Fungos e líquenes sobreviveram na Estação Espacial Internacional e devem ser capazes de sobreviver em Marte também

Por , em 7.02.2016

Uma das maneiras de tentar descobrir qual o potencial da vida fora da Terra é testar como microrganismos lidam com condições extremas.

Recentemente, um experimento analisou como fungos e líquenes se sairiam em Marte, replicando o ambiente do Planeta Vermelho no exterior da Estação Espacial Internacional (EEI).

Os resultados foram publicados na revista Astrobiology.

Boa surpresa

Cientistas europeus recolheram fungos da Antártida e líquenes da Sierra de Gredos (Espanha) e dos Alpes (Áustria), e os enviaram para a EEI para enfrentar condições semelhantes a Marte.

Após 18 meses, a equipe analisou as amostras e descobriu que mais de 60% das células estavam intactas e com DNA estável.

“O resultado mais relevante foi que mais de 60% das células das comunidades endolíticas estudadas permaneceram intactas depois da ‘exposição a Marte’, ou seja, a estabilidade do seu DNA celular ainda estava alta”, disse uma das pesquisadoras do projeto, Rosa de la Torre Noetzel, do Instituto Nacional de Tecnologia Aeroespacial da Espanha.

Isso parece indicar que o duro ambiente marciano não é um obstáculo intransponível para a vida, e que essas espécies extremófilas podem sobreviver por lá.

Teste importante

Os fungos da Antártida foram coletados nos Vales Secos de McMurdo, a região considerada mais parecida com Marte na Terra, devido à sua secura e temperaturas abaixo de zero.

Juntamente com as espécies de líquenes europeus, os fungos foram colocados em uma plataforma chamada de EXPOR-E, que foi fixada no exterior da EEI.

Nesta plataforma, os microrganismos experimentaram uma atmosfera semelhante à de Marte, feita quase inteiramente de dióxido de carbono, e uma pressão baixa. Além disso, foram submetidos à mesma radiação ultravioleta que há no planeta.

“Os resultados ajudam a avaliar a capacidade de sobrevivência e estabilidade a longo prazo de microrganismos e bioindicadores na superfície de Marte, informação que se torna fundamental e relevante para futuros experimentos centrados em torno da busca por vida no Planeta Vermelho”, acrescentou Noetzel. [IFLS]

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