Estudo “prova” que não tem problema saltar de um avião sem paraquedas

Por , em 19.12.2018

ATENÇÃO: Leia o artigo até o final.

O senso comum dita que é mais seguro pular de um avião com paraquedas do que sem um. De acordo com um estudo da Universidade de Harvard, Universidade da Califórnia e Universidade de Michigan (EUA), não é bem assim.

A descoberta foi detalhada em um artigo na revista científica The BMJ, na edição de Natal. Essa edição especial apresenta pesquisas mais leves do que o usual para a revista.

O estudo…

No estudo, os pesquisadores testaram a eficácia dos paraquedas em 23 pessoas caindo de aviões. Metade dos participantes pularam com paraquedas, metade pularam sem de um avião. A conclusão: o paraquedas não fez diferença na taxa de sobrevivência dos participantes.

“Nossas descobertas devem dar uma pausa momentânea a especialistas que defendem o uso rotineiro de paraquedas para saltos de aeronaves em ambientes recreativos ou militares”, escreveram os cientistas no artigo.

No entanto, eles alertaram que, como é difícil encontrar pessoas dispostas a pular de aviões a milhares de metros no ar movendo-se a centenas de quilômetros, eles testaram os paraquedas em pessoas que caíram apenas alguns metros em direção ao solo quando o avião estava estacionado.

Não houve mudança na taxa de mortalidade porque ninguém morreu em nenhum dos dois grupos.

…E seu objetivo

Somente no final do artigo descobrimos do que este estudo realmente se trata: discutir como as pessoas interpretam resultados de artigos científicos.

“O estudo do paraquedas satiricamente destaca algumas das limitações de ensaios clínicos randomizados”, em que os participantes são aleatoriamente designados para fazer um tratamento ou para o grupo de controle. “No entanto, acreditamos que tais ensaios continuem sendo o padrão-ouro para a avaliação da maioria dos novos tratamentos. Porém, (…) sua interpretação precisa exigir mais do que uma leitura superficial do resumo”, argumentam os pesquisadores.

O artigo também sugere que os ensaios clínicos que avaliam tratamentos antigos e estabelecidos (como paraquedas para queda de aviões) devem garantir a participação das pessoas que mais precisam deles, ou os resultados não nos dirão muito sobre se funcionam. [LiveScience]

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