Grito, choro, euforia: o que há por trás da “febre” dos fãs?

Por , em 9.07.2012

Justin Bieber: ou você o ama, ou você o odeia. Se você o ama, você provavelmente é uma adolescente louca e descontrolada que sai do corpo ao falar de/ver/cantar Bieber. Se você o odeia, é provavelmente por conta de tudo que acabei de falar.

Claro que fãs (mulheres) adolescentes de ídolos (homens) adolescentes não são os únicos totalmente “malucos”. Herbert Chavez, por exemplo, fez inúmeras cirurgias plásticas para ficar parecido com o Super Man.

De qualquer maneira, o cantor de 18 anos é bom um exemplo para se falar de “loucura de fãs”. Assim como o One Direction, uma boy band inglesa que anda fazendo um tremendo sucesso pelos EUA e mundo afora, ídolos adolescentes causam uma certa euforia. “É basicamente uma resposta grupal desencadeada por emoções e hormônios”, explica a Dra. Sarah Pitts, especialista em medicina adolescente do Hospital Infantil de Boston (EUA).

Graças a Deus, pensam as mulheres. Existe uma razão fisiológica por trás disso, que você pode culpar anos mais tarde quando alguém lhe constranger ao relembrar que você desmaiou ao ver os Backstreet Boys depois de passar quatro dias em uma fila para o show, sem sequer tomar banho.

Como você já deve saber, o “Bieber Fever” (febre Bieber) não é exatamente novidade. Meninas enlouquecendo por seus ídolos é uma situação que pode ser rastreada até provavelmente o início da humanidade.

E isso acontece, basicamente, porque nos primeiros anos da adolescência – 10 a 14 anos – as crianças estão à procura de novas pessoas para amar, fora de sua família, e uma celebridade às vezes acaba sendo a opção perfeita, sugere Pitts.

Para as mais “velhas” – digamos, já com 15, 16 anos – ainda há o interesse (crescente) em relações amorosas e a atração sexual que alimentam a excitação emocional de ver seu ídolo teen.

Para finalizar, a famosa “mentalidade de massa” também age em meio a fãs adolescentes. Estar no meio de um grupo de jovens pode tornar o comportamento histérico “contagioso” durante uma fase da vida bastante comandada pelas regras da pressão social.

“O cérebro adolescente ainda está mudando significativamente e não está em sua forma final”, destaca Pitts. “E isso afeta o modo como os adolescentes respondem ao mundo que os rodeia”.

O engraçado é que os homens adolescentes não tem exatamente o mesmo comportamento. Eles podem até comentar que gostam – ou que “pegariam” – a Miley Cyrus ou a Selena Gomez, mas certamente não vão chorar e berrar como se estivessem literalmente enxergando o fim do mundo quando estiverem próximos delas. Novamente, o que comanda essa diferença são as regras sociais e a química do cérebro. “O cérebro e os hormônios masculinos estão ligados de forma diferente dos femininos”, diz Pitts. “E, enquanto é culturalmente aceito que meninas chorem, essa já não é a norma de comportamento para os homens”.

E, apesar do “desmaio emocional” não ser tão incomum, eu diria que a razão pela qual as fãs desmaiam é porque ficaram dias sem comer e dormir direito, enfrentando filas no maior desconforto ao ar livre, para ver o ídolo por poucos minutos de longe, numa excitação que provavelmente não será superada na mesma vida novamente – deve ser por isso que todas respondem que “valeu a pena”.[MSN]

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1 comentário

  • Aways Remember You:

    Não é toda adolescente que curte Justin Bieber, eu tenho 11 anos, e o odeio, como a maioria das “modinhas adolescentes”.

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