Espetacular avião elétrico decola como um helicóptero

Por , em 5.05.2015

Imagine um avião com 10 motores movido a bateria que pode decolar como um helicóptero e voar de forma eficiente como uma aeronave. Ele está sendo desenvolvido por pesquisadores da NASA, e foi chamado de “Greased Lightning” ou GL-10.

O protótipo, criado no Centro de Pesquisa Langley, está atualmente na fase de testes. O pensamento inicial era criar um avião híbrido com uma envergadura de 6,1 metros, movido a diesel e equipado com motores elétricos, mas a equipe começou com versões menores para poder estudar o conceito de forma mais rápida.

Avanços

A NASA construiu 12 protótipos, começando com um modelo simples de 2,3 kg de espuma e fibra de vidro, passando por um modelo de 11,3 kg, e chegando a um avião altamente modificado de 24,9 kg com fibra de carbono.

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“Cada protótipo nos ajudou a responder perguntas técnicas, mantendo os custos baixos. Perdemos alguns dos primeiros protótipos para ‘aterragens duras’, até aprendermos a configurar o sistema de controle de voo. Mas descobrimos algo em cada perda e fomos capazes de evoluir”, explicou o engenheiro aeroespacial David North.

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Helicóptero ou aeronave? Os dois

Nos últimos testes, os pesquisadores pilotaram remotamente um avião com uma envergadura de 3,05 metros, oito motores elétricos nas asas, dois motores elétricos na cauda e pesando um máximo de 28,1 kg ao decolar.

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Esse protótipo já havia passado em testes nos quais teve que pairar como um helicóptero. O grande obstáculo era o momento de sua transição de voo vertical para horizontal – uma tarefa nada fácil por causa da aerodinâmica desafiadora.

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Os pesquisadores conseguiram realizar essa transição com sucesso em cinco voos. O próximo passo é provar que esse conceito é quatro vezes mais aerodinamicamente eficiente no modo cruzeiro do que um helicóptero.

Mais vantagens

Segundo o piloto principal do GL-10, Zack Johns, apesar da aeronave ter dez motores, na verdade voa mais como um avião de três motores a partir de uma perspectiva de controle.

“Todos os quatro motores na asa esquerda recebem o mesmo comando, e os quatro motores na asa direita também funcionam em conjunto. Por fim, os dois na cauda recebem o mesmo comando”, conta.

Outra vantagem do GL-10 é seu ruído, ou melhor, a falta dele. “É muito quieto. O protótipo atual é mais silencioso do que um cortador de grama com motor movido a gás”, diz o engenheiro aeroespacial Bill Fredericks.

Aplicações

Inicialmente, a NASA está de olho no potencial desse projeto como um veículo aéreo não tripulado. “Pode ser utilizado para distribuição e entrega de pequenos volumes, descolagem e aterragem vertical, vigilância na agricultura, mapeamento e outras aplicações. Versões maiores do que estamos testando agora também seriam ótimas como veículos aéreos pessoais”, sugere Fredericks.

Greased Lighning (GL10) project 10 engine electric prototype remote control plane. Photo taken 8/14/14 by David C. Bowman

Além disso, aviões não tripulados são bons para uso em missões científicas. “Aeronaves remotamente pilotadas estão aumentando investigações científicas da NASA e servem como uma plataforma para expandir o desenvolvimento da tecnologia para aeronaves, CubeSats e outras plataformas”, disse Mike Hitch, do Wallops Flight Facility da NASA. [Phys]

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2 comentários

  • Susan Bacelar:

    Alguém saberia me explicar o papel do cabo de aço (aparentemente de sustentação) neste teste?

    • Michel Conrado Diz:

      É apenas um cabo de segurança. Tem em todo projeto que está em testes. Ele está ali para caso haja uma falha, o avião não caia.

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