABUNDO QUE NÃO TEM O QUE FAZER…

  • eset:

    Sei que esse tipo de procedimento é perigoso mas, será que não poderiam fazer algo parecido com o Aedes aegypti o mosquito transmissor da dengue?

  • Luís Paulo:

    Esse tipo de pesquisa é muito grave. Atinge o ecossistema,com um aparente benefício imeditado ao ser humano. Entretanto, por outro prisma, observamos a possibilidade da diminuição da oferta de alimento para diversos animais que já se encontram em situação de risco, dentro os quais, pássaros, anfíbios, e outros insetos, que a curto e médio prazo, pode afetar a cadeia alimentar de outros animais, a polinização das plantas, até atingir novamente o ser humano.

  • Carlos Veiga:

    Nao seria mais fácil – castrar – um milhão de mosquitos? Essa manipulação genética vai resultar?
    Se em vez de malária começarem a transmitir esterilidade, nao morremos do mal mas sim da cura!!

    • gabriel:

      muito inteligente você –‘ raciocinio de um drogado

  • Alessandro:

    Coitado.

  • Éderson:

    Interessante isso! Já é um passo. Com o desenvolvimento de novas técnicas de manipulação de DNA será possivel no futuro programar para que os filhotes dos mosquitos sejam estéreis, ai sim haverá uma diminuição significativa na população desses insetos. O mais legal é que essa técnica pode ser usada em baratas e ratos, certamente as leitoras agradecerão…:D

    • THB:

      Ok… agora já tá mais fácil eliminar espécies de um ecossistema néh?
      Como se nenhum ser vivo fizesse nenhuma diferença no equilibrio e manutenção da vida!!!

    • Éderson:

      Não acho que esqueceu de ler… “será possivel no futuro programar para que os filhotes dos mosquitos sejam estéreis”… Deixa eu mastigar a idéia para você …aqueles mosquitos manipulados em laboratório serão ferteis somente as próximas gerações não procriarão o que causará um efeito mais amplo … mané! Ah…praga urbana não faz parte do ecossistema é o resultado da urbanização desenfreada da humanidade – baratas, ratos, mosquitos em ambientes urbanos se tornam pragas, na natureza sim eles tem suas funções de equilíbrio e manutenção da vida. Ou você vê muita coruja e gaviões comendo ratos no centro de cidades grandes como São Paulo e outras… :s

    • THB:

      … filhotes? Dá uma repassada no titulo!!! Nem espermas eles vão produzir… mané! Praga tambem faz parte de um ecossistema, mesmo que a cadeia esteja imcompleta… ou melhor acho que você nunca ouviu falar na relação do meio biótico com o abiótico? …Deixa eu mastigar pra você… até o que não possui vida faz parte de um ecossistema…

  • Mimi:

    Seria uma maravilha fazer isso com seres humanos.

    • Cesar:

      Mimi, o ser humano tem à sua disposição uma gama enorme de métodos contraceptivos, e eu posso garantir que a mulher não percebe se o homem fez ou não vasectomia.

      Agora, se o que você quer é esterilizar homens indiscriminadamente, e sem o consentimento deles, e depois deixar eles se casar com mulheres que acham que eles são homens férteis, você está querendo provocar tragédias familiares. Pergunte a um casal que não tem filhos e que não consegue engravidar o que eles pensariam se descobrissem que o homem (ou a mulher) tivesse sido vítima involuntária de um programa secreto de esterilização em massa.

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