Novo pneu a ‘prova de balas’ não usa ar

Por , em 17.11.2008

Se você já teve que trocar o pneu do carro embaixo de chuva forte, certamente sonhou com o pneu perfeito: aquele que nunca fura. O problema é a obrigatoriedade do pneu estar cheio de ar para rodar.

A palavra ‘pneumático’ é relativa ao ar. Se um pneu não usa ar para sustentar o veículo talvez precise de um outro nome. Esse é exatamente o caso do novo pneu não-pneumático criado pela Universidade de Winconsin-Madison, dos EUA. A roda é uma superfície de borracha sustentada por uma estrutura em formato de colméia de abelhas feita de polímeros.

O novo pneu, que foi instalado em um Humvee militar à prova de bombas, resiste à explosões e ainda permite escapar a 80km/h.

O exército dos EUA queria uma alternativa aos pneus atuais que deixam muitos soldados na mão durante um ataque. E por mais que o veículo tenha todo tipo de blindagem, de pouco adianta se ele não pode rodar quando está sob fogo pesado.

De acordo com os cientistas o design da mão natureza é o mais eficaz. O pneu com estrutura sextavada é o que melhor simula a “maciez” dos pneu pneumáticos. Esta geometria também é a que melhor reduz o aquecimento e o barulho, um problema comum em outros modelos de pneus não-pneumáticos.

Os custos do novo pneu serão os mesmos ou ainda menores do que dos pneus tradicionais e eles serão vendidos à partir de 2011. Parece não haver razão para que um dia eles venham substituir os pneus cheios de ar (e inconvenientes) dos nossos próprios veículos. [CNET]

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13 comentários

  • WERITEK:

    esse pneu e horroroso,so pra guerra mesmo.

  • Notícias da Engenharia pelo Mundo « Centro Acadêmico de Engenharia Mecânica:

    […] Novo pneu a ‘prova de balas’ não usa ar […]

  • Kakutougi:

    Alfredo, se sabe tanto assim, faça o seu próprio site de ciências, para seu propósito, antes de tudo vem a ciência!
    Gosto do site desta maneira mesmo!

  • Thiago Carvalho:

    eu quero um pneu desses, mas com a colmeia fechada do lado, claro.

  • Athos:

    “Alfredo, o site se chama HypeScience, com ‘ipsolon’.”[2]

    Uma crítica interessante,más eu só conheço o site a 2 semanas e não 3 anos, por este motivo não tenho nenhuma crítica a fazer ao site muito menos a revista,porque nem li ela ainda.

    Gostei do site…só isso que tenho a dizer.

  • Dinoco:

    Alfredo, o site se chama HypeScience, com ‘ipsolon’.

  • alfredo valentim:

    Caros amigos de Hipescience:

    Aproveito o convite que dirigem aos leitores para apresentarmos uma crítica construtiva acerca da revista «on line» da Hipescience. De acordo com o meu critério de apreciação, tenho a lamentar que a revista tenha perdido o cunho científico que tinha há dois (ou talvez três) anos atrás, não só na qualidade dos temas e títulos selecionados, mas também na qualidade do texto. Assim, suponho que devem recuperar a qualidade da revista antiga para harmonizar as matérias com o nome da revista. Tentarei resumir o que me parece necessário fazer:

    1 – Se a revista se chama “Hipescience” deve usar uma linguagem rigorosa, de cariz científico, recorrendo mesmo à terminologia científica relacionada com o tema tratado, sem contudo deixar de elucidar o seu significado [de cada vocábulo científico utilizado em cada caso].

    2 – O conteúdo deve ser equilibrado entre a boa revista de divulgação científica e a revista de conteúdo popular. Ser “popular” não é necessariamente mau, desde que não haja exageros e se evite cair no “populismo”. Não se deve confundir “simplicidade” com “simplismo”.

    3 – O nome “Hipescience” dá à revista algumas responsabilidades a que os temas tratados devem corresponder. Não tenho grandes comentários a fazer a títulos como “A maneira de andar diz muito sobre a sexualidade da mulher”, ou “Por que razão você não fez sexo nos últimos dois meses”, ou “12 segredos para melhores orgasmos femininos” pois admito que haja leitores com grande apetência por tais temas. Mas, como o nome da revista indica, devem concentrar os assuntos tratados em temas científicos ou tecnológicos. Por exemplo, a notícia do pneu sem ar é um tema tecnológico, mas uma notícia sobre a análise das radiações emitidas por uma estrela será, provavelmente, uma notícia científica. O mesmo acontece quando se informa sobre a descoberta de um novo sistema solar situado à distância de 350 anos-luz do nosso Sol. Os exemplos de títulos que mencionei acima que, confesso, não li, despertam-me uma pergunta: Que há de científico no tema? Que há de científico no tratamento jornalístico do tema? Isto leva-me à quarta condição.

    4 – É necessário distinguir entre tema científico e tema generalista. Cada um deles merece um tratamento diferente, pois cada um deles tem regras próprias de tratamento. Os temas científicos são mais exigentes, pois algumas regras de tratamento jornalístico situam-se fora do senso comum, portanto são mais difíceis de compreender por pessoas sem formação jornalística ou científica. Por isso merecem mais cuidado no seu tratamento. Deve haver o cuidado de adequar sempre o tratamento da notícia (ou matéria) com a tipologia de cada uma, consoante seja Generalista, Científica, ou Tecnológica.

    5 – Numa revista chamada “Hipescience” deve ser favorecida a temática científica e tecnológica, como disse antes. Sugiro um pequeno exercício. Percorram todos os títulos publicados, ou pelo menos um número representativo deles, e preencham um pequeno quadro com quatro colunas e três linhas. Na primeira linha, em cada coluna, escrevam os tipos de cada tema: Generalista, Científico, Tecnológico e Total na última coluna, que será a soma dos três tipos anteriores. Na segunda linha, em cada coluna, escrevam as quantidades da contagem de cada tipo das matérias publicadas, qualquer coisa como, por exemplo, 74 na 1ª coluna (generalista), 22 na 2ª coluna (científico), 31 na 3ª coluna (tecnológico). Não esquecer que a segunda linha da quarta coluna é preenchida com a soma Total dos artigos, qualquer coisa como 74 + 22 + 31 = 127, segundo os valores do exemplo. Na terceira linha escrevam os valores das quantidades em percentagem, qualquer coisa como 74/127 x 100% = 58,27% na 1ª coluna, 22/127 x 100% = 17,32% na 2ª coluna e 31/127 x 100% = 24,41% de acordo com o exemplo. Comparando os valores obtidos, podemos concluir que, de acordo com o exemplo, teriam sido publicados 54% das matérias sobre temas generalistas, 17% sobre temas científicos e 24% sobre temas tecnológicos. De acordo com este exemplo, se os valores reais a que chegarem estiverem de acordo com este exemplo, haverá um forte predomínio de temas generalistas sobre os temas científicos e tecnológicos. Dado que o nome desmente o conteúdo da revista, há duas soluções: ou alteram o nome para o harmonizar com o conteúdo, ou alteram o conteúdo. No primeiro caso, “inventam” um novo nome adequado a uma revista generalista. Se optarem pela segunda solução, devem alterar o conteúdo de modo a dar um forte predomínio às matérias científicas e tecnológicas. Reparem que na primeira solução, o nome existente é enganador dos leitores pois sugere uma revista dedicada à divulgação de matérias científicas quando ela é, predominantemente, generalista.

    Se desejarem discutir alguns detalhes, ou desenvolver alguns aspectos do que acabei de expor, estou inteiramente à vossa disposição. Podemos debater este tema através da Net.

    Cordiais saudações

    Alfredo Valentim – assv497@netcabo.pt

  • Sylvia Fernanda:

    Quanto ao uso em carros particulares…
    Com as devidas “calotas”, sim!
    Creio que com o avanço do experimento, outras melhorias surgirão. Obteremos maior conforto, e estaremos ecologicamente, corretos!!!

  • FERREIRA:

    Achei muito interessante essa invenção. Pena que vai acabar com a profissão de borracheiro. Esse é o preço da evolução.

  • Ideraldo Luis:

    A matéria está legal, mas se eu não estou enganado, o correto é: “De acordo com cientistas o design da MÃE natureza é o mais eficaz.”

  • Renato Silva:

    Muito Legal este Pneu. A Pirelli já vem testando um Pneu assim a mais de 1 ano.

  • César:

    Um pneu comum pode ser calibrado para diferentes situações: andar em cidade de calçamento pede uma calibragem de 20 libras, talvez 22 libras no conjunto dianteiro, que sustenta o maior peso, e para andar em asfalto, eu não costumo usar menos que 26 libras atrás e 28 na frente, conforme coloco 30 libras em tudo, e pego a estrada.

    Com um pneu deste tipo, o sujeito terá que fazer uma escolha, se vai usar pneu mais duro ou mais macio, e aguentar a escolha que fez…

  • ANTÔNIO MICHIELIN:

    DEVERIAM TER CRIADO UMA CALOTA AINDA QUE FURADA SOBREPOSTA AO PNEU PARA TORNÁ-LO MAIS “PALATÁVEL” AO DESIGN DA ATUALIDADE.
    FICO AINDA A IMAGINAR TAL PNEU NO BARRO, TENDO TODA A COLMÉIA ENTUPIDA DE LAMA.
    E PRÁ LIMPAR DEPOIS?
    MESMO COM JATO DE ALTA PRESSÃO O INTERIOR FICA FOSCO SENÃO ESFEGADO.
    UMA BELA MÃO DE OBRA DIGNA DAS MAIS OPEROSAS ABELHAS…

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