Duas astronautas se apaixonam a cada órbita em que se cruzam

Por , em 12.08.2014

A vida em uma estação espacial não é fácil, principalmente quando você está só e metade do seu planeta está em uma enorme guerra mundial.

Imagine que sua única companhia aparece esporadicamente quando você cruza a estação espacial da espécie inimiga.

Orbitas é um curta metragem feito inteiramente por alunos de animação do programa Primer Frame e é ganhador de inúmeros prêmios pelo mundo. [io9, Vimeo]

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14 comentários

  • Klésio Nascimento:

    So parece que este video influência para o homossexualismo . Fora os defeitos de gravidade na alteração da orbita planetaria . mas por outro lado mostra que o amor esta acima da guerra isso foi o mais bacana mais eu discordo de mulher com mulher mais sem nem um racismo pelo contrario acho que todos tem o direito de viver feliz . Esta e minha avaliação .

    • Marcelo Ribeiro:

      Porque influenciaria? Você ficou com vontade de pegar outro homem assistindo-o?

      Não é racismo, é homofobia. Você afirmou que discorda de “mulher com mulher”, mas tenho certeza que elas são muito mais tolerantes e não discordam de homem com mulher.

  • Pedro Paulo Teixeira:

    Sei que estou sendo chato, mas não consegui deixar de pensar que duas estações espaciais em órbita de um planeta passariam uma pela outra na velocidade de uma bala. Pelo que eu sei, não dá para simplesmente reduzir a velocidade de uma nave em órbita sem fazer com que ela caia em direção ao planeta.

    • Marcelo Ribeiro:

      Se estivesse na velocidade da ISS, sim. No entanto a velocidade pode ser determinada ou pode ser zero, que é o caso de satélites geo-estacionários.

    • Jeferson Carlos Machado:

      Eu não entendo nada de engenharia espacial, mas na animação me parece que a tecnologia não é a mesma da Terra nos dias de hoje, portanto, com uma tecnologia mais avançada isso seria possível, já que desconhecemos os nossos limites (se é que eles existem).

    • Cesar Grossmann:

      Mecânica orbital tem umas esquisitices, uma delas é que se você diminuir a velocidade de um objeto, ele é transferido automaticamente para uma órbita mais alta.

      Em outras palavras, quanto mais alta a órbita, mais lentamente ela é completada. É só comparar, a EEI completa uma órbita a cada 90 minutos, e está a 400km de altitude (mais ou menos). Um satélite geoestacionário completa uma órbita em um dia, e está a aproximadamente 35.000 km de altitude. E a Lua, que está a 384.400 km de distância (em média) completa uma órbita a cada 29 dias (e um pouco).

      Mas as estações ainda assim poderiam se cruzar em câmera lenta, se suas órbitas tivessem uma inclinação mínima uma em relação à outra.

    • Pedro Paulo Teixeira:

      A velocidade de um objeto mesmo em órbita geoestacionária não é zero, a não ser em relação a um ponto da superfície do planeta. Mas até a própria superfície gira a quase 1.700 km/hora na linha do equador. Em relação ao tempo da órbita ser maior em distâncias maiores, não significa redução da velocidade linear, porque também a distância percorrida para completar a volta também é bem maior. Como o César disse, se a inclinação entre as órbitas fosse mínima, poderiam se aproximar lentamente, mas…

    • Pedro Paulo Teixeira:

      … ao passarem uma pela outra, estariam indo mais ou menos no mesmo sentido e não em sentidos opostos, como mostra a animação. Viajando em sentidos contrários, passariam como um raio, não importa a que distância estejam do planeta.

    • Pedro Paulo Teixeira:

      César, fiz uns cálculos rápidos aqui e você tem um pouco de razão. Se diminuir a velocidade, na verdade o objeto cai mesmo. O que acontece é que para uma órbita mais distante, precisa-se de uma velocidade menor para manter a órbita porque a atração gravitacional é menor. Mesmo assim, a velocidade se mantém bem alta, sendo aproximadamente 29.000 km/h para a ISS, 11.000 km/h para o geoestacionário que você citou e uns 3.000 km/h para a Lua. De qualquer maneira, dá pra ver que é muito rápido.

    • Cesar Grossmann:

      Bom, o que eu escrevi é baseado no que o Michael Collins escreveu na auto-biografia “O Fogo Sagrado” (“Carrying the Fire” no original). Para se aproximar de uma outra nave em órbita da Terra eles ficavam trocando de órbita, em um movimento que parecia um dente-de-serra (faz algum tempo que li, e não consegui achar a página em que isto está escrito).

      A seção “Phases and Methods” no artigo Space Rendezvous aponta a mesma coisa, mas com explicação errada, a meu ver (segundo eles é pela diferença da gravidade, mas acho que não é o caso).

      To properly understand spacecraft rendezvous it is essential to understand the relation between spacecraft velocity and orbit. A spacecraft in a certain orbit cannot arbitrarily alter its velocity. Each orbit correlates to a certain orbital velocity. If the spacecraft fires thrusters and increases (decreases) its velocity it will obtain a different orbit, one that correlates to the higher (lower) velocity. For circular orbits, higher orbits have a lower orbital velocity. Lower orbits have a higher orbital velocity. This might seem counter-intuitive, but an orbit is nothing else but a state of equilibrium between the force of the gravitational body (the Earth) and the force due to circular motion. At higher orbits the force of the gravity becomes weaker, therefore the balancing force of the circular motion can be lower, corresponding to a lower velocity.

    • Cesar Grossmann:

      http://www.explainxkcd.com/wiki/index.php/1356:_Orbital_Mechanics

      E tem o artigo do Aldrin: http://buzzaldrin.com/space-vision/rocket_science/orbital-rendezvous/

      Dá para baixar ele em http://dspace.mit.edu/handle/1721.1/12652

    • Pedro Paulo Teixeira:

      Se uma espaçonave está em órbita, significa que existe um equilíbrio entre a força de atração gravitacional e a força centrífuga gerada pela sua velocidade. Se a espaçonave reduz sua velocidade, reduzindo portanto a força centrífuga, a força gravitacional prevalece e puxa o objeto em direção ao planeta orbitado, e a nave precisaria acelerar novamente a uma velocidade superior à que tinha antes, para estabilizar em uma órbita menor. (…)

    • Pedro Paulo Teixeira:

      Se a espaçonave em órbita simplesmente aumentar a velocidade, fará a força centrífuga superar a força gravitacional, e escapará, sairá para tangente, como poderíamos dizer. Nesse caso, para estabilizar novamente em uma órbita maior, a espaçonave teria que desacelerar a uma velocidade menor do que a original. É assim que eu penso na minha mente de leigo, desacelera e acelera para atingir uma órbita menor, acelera e desacelera para atingir uma órbita maior.

    • Cesar Grossmann:

      A grande maioria das órbitas é elíptica, o que significa que o objeto está em um movimento harmônico entre o periastro (menor altitude, maior velocidade) e o apoastro (maior altitude, menor velocidade). Mudar o valor da velocidade significa mudar a órbita e ir em direção ao periastro, “caindo”, e vice-versa.

      De qualquer forma, o trabalho do Buzz Aldrin está com todos os conceitos e equações.

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