Como tinta retrorreflexiva pode deixar sua bike mais bonita e MUITO MAIS segura

Por , em 9.03.2015

Retrorrefletividade está em toda parte. Verdade. Por exemplo, nas faixas das ruas, que refletem quando a luz do carro bate. É usada em roupas e até na lua, graças à missão Apollo. E cada vez mais, está andando pela rua sob rodas.

Ou, se não está, deveria!

Esse recurso é absurdamente simples e pode deixar o trânsito muito mais seguro, especialmente para os ciclistas.

Pensando nisso, a Hub Bicycle Company, uma loja de bicicletas em Cambridge, nos Estados Unidos, que tem apenas 5 anos de idade, se tornou a primeira a oferecer trabalhos de pintura retrorrefletiva em bicicletas, no começo desse ano. A fundadora da empresa, Emily Thibodeau, se juntou com uma companhia industrial chamada Halo Coatings que patenteou a única forma de tinta em pó autorreflexiva, boa principalmente para uso em rodovias e outras infraestruturas, com a finalidade de deixar as pessoas mais seguras, já que elas se tornam sinalizadores ambulantes dessa maneira.

bicicleta retrorreflexividade

Quanto custa a brincadeira?

Por algo em torno de R$ 700, a equipe de Thibodeau pode submeter sua bicicleta a uma pulverização eletrostática de partículas carregadas de tinta retrorreflectiva até que ela fique completamente revestida.

bicicleta reflexiva

Em seguida, a carcaça vai para um forno, onde a tinta é solidificada e fica com um tom cinzento na luz normal, mas brilha em um branco berrante bem forte na calada da noite, quando uma luz incide sobre ela. Genial, não?

Uma Breve História dos retrorefletores

O fenômeno óptico conhecido como retroreflexão desempenha um papel enorme no mundo, mas poucos de nós realmente entendem a ciência em jogo quando os olhos de gato na rua refletem um brilho assustador.

Aqui está a versão simples: quando a luz é refletida em superfícies normais, como seu carro, por exemplo, ela espalha em todas as direções. Quando incidem sobre materiais retrorreflectores, não. Eles refletem a luz de volta diretamente para sua fonte, sem espalhá-la, o que os torna brilhantes quando você está perto dessa fonte de luz.

Tudo começou com a 7ª arte

A história de como a nossa infraestrutura ficou iluminada é realmente muito interessante. Materiais retroreflectores foram desenvolvidos pela primeira vez por uma indústria inusitada: o cinema.

Na década de 1930, uma empresa chamada Potters desenvolveu uma espécie de esfera de vidro minúscula que podia refletir a luz diretamente de volta para a fonte. Estas bolinhas tinham “apenas de uma fração de milímetro de diâmetro, e foram utilizadas pela primeira vez em ‘telas prateadas’ do cinema dando uma imagem muito mais brilhante”.

Logo, Potters estava à procura de novas aplicações para seus grânulos de aumento de tela, e conseguiram isso em sinais de trânsito e bloqueios de estradas brilhantes.

Em pouco tempo, outras empresas estavam fazendo seus próprios revestimentos retrorrefletivos, e as ruas americanas começaram a ficar muito mais brilhantes. Logo, ideia genial tinha se espalhado por todo o mundo.

Nem o céu foi o limite

Conforme a pesquisa em sistemas óticos progrediu, engenheiros aeroespaciais e astrônomos se aproveitaram da invenção também. A retrorrefletividade desempenhou um papel nas missões Apollo 11, 14 e 15, de forma que espelhos retrorrefletores instalados na lua naquela época até hoje estão sendo usados pela NASA para medir a distância exata entre o satélite e a Terra.

retrorreflexividade

A NASA lança um laser na matriz na lua, que reflete de volta exatamente o mesmo feixe, permitindo que os astrônomos meçam o quão longo ele é. De acordo com a NASA, é o último experimento Apollo que ainda está retornando dados. [Gizmodo]

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1 comentário

  • Cesar Grossmann:

    Por este preço não é mais barato comprar algumas tiras reflexivas e grudar na bicicleta?

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