Essa é a quantidade de exercícios que você precisa se ficar sentado o dia todo

Por , em 17.12.2017

Você trabalha sentado o dia todo e quando chega em casa só consegue descansar assistindo à televisão deitado no sofá? Isso é muito ruim para a saúde, mas um estudo mostra que é possível amenizar esta situação com pouco tempo de exercício diário.

Em 2012, a revista científica médica The Lancet (Reino Unido), publicou sua primeira série de artigos sobre a falta de atividade física e como isso é prejudicial ao corpo humano da mesma forma que fumar ou ser obeso. Passar muitas horas sentado aumenta os riscos de ter câncer, derrame, diabetes tipo 2, problemas cardíacos e morte precoce por motivos gerais.

Quatro anos depois, a revista publicou a segunda série com o mesmo tema, atualizando os resultados e incluindo pesquisas epidemiológicas, estratégias para diminuir o problema e propostas de ações políticas para os governos de países do mundo todo. Uma pergunta que não havia sido respondida na primeira série era o custo econômico que uma sociedade sedentária representa para um país.

A pesquisa que mais chama atenção desta série mais recente, porém, é uma meta-análise que estuda se a prática de exercícios diários elimina os problemas trazidos por todas as horas que passamos sentados. Para isso, foram analisados dados de comportamento e saúde de mais de um milhão de adultos do mundo todo.

60 minutos por dia

O resultado é que é possível reverter os danos causados à saúde por todas as horas que passamos sentados, contanto que pratiquemos pelo menos 60 minutos de atividade física por dia.

“Mas eu não tenho uma hora por dia para fazer isso!”, devem estar pensando alguns leitores. Algumas sugestões dos pesquisadores são ir à pé ou de bicicleta para o trabalho, subir escadas ao invés de usar elevadores e escadas rolantes, ou usar o horário do almoço para frequentar uma academia ou fazer uma caminhada próximo ao local do trabalho. Quem conseguir transformar esta hora de exercício em um momento de contemplação para descansar a mente, então, só tem a ganhar.

Políticas que incentivam a prática de exercício

Os problemas de saúde oriundos do sedentarismo custam muito caro aos países do mundo todo, já que uma pessoa que não se exercita tem maiores chances de desenvolver câncer e problemas cardíacos, entre outras doenças crônicas, que significam um custo anual global de US$67,5 bilhões em tratamento médico e queda de produtividade da força de trabalho.

Por isso, os artigos da série da The Lancet recomendam que os governos tomem atitudes imediatas para incentivar a população a se mexer mais. [Business Insider, The Lancet]

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