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Como “aprender” durante o sono

Por , em 9.07.2012

Para todos os preguiçosos, uma boa notícia: está comprovado que você pode melhorar seus conhecimentos dormindo. Não que você vai conseguir fazer aquelas coisas de desenhos ou propagandas, como dormir com fones de ouvindo e uma gravação em francês, e acordar falando a língua.

No caso do estudo, pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) selecionaram participantes para aprender duas melodias no teclado. Após todos cumprirem seu dever de músicos, foi permitido que eles dormissem por 90 minutos. Enquanto tiveram uma soneca, uma das melodias foi tocada na sala, ininterruptamente.

Após acordarem, os participantes tiveram que lembrar as melodias e tocá-las. E, como já era de se esperar, a que foi tocada repetidamente acabou sendo melhor lembrada do que a outra.

Os cientistas ainda não sabem exatamente como funciona a memória durante o sono, mas esse estudo acrescenta mais uma evidência disso. Ao que parece, nós não podemos realmente aprender algo novo enquanto dormimos, mas sim fortalecer algo que já sabemos (o que não deixa de ser uma aprendizagem).

Mas se levarmos em conta que uma pessoa comum dorme em média 7 a 8 horas por noite, isso resulta em 200 mil horas dormindo. É tempo suficiente para consolidar muitos conhecimentos que ainda estão meio vagos! [GizModo]

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8 comentários

  • rogerio727:

    dormir não é uma questão de preguiça, é uma necessidade.

  • Maria Fatima:

    revelei as tudo o que eu sonho e acontese um relatorio empnmenso e não foi

  • D. R.:

    Essa de aprender dormindo parecer ser uma boa.

    Mas tem uma palestra, muito interessante (disponível no YouTube), do Prof. Pierlugi Piazzi, onde ele afirma que assistir aula é bem diferente de estudar; ensinando que a melhor forma de se aprender é assistir a aula de manhã e tentar rescrever tudo o que se aprendeu de tarde, antes de dormir.

    Pois, segundo ele, quando dormimos apagamos toda a memória temporária (RAM) que aprendemos durante o dia, a não ser aquelas coisas que recapitulamos e reescrevemos; essas ficam gravadas na memória permanente (HD) para sempre.

    Se não me engano, parece que a Finlândia utiliza esse sistema de ensino com seus alunos (com aula de dia e recapitulação de tarde) e os resultados são muito bons.

    Não sei se o método realmente funciona; mas, para quem é estudante ou vai prestar algum concurso, vale a pena assistir a palestra (em 8 partes e, em especial, a Parte 03):

    É só procurar no YOUTUBE por: “PALESTRA – PROFESSOR PIERLUIGI PIAZZI”

  • Alexandre Neuwert:

    Na verdade, podemos aprender muito durante o sono, porque justamente não estamos dormindo, e sim, libertos.

    Por isso vivenciamos situação diversas, e muitas vezes incríveis e na maioria das vezes, reais. Moremos todas as noites, como diria um filósofo, morremos para corpo, mas o ser pensante está a toda atividade.

  • Nik:

    Gostaria mesmo de saber se é possível aprender durante um sonho lúcido, digo, poder por em prática algo que você só sabe em teoria mas em um plano seguro, cuja a realidade seria simulada pelo seu próprio cérebro.

    Se bem que para que alguém obtenha sucesso com essa tal “simulação” seria necessário MUITO tempo de aprimoramento, mas isso já é discussão pra outra pesquisa… creio.

    • Jonatas:

      Isso seria fantástico, poderíamos criar realidades com leis da física ou outras leis alternativas e elementos para agir dentro dessas leis.
      Já vi alguém citar que esse pensamento indica a possibilidade de nós sermos os elementos de um sonho de outro ser, e o sonho lúcido desse ser ter construído essa realidade onde vivemos e nós… Isso seria surreal, mas dentro do mesmo raciocínio, possível.

  • Jonatas:

    O fato é que quando você dorme sua cabeça continua a mil por hora, e mais ainda, as funções motoras do corpo e o trabalho de memória que fazemos durante a vida no DIA não são necessários enquanto dorme, logo, é um poder de processamento extra. Vamos imaginar um pouco:
    Nossa mente é uma praia, e as memórias são escritas. A maioria das memórias que temos são inúteis, e tendem a ser apagadas. Sons de carros, visões de lugares enquanto estamos concentrados em outras coisas mais importantes, são coisas que escrevemos na areia dessa praia, são lembranças desnecessárias de gravação, como a memória RAM do seu PC, e aí vem a importância maior do sono: Quando você dorme, a maré sobe, e apaga essa escrita na areia, para ter sua praia limpa para o dia seguinte, para as memórias do seu dia seguinte. Da pra entender como é importante o sono!
    Em contrapartida, as lembranças importantes, não podem ser escritas na areia, porque senão serão esquecidas. E o que poderíamos fazer para não perde-las, aí na praia? A melhor analogia é martelo e cinzel nas mãos, e escrevê-las nas pedras à lá flintstone. É muito mais trabalhoso que escrever na areia, mas é fundamental, é o ato de estudar, praticar e memorizar, escrever fundo no seu cérebro. É claro que acessar dados que escrevemos hoje na areia, como o computador acessar algo da memória RAM em execução, é mais rápido, mas esse é o conhecimento que você vai esquecer, quando dormir, e a maré subir. Entende-se o crime que é estudar pra prova em cima da hora? tirar um 10 e ser aprovado com um conhecimento que você não terá mais no dia seguinte depois que dorme?
    Uma pessoa de boa memória é a pessoa que tem seu cérebro já treinado pra transcrever o que é importante da areia para a pedra, e assim não esquece. Ela também tem outra habilidade: achar as pedras mais rapidamente! As vezes temos a memória, mas sem a prática ela está perdida nas pedras, e demoramos a achar, a menos que tenhamos duas coisas chamadas referências e práticas.
    As referências funcionam porque nossa memória é extremamente associativa. Por exemplo, ver cigarrinhas do campo sempre me faz lembrar da minha bisavó, que me dizia que elas dão sorte. E a prática é velha conhecida, nem preciso dizer, está numa reportagem recente do site. Só acrescento que é tão fantástico que muitas vezes já se independem do cérebro! existe memória muscular, por exemplo, no braço do jogador de basquete, o movimento a fazer e força a aplicar para acertar o alvo a X distância, uma memória muscular advinda da prática.
    Ao dormir, e a maré subir e apagar as escritas na areia, o processamento deve fazer uma varredura nessa praia, e nisso a memória das pedras está mais acessível, pois há mais processamento, temos acesso ao subconsciente. Eu aposto nessa ciência, acho que no futuro, as neurociências nos permitirão manipular esse limbo não só para aprender, mas até para criar. 😀

    • Marcelo Carvalho:

      Jonatas, o que você falou, lembrar-me de uma passagem de Oliver Sacks no livro “Alucinações Musicais” que fala justamente sobre essas questões de fixação da memória.
      É muito interessante a forma como ele exemplifica essas questões da fixação, ela é tão importante que possibilitou muitos dos pacientes deles a continuarem com suas vidas de músicos mesmo apos grandes trivialidades, por exemplo, do compositor que possuía ouvido absoluto e acabou por perder a “afinação” do ouvido para notas agudas, mas como ele se lembrava do som dessas notas na mente permitiu ele continuar compondo e segundo o relato do autor durante o sono essas pessoas conseguiram ampliar essa percepção e continuar produzindo peças extraordinárias.

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