Conheça a dieta do futuro, que provavelmente será praticada em 2050

Por , em 24.01.2019

Todo mundo sabe que deve comer mais frutas e verduras. Mas a dieta ideal para a saúde e também para o planeta inclui mais nozes e leguminosas, e a diminuição pela metade do consumo de carne e açúcar.

Esta é a “Dieta da Saúde Planetária”, e pode salvar 11,6 milhões de pessoas da morte prematura todos os anos. Além disso, ela pode cortar as emissões de gás de efeito estufa enquanto preserva mais a terra, água e biodiversidade. Ou seja, todo mundo sai ganhando.

No relatório publicado na revista The Lancet, os pesquisadores dizem que alimentar uma população de 10 bilhões em 2050 de forma sustentável e com qualidade de vida para elas será impossível se não mudarmos nossos hábitos alimentares.

Atualmente observamos mais casos de morte por câncer causado por dieta ruim, obesidade e má nutrição do que por consumo de drogas, tabaco e álcool e por doenças sexualmente transmissíveis.

“Os alimentos que comemos e como os produzimos determina a saúde das pessoas e do planeta, e atualmente estamos fazendo coisas muito erradas”, diz o autor principal do estudo, Tim Lang, pesquisador da Universidade de Londres (Inglaterra).

“Precisamos de uma revisão significativa, mudando o sistema global de alimentos em uma escala que ainda não foi vista de forma apropriada para a circunstância de cada país”, diz ele.

Essa tarefa não será nada fácil, mas parece a única solução para uma população mundial que não para de crescer e que precisa de uma dieta saudável.

Menos carne e açúcar, mais nozes e leguminosas

Trocar açúcar por nozes não parece nada ruim

O estudo envolveu 37 pesquisadores de 16 países que concluíram que o consumo de carne vermelha e açúcar deve ser cortado pela metade, enquanto dobramos o consumo de nozes, frutas, verduras e leguminosas.

“A dieta mundial deve mudar dramaticamente. Mais de 800 milhões de pessoas têm comida insuficiente, enquanto um número ainda maior consome uma dieta não saudável que contribui para a morte prematura e doenças”, diz o co-autor do trabalho Walter Willet, da Universidade de Harvard (EUA).

A dieta perfeita sugerida permite flexibilidade para acomodar culturas diferentes, preferências regionais e a realidade da agricultura de diferentes países.

Atualmente, estadunidenses comem 6,5x mais carne vermelha do que o recomendado, enquanto pessoas da Ásia comem metade da quantidade ideal.

Para o editor da revista The Lancet, Richard Horton, a chave está em confiar na natureza. “Se pudermos comer de um jeito que funciona para o nosso planeta e também para nosso corpo, o equilíbrio natural dos recursos do planeta será restaurado. A natureza que está desaparecendo é a chave para a sobrevivência humana e do planeta”, diz ele. [Science Alert]

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