Maior parte do corpo humano não está vazia, diz astrofísico

Por , em 20.04.2020

O corpo humano é formado por uma estrutura complexa e cheia de elementos se observado em um nível mais fundamental. Isso porque os órgãos que compõem o corpo são feitos de células. Se seguirmos o que compõe cada parte passaremos das células para as organelas e depois moléculas e átomos. Estes são muito pequenos, medem um angstrom , que equivale a 10-10 metros.

Já o núcleo dos átomos é constituído por prótons e neutros 100 mil vezes menor. Ao redor do núcleo, na eletrosfera, estão os elétrons e cada um deles ainda menor do que um próton ou nêutron. A partir disso surge o questionamento quanto a sermos compostos principalmente por espaço vazio e a resposta é não. O astrofísico Ethan Siegel explica o motivo.

Enquanto diferentes técnicas podem ser usadas para medir as coisas com resultados equivalentes, medir os menores objetos é mais complexo. Em nível quântico, as condições do experimento podem determinar o que é observado.

A tentativa de Ernest Rutherford de examinar o interior de átomos ocorreu logo depois da descoberta da radioatividade. Em seu experimento, partículas emitidas por material radioativo foram disparadas em uma folha de ouro muito fina. A maioria das partículas atravessou a folha, mas uma parte foi desviada.

Essa técnica para medir o tamanho de partículas é usada hoje para medir as propriedades de partículas fundamentais dentro de prótons e nêutrons. Por mais de 100 anos, de Rutherford ao Large Hadron Collider (LHC), essa é uma forma importante de medir o tamanho de partículas fundamentais.

Mas na vida diária, a energia com a qual ocorrem colisões de partículas em nossos corpos é um bilionésimo da energia atingia pelo LHC, argumenta o astrofísico.

Nuvem de elétrons

De acordo com a dualidade onda-partícula, os componentes fundamentais do Universo quando examinados em alta energia podem apresentar propriedade de partícula, enquanto em energias mais baixas podem agir como onda.

O átomo costuma ser pensado como tendo um núcleo orbitado por elétron. Mas esse modelo se assemelha muito a uma partícula, as ilustrações de órbitas atômicas mostram elétrons individuais. Mas elétrons em um átomo se comportam como uma nuvem, que se espalha por um determinado espaço.

Se uma partícula de alta energia é enviada para interagir com o elétron, sua posição pode ser identificada com precisão. Mas essa partícula pode alterar o que ocorre no interior do átomo, fazendo com que o elétron se comporte como uma partícula em vez de como uma onda, pelo menos durante a interação.

Assim, o elétron agiria como uma onda até o momento da interação. Portanto, em vez de ocupar um ponto específico, ele se espalharia por todo o núcleo do átomo, como uma névoa.

Quando átomos se unem em uma molécula, suas nuvens de elétrons se sobrepõem e sua ocupação do espaço fica mais difusa. Os constituintes fundamentais da matéria costumam ser pensados como partículas, mas seria melhor pensar neles como quanta, agindo como ondas em condições de baixa energia.  

Átomos em condições terrestres normais agem como onda, com quanta individual ocupando grande volume de espaço. Em circunstâncias normais, como nos nossos corpos, mesmo um único elétron pode se espalhar por um átomo ou molécula inteira, conclui Siegel. Por isso o corpo humano é composto principalmente por nuvens de elétrons ligadas por regras quânticas que regem o Universo. [Forbes]

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4 comentários

  • Abrahan Nipah:

    Bom artigo, yeah.

  • alair:

    foi corrigido, mas o print será eterno.. kkkkkkkkkk

  • Espartano 1:

    Na chamada da janelinha do site, aquela que sempre aparece no canto direito inferior da tela está escrito “fazia” quando deveria ser vazia!

  • Thiago Ulisses Sperandio Nascimento:

    @Liliane, corrige o título, está assim: “Mario parte do corpo humano não está fazia, diz astrofísico”

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