Como o cérebro escolhe uma opção quando precisa fazer uma decisão rápida

Por , em 2.12.2010

O semáforo muda de verde para amarelo. Deveriam os motoristas acelerar um pouco mais, ou pisar no freio? Todos os dias, as pessoas têm que tomar várias decisões, e às vezes tem apenas uma fração de segundo para isso.

Em alguns casos, o problema de tomada de decisão implica a seleção de um conjunto de processos cerebrais entre vários conjuntos que buscam acesso aos mesmos recursos. Pesquisadores já apontaram vários mecanismos do cérebro que poderiam resolver este problema. No entanto, a forma exata como o cérebro resolve o problema e faz uma escolha rápida entre duas opções continuava sendo um mistério.

Agora, neurocientistas acreditam que descobriram uma possível explicação de como nosso cérebro escolhe entre as opções alternativas. A chave está em mudanças extremamente rápidas na comunicação entre células nervosas individuais.

Como a estrutura e a atividade do cérebro são muito complexas para responder a esta questão através de um simples experimento biológico, os cientistas construíram uma rede de neurônios no computador. Um aspecto importante do modelo, neste contexto, é a propriedade das células nervosas que influenciam a atividade de outras células nervosas, tanto as excitando quanto as inibindo.

Na rede construída, dois grupos de neurônios agiram como remetentes de dois sinais diferentes. Mais tarde, um outro grupo de neurônios, os neurônios “portões”, é que controlou quais os sinais deveriam ser transmitidos, ou seja, passados para a frente.

Conforme as células se conectavam tanto com os neurônios excitantes quanto com os inibidores, os sinais excitantes iam chegando aos “neurônios controladores” e, após um pequeno atraso, chegavam também os sinais inibidores.

Nas simulações, os pesquisadores descobriram que a chave para a “decisão” dos neurônios em favor de um sinal e não de outro era o tempo de atraso do sinal inibidor em relação ao sinal excitante. Se o atraso for muito pequeno, a atividade das células no “portão” se extingue muito rapidamente para o sinal ser propagado. Por outro lado, um maior atraso causa a abertura do “portão” para o sinal.

Apesar da pesquisa ter sido conduzida em computadores, resultados de experimentos neurofisiológicos têm mostrado que uma mudança nas propriedades de atraso é possível nos neurônios reais. As descobertas, portanto, apóiam a hipótese de que um “portão temporário” pode constituir a base para nosso cérebro selecionar uma das opções alternativas. [ScienceDaily]

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5 comentários

  • Rodrigo Paim:

    AzulKithc, aqui é o HypeScience, um site científico, não um site religioso.

  • AzulKitch:

    Que grande mentira isso, os neuronios não são responsáveis pela nossas desições quem é responsável é o nosso ser inteligente, nosso espírito.As antipartículas que formam a nossa antimatéria do nosso espírito possui inteligência para pensar,tomar decições, nós somos pura física quântica!!

  • Virgilio:

    Complementando, Claro que a AUTO-PRESERVAÇÃO dispara e isso é uma coisa automática, depois vem a avaliação do MENOR-PERIGO.

  • Virgilio:

    Já estive em várias situações de perigo devido a vida que eu levava, se me recordo bem, acredito que tinha tempo de avaliar a situação, nunca passou nenhum flash de minha vida ainda na cabeça… Não sei se isso é só comigo, de repente estou com defeito, minha amigdala cerebral esteja enviando estimulos para lugares errados já que medo eu sentia sim, mas nunca me borrava e ou saia como um desvairado nem deixava de repetir situações que pudessem ocasionar aquilo novamente.

  • vielmond:

    Em situações de extremo perigo, notei dois fatos:

    A/ parece que minha reação era automática, instantânea, e não dependia de minha vontade;
    B/ Visualizava um filme de parte de minha vida (de grande duração), em fração de segunda.

    Na verdade, existe uma explicação mais complexa do fenenômeno.

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