Escudos defletores de Star Wars são projetados por estudantes de física

Por , em 13.05.2014

Há pouco tempo, a gente falou aqui no Hype de armas de espionagem que não existem só no cinema. Agora, graças a estudantes de física da Universidade Leicester, no Reino Unido, o mundo real pode ganhar mais um dispositivo que antes era exclusividade das telonas: os escudos protetores da saga Star Wars.

No filme de George Lucas, esses escudos defletores são uma espécie de campo de força que envolvem um objeto com o objetivo de protegê-lo. Para produzi-lo no mundo real, os alunos trabalharam com base no pressuposto de que em torno de um objeto com um campo de plasma superquente, mantido no lugar por meio de um campo eletromagnético, o mecanismo funcionaria da mesma maneira. Assim, quanto mais denso for o plasma, maior a frequência de radiação eletromagnética desviada.

Incrivelmente, algo semelhante a isso já existe na própria ionosfera da Terra.

Escudos defletores de Star Wars são projetados

A atmosfera da Terra é composta de várias camadas distintas, sendo que uma delas é a ionosfera. “A ionosfera é um plasma, e estende-se cerca de 50 km acima da superfície do nosso planeta até a borda do espaço”, explicou o estudante Alexander Toohie. “Assim como o plasma descrito em nosso projeto, esse plasma reflete certas frequências de radiação eletromagnética, neste caso, ondas de rádio. Essas ondas podem ser irradiadas para cima em direção ao céu, onde serão refletidas de volta para a Terra. Este método pode ser utilizado para o envio de ondas de comunicações ao longo do horizonte, onde as transmissões de rádio normalmente não seriam capazes de chegar.

Só que existem alguns problemas nessa ideia.

O primeiro é que o campo magnético teria que ser muito forte para manter o plasma no lugar. Outro é que o escudo desvia a radiação eletromagnética – o que também inclui, obviamente, a luz. Ou seja: isso deixaria as pessoas que estivessem dentro do escudo completamente incapazes de enxergar qualquer coisa que estivesse do lado de fora. É praticamente como cegá-las.

No entanto, nem tudo está perdido: os alunos propuseram uma aplicação mais prática para a tecnologia. “Outra possível aplicação deste princípio pode ser para capturar a radiação dentro de uma concha de plasma em vez de excluí-la”, disse Toohie. Isso pode acabar sendo útil para ambientes que requerem temperaturas incrivelmente altas, como reatores de fusão experimental, por exemplo. [cnet]

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