Conheça as rosquinhas de neve que se formam espontaneamente na natureza

Por , em 5.08.2014

Elas podem parecer esculturas feitas por crianças habilidosas – ou por Homer Simpson -, mas as “rosquinhas” de neve são obra da natureza. Encontradas principalmente nas pradarias abertas da América do Norte e em algumas regiões remotas do norte da Europa, estas curiosas formações são muito raramente vistas porque só surgem em condições climáticas ideais e complexas – que incluem vento, temperatura, neve, gelo e umidade.

Estes pneus brancos e gelados começam a se formar como uma laje espessa de neve com uma camada superficial que está muito próxima de seu ponto de fusão. Isto significa que o tempo tem que estar claro e ensolarado o suficiente para que a camada superficial fique úmida e solta, mas não tão quente que comece a derreter.

“A camada de neve topo se torna um pouco pegajosa e então é necessário um vento bastante forte”, explica Frank Barrow, professor de meteorologia do Met Office do Reino Unido, que publica previsões do tempo e das mudanças climáticas. “A camada grudenta pode ser descolada pelo vento da neve mais fria e fofa que está por baixo, formando um rolo”.

Dependendo de quão forte o vento é, quão lisa a superfície da neve está e quão longe ela consegue rolar, uma rosquinha de neve pode variar em tamanho de não maior do que uma bola de tênis a mais de meio metro de altura. Porém, é difícil que elas fiquem tão grandes, porque a neve precisa ter a quantidade certa de elasticidade e, devido à sua forma oca, uma rosquinha de neve recém-formada pode ser facilmente levada e destruída se o vento estiver muito forte.

Encontrada em 2007 e fotografada pelo supervisor de avalanches Mike Stanford, no estado de Washington, nos EUA, a rosquinha de neve da foto acima alcançou uma altura surpreendente – colossais 66 centímetros. Stanford afirmou, à época, que, em seus 30 anos de trabalho, nunca tinha visto uma tão grande. [NPR, The Telegraph, Science Alert]

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