Como será nossa galáxia após colidir com Andrômeda

Por , em 30.09.2012

A foto acima, divulgada pela NASA e feita pela câmera infravermelha do telescópio espacial Spitzer e da luz visível do telescópio Hubble, mostra a NGC 6240, uma colisão entre duas galáxias ricas em gás, que se fundiram a 330 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Ofiúco.

A galáxia está passando por intensos períodos de formação inicial, o que indica que duas galáxias menores sofreram uma fusão que começou a cerca de 30 milhões de anos atrás, e só vai terminar daqui algumas centenas de milhões de anos.

O fenômeno em si já é interessante, mas fica mais fascinante porque nos permite ter uma ideia de como a fusão de nossa galáxia vai parecer para um observador em outro ponto do universo.

A galáxia Andrômeda está se deslocando constantemente em nossa direção, e deve nos alcançar em cerca de 5 bilhões de anos.
Conforme se fundir com a Via Láctea, os buracos negros supermassivos que se encontram no centro de cada uma das galáxias também vão se unir.

O mesmo aconteceu com a NGC 6240. No centro da galáxia, há dois buracos negros supermassivos que estão a meros 3.000 anos-luz de distância um do outro. Este é um fenômeno interessante para os físicos observarem, já que a colisão de buracos negros deve produzir grandes ondulações no espaço-tempo, chamadas de ondas gravitacionais. Essas ondas gravitacionais são difíceis de detectar e figuram no topo da lista de “mais procurados” dos cientistas, ao lado da matéria escura e da energia escura.

Encontrá-las e compreender suas propriedades pode dar algumas pistas sobre a formação de buracos negros supermassivos, além de confirmar aspectos importantes da teoria da relatividade geral de Einstein que descreve como o espaço-tempo é afetado pela massa.

Passado, presente, futuro

A luz viaja a uma velocidade finita. Isso significa que, quando observamos o universo, estamos constantemente observando o passado.

Dependendo da distância de certos objetos da Terra, mais longe no passado nós os observamos. Por exemplo, agora, nós estamos vendo como o sol era 8 minutos atrás. Alpha Centauri (a estrela mais próxima do nosso sol) aparece para nós como era mais de 4 anos atrás.

A NGC 6240, por sua vez, é observada na sua forma mais de 400 milhões de anos atrás. Sendo assim, o que aconteceu com a
NGC 6240, em relação ao tempo da Terra, foi que: 450 milhões de anos atrás, as galáxias se fundiram; 400 milhões de anos atrás, os buracos negros supermassivos se aproximaram a 3.000 anos-luz de distância um do outro; 250 milhões de anos atrás, os buracos negros se fundiram.

Do tempo da Terra, as galáxias se fundiram há 50 milhões de anos, os buracos negros supermassivos estão a 3.000 anos-luz de distância um do outro nesse momento, e só daqui a 150 milhões de anos vão se fundir.

Baixe a imagem da galáxia em resolução ainda maior para usar como papel de parede do seu computador. [Facebook, NASA, PortaldoAstronomo, EternosAprendizes]

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10 comentários

  • Nicolas Gomes:

    na revista veja edição “guia de viagem intergalatica” em 1 bilhão de anos estaremos fortes o bastante para fugir do encontro via lactea vs anromeda pois o buraco negro talvez seja uma fonte de energia inesgotavel (já teriamos explorado a vialactea em 1 milhão de anos e destruido os planetas saturno urano e netuno pois iriamos pegar todo o gás de lá em 200 anos isso acontecera se o ser humano souber estudar e fazer um futuro) talvez poderiamos viver no espaço até a nova galaxia se formar

  • Nicolas Gomes:

    a via lactea em uma pequena chance de engolir andromeda pois n meio do caminho andromeda encontra um galaxia anã e pode ganhar mais 10.000 anos luz de diametro e ir a 110.000 mil e andromeda ficaria com 100.000 mil de diametro se vialactea conseguisse engolir umas 3 ou 4 galaxias anãs no meio do caminho do choque ficaria 60% de cha ce de engolir andromeda, minha explicação e teoria ficou um pouco confusa mas se um dia isso tudo q eu falei for verdade eu vou fazer história pois sou astronomo anão

  • magoado:

    É tem que aumentar o espaço por aqui e duas galaxia junto melhora um pouco….

  • The Solar System:

    O sol só vai morre daqui a 4 bilhões de anos.

  • Alberto Campos:

    As galáxias se fundem e os dois buracos negros se transformam em um só. O buraco negro galáctico é o centro gravitacional da galáxia e só pode ter um centro gravitacional em uma galáxia.

  • Murilo Mazzolo:

    Bom… Se quando vemos o espaço, estamos vendo o passado… Então, se o Sol explodir, veremos sua explosão e nos atingirá após 4 minutos?? Que massa!!
    Então é muito difícil observar uma estrela Muito distante e saber como está atualmente, só no seu passado, exatamente, no tempo que levaria para sua luz chegar até nós? Complicado isso…

  • digiomni:

    Nossa galáxia esta se unindo a andrômeda O.o isso me lembra: ” Quando o segundo sol chegar para realinhar as orbitas dos planetas” ^^

  • Andre Luis:

    Eu acho o tempo, algo muito difícil de definir. Afinal, por mais que conhecemos o seu conceito, não dá para abstrair e dizer exatamente o que é. Eu imagino que em um futuro longinquo, o ser humano saberá definir tempo de forma muito mais clara e verdadeira, entendendo todo o seu mecanismo, incluindo a lógica do passado, presente e futuro. Ops, já é passado o que escrevi, presente para quem lê agora e futuro para quem ainda vai ler esta matéria! rsrsrsrsrs

    • Murilo Mazzolo:

      Pra piorar, o conceito de Presente já é muito indefinido. As vezes até nulo! kkk
      Mas presente, pode ser, descrito em ano, mês, Semana, Dia, Hora, Minuto, Segundo… a partir daí, nem vale contar como presente, porque, quando pensar nele, já será passado… nossa, confuso!! kkkkk Acho que não faz muito sentido o que escrevi… ou faz?? kkkk’

    • Diogo Parise:

      O.o
      Pensei que eu era o único idiota que pensava nessas coisas

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