Esquisitice cósmica: galáxias dispostas como você nunca viu

Por , em 11.03.2014
A simulação da “Teia Cósmica” mostra aglomerados de galáxias e um vazio no meio da imagem

A simulação da “Teia Cósmica” mostra aglomerados de galáxias e um vazio no meio da imagem

Como você já leu por aqui, o universo é infinito no espaço e no tempo. E um lugar tão imenso assim guarda no mínimo alguns mistérios, bizarrices e esquisitices. A última que uma equipe de astrônomos da Austrália descobriu foram sequências curtas de galáxias, um tipo completamente novo de estrutura, organizadas no que foram chamados de “tentáculos”, em espaços que todos pensavam ser vazios.

O universo na verdade está cheio destas vastas coleções de galáxias que estão extremamente organizadas em uma rede, chamada “Teia Cósmica”, que contém cruzamentos movimentados por galáxias vizinhas cercadas por espaços limpos de qualquer coisa visível para nós aqui na Terra.

Então como eles encontraram tudo isso?

Para descobrir esses “tentáculos” de galáxias, organização jamais vista antes, a equipe da pesquisa GAMA (Galaxy and Mass Assembly) criou o maior censo de galáxias de todos os tempos, por meio de incansáveis observações do Telescópio Anglo-Australiano, localizado em New South Wales, na Austrália. De acordo com o Dr. Aaron Robotham, da Universidade Ocidental da Austrália, esse novo “catálogo” de galáxias tem olhado mais a fundo para o espaço e cada pedaço tem sido mapeado até dez vezes para terem certeza de que é a versão mais completa possível.

Segundo um dos astrônomos envolvidos na pesquisa, eles não sabiam o que iam encontrar ao olhar tão de perto para os espaços vazios, mas certamente foi surpreendente encontrar galáxias organizadas assim, em tentáculos, em regiões que previamente tinham sido consideradas vazias.

“Isso significa que os vazios podem ser muito menores do que se pensava, e que as galáxias que foram previamente pensadas para serem um vazio podem apenas ser parte de um grande tentáculo”, concluiu o Dr. Mehmet Alpaslan, que liderou a pesquisa. [Science Daily, Science 20]

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4 comentários

  • Fabio Maestri:

    A comparação a rede neural humana não seria um absurdo.

  • Johnny Guerra:

    Não existe vazio no espaço, basta olhar de perto.

    • Marcelo Ribeiro:

      O espaço é preponderantemente vazio sim. A proporção de vazio para locais onde tem algo é monstruosa. No entanto é um lugar tão, mas tão grande que mesmo com todo este vazio ainda tem muita, muita coisa.

    • Cesar Grossmann:

      Se considerarmos a matéria bariônica e a matéria escura, existem, sim, grandes vazios. Agora, se a gente considerar as partículas virtuais que estão o tempo todo sendo criadas e destruídas (flutuação quântica do vácuo), então não existe vazio.

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