Descobertas “bolas de futebol” orbitando estrelas distantes

Por , em 5.03.2012

Pela primeira vez, astrônomos descobriram formas sólidas de pequenas esferas de carbono no espaço, dentro de uma vasta nuvem de partículas que órbita duas estrelas distantes.

As esferas são formadas por 60 átomos de carbono, ligados de modo a formar algo parecido com uma “bola de futebol”. Astrônomos enxergaram grandes quantidades das bolas, o suficiente para criar 10 mil montes Everest, circundando um par de estrelas há 6.500 anos-luz da Terra.

“Essas esferas estão juntas, formando um objeto sólido, como laranjas em uma caixa”, afirma o líder do estudo, da Universidade de Keele, Nye Evans. “As partículas que detectamos são minúsculas, muito menores do que um fio de cabelo, mas cada uma contém milhões dessas esferas”.

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, enxergou as esferas no sistema binário de estrelas XX Ophiuchi. A luz emitida pelas esferas de carbono é diferente do que as formas gasosas vistas anteriormente, o que permite imaginar que o telescópio detectou o material em sua forma sólida.

Na Terra, essas esferas podem ser usadas como supercondutores, na área médica, como purificadores de água e armadura. Elas se formam naturalmente como um gás que sai de velas pegando fogo ou na forma sólida em minerais rochosos, mas nunca haviam sido vistas na forma sólida no espaço.

O Spitzer detectou os primeiros sinais das esferas gasosas no espaço em 2010, e já encontrou material suficiente para preencher 15 luas terrestres.

“Esse resultado surpreendente sugere que as esferas de carbono são ainda mais comuns no espaço”, afirma Mike Werrner, cientista do projeto Spitzer. “Elas podem ser formas importantes do carbono, um dos componentes essenciais da vida pelo cosmos”. [LiveScience]

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8 comentários

  • CLEME:

    Eu creio que ter encontrado esferas formadas por 60 átomos de carbono há 6.500 anos-luz da Terra seja um episódio ainda mais difícil do que ter encontrado uma estrela há 15 bilhões de anos luz.
    Afinal de contas estrelas emitem luz e graças ao seu espectro de cor é possível prever sua distância.

    • Pedro Oliveira:

      A matéria não deixa de ser interessante por causa de um erro básico. Ou você é perfeito o bastante pra traduzir melhor?

  • Mario:

    e tome besteirol

  • Sarcopo:

    Só li até
    “há 6.500 anos-luz da Terra”
    Perdi o interesse em ler o resto.
    Fica-me a impressão de que o resto do texto será tratada com idêntico cuidado.
    É pena, pois a matéria parecia interessante!

  • Bruno:

    Essa molécula tem nome, se chama fulereno ou “futeboleno”, ou ainda “buckminsterfulereno”, descoberta em 1985.

  • André Luis:

    Meu Deus, que precisão tem este telescópio Spitzer! Excelente trabalho dos pesquisadores, que estão encontrando muitas coisas interessantes a todo instante, mas também gosto muito do velhinho hubble!

  • Vinicius:

    Cada vez que eu leio essas noticias eu fico ansioso p/proxima

  • Jonatas:

    Muito legal isso. Imagina-se o quadro exótico, dinâmico, surreal, quase psicodélico, das formas que se pode encontrar no espaço. Da pra entender porque o Carbono é um elemento tão especial, além de Vida, Carvão e Diamantes…

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