Acordo histórico: finalmente, o mundo todo se une para tomar medidas contra a mudança climática

Por , em 15.12.2015

Pode chorar de alegria! Finalmente, depois de diversas conferências que não chegaram a lugar nenhum, o mundo todo entrou em acordo e decidiu que a mudança climática precisa ser impedida.

O pacto foi anunciado no último fim de semana em Paris, na França, depois de uma maratona de 15 dias de palestras mediadas pelas Nações Unidas. Um total de 195 países estão a bordo, tornando este o primeiro acordo de seu tipo.

E sobre o que concordamos? Em limitar o aquecimento global a algo abaixo de 2° C até o final do século.

Até China e EUA concordam

O mais significativo desse acordo é que duas nações que gostavam de tumultuar, mas não ajudar em nada – a China e os Estados Unidos – finalmente se renderam à mudança climática. Aceitando que suas consequências são piores do que qualquer benefício dos lucros capitalistas que suas indústrias geram, eles finalmente assinaram embaixo de um objetivo.

Descrevendo a meta como “ambiciosa”, o presidente Barack Obama observou que esta decisão mostra “o que é possível quando o mundo se une como um”.

A China deve fazer uma transição de uma economia intensiva em carbono para um modelo mais sustentável em breve, e os Estados Unidos vão reduzir as suas emissões em até 28% em comparação com os seus níveis de 2005.

A União Europeia também faz parte do novo combinado. Coletivamente, a UE, a China e os EUA são responsáveis por 45% das emissões de gases de efeito estufa do mundo.

As regras

O mundo enfrentava um aquecimento de pelo menos 3,6° C até o final do século. Mesmo com os planos de redução de carbono apresentados por diversos países no início da reunião, ainda ficaríamos com 2,7° C de aquecimento. Para os países mais pobres, qualquer aquecimento maior que 1,5° C poderia ser devastador.

Agora, com o novo acordo, o mundo todo se compromete a manter o aquecimento abaixo da “linha vermelha” de 2° C, e a mantê-lo o mais próximo de 1,5° C quanto possível.

O objetivo é chegar a um equilíbrio entre as fontes de emissões de dióxido de carbono – o gás de efeito estufa mais significativo – e seus vários “sumidouros”, incluindo as florestas e os oceanos do mundo, entre 2050 e 2100.

O acordo ainda enfatiza o aumento da utilização de fontes de energia renováveis. Um relatório recente da Agência Internacional de Energia afirma que 26% do mundo estará usando fontes de energia renováveis até 2020, devido ao seu baixo preço e maior eficiência. As provas desta tendência já são vistas em todo o mundo, da usina de energia solar avançada em Marrocos aos esforços legislativos das nações escandinavas.

Também haverá US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento, o que irá ajudá-los a fazer a mudança para fontes de energia mais limpas sem sofrer qualquer perda econômica.

Alívio verde

O progresso de todas as nações será analisado de cinco em cinco anos. Novas evidências científicas serão constantemente alimentadas nesse processo de revisão, o que permite um feedback em tempo real para os governos sobre como suas ações estão afetando o clima.

As metas de redução de cada nação serão gerenciadas pelas próprias, e não são juridicamente vinculativas – o que significa que renegar o acordo sem consequência é possível. No entanto, muitos já estão contentes de pelo menos termos concordado em alguma coisa.

A reação global de políticos, empresas, cientistas e grupos ambientalistas foi positiva. “Esta foi a última chance”, disse Miguel Arias Canete, comissário de energia da Europa, ao jornal The Guardian. “E nós a agarramos”.

O pacto foi feito em meio a uma atmosfera de solidariedade global sem precedentes; em particular, o apoio do público americano por um acordo ambiental alcançou um novo recorde. Com o aquecimento desde o início da revolução industrial ocorrendo 47.100 vezes mais rápido do que a mudança de temperatura durante o último período de efeito estufa que ocorreu naturalmente, esse fim de semana certamente representou um respiro de alívio ouvido em toda a Terra. [IFLS]

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