Descobertas as “moléculas da ressaca”

Por , em 12.05.2010

Uma espécie de verme (Caenorhabditis elegans) está sendo a chave para entender parte de um problema que atinge mais de 2% da população mundial: o alcoolismo. O que está em questão é o motivo pelo qual ficamos de ressaca pela manhã quando tomamos um porre na noite anterior.

Mas afinal, o que é a ressaca? Bem, nada mais é do que um estado de abstinência no qual o cérebro entra após “adaptar-se” ao teor etílico que a bebida impõe, e não ter mais álcool para se manter assim. Felizmente, descobriu-se que o organismo do verme Elegans, um minúsculo verme que vive em média duas semanas, reage ao álcool da mesma forma que o ser humano.

A molécula que nosso cérebro tem em comum com nosso amigo nematelminto é chamada de neuropeptídio. Ele é o responsável, acredita-se, por causar no corpo os principais sintomas de uma boa ressaca, tais como ansiedade, agitação, e em casos mais marcantes, convulsões.

A expectativa dos cientistas da Universidade de Southampton, que coordenam a pesquisa, é que as descobertas sobre como o álcool afeta o cérebro possam servir de base para estudos no tratamento do alcoolismo. Atualmente, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a doença domina cerca de 140 milhões de pessoas no mundo. [Live Science]

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