É simplesmente INACREDITÁVEL que esta seja uma das 10 piores ameaças à saúde mundial

Por , em 18.01.2019

O movimento antivacina existe em muitos países, inclusive no Brasil. Por aqui, o movimento tem aumentado nos últimos anos, especialmente desde 2014. Naquele ano, o governo percebeu pela primeira vez que a classe A estava vacinando cada vez menos seus filhos quando comparado com a população geral.

Em 2017, a vacinação de crianças teve o seu menor nível em 16 anos. Segundo o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, pela primeira vez todas as vacinas indicadas para crianças com menos de 12 meses ficaram abaixo da meta de 95% de crianças imunizadas.

Cada vez menos crianças estão sendo imunizadas contra poliomielite, que também tem como meta a vacinação de 95% das crianças com menos de cinco anos de idade. Em 2017, mais de 300 municípios do país tiveram menos de 50% de suas crianças pequenas vacinadas.

Isso é um enorme retrocesso no Brasil, que sempre teve um programa exemplar de vacinação e conseguiu erradicar doenças como poliomielite, sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita.

Mas isso não significa que essas doenças não podem voltar, já que elas ainda existem em outros países. No primeiro semestre de 2018, por exemplo, foram registrados 263 casos de sarampo apenas no Amazonas, associados à chegada de refugiados venezuelanos na região.

A Organização Mundial de Saúde alertou que o movimento antivacinação está entre as dez principais ameaças para a saúde global em 2019, ao lado de outros problemas urgentes. Confira abaixo lista da OMS:

10. HIV

Prevalência de HIV no mundo em 2017


O progresso feito nesta área tem sido enorme em diferentes momentos: testes, tratamento e prevenção. Mesmo assim, a epidemia continua, com 1 milhão de pessoas morrendo todos os anos da doença. Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões de pessoas já pegaram a doença, e 35 milhões morreram.

Neste ano a OMS vai trabalhar com países para apoiar a introdução de auto-testes para que mais pessoas conheçam o seu status e possam receber o tratamento.

9 . Dengue

Aedes aegypti, transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya


A dengue pode ser letal para 20% das pessoas que têm a forma mais grave da doença, e tem sido uma ameaça crescente nas últimas décadas.

Um maior número de casos acontece na estação das chuvas na Índia e Bangladesh, mas recentemente essas estações têm ficado cada vez mais longas. Em 2018, Bangladesh registou o maior número de mortes pela dengue nas duas últimas décadas.

A doença tem se espalhado para regiões menos tropicais e mais temperadas, como Nepal, que não costumava registrar a dengue.

40% da população mundial está sob risco de ter dengue. A Estratégia de Controle da Dengue da OMS quer reduzir as mortes em 50% até 2020.

8. Hesitação na vacinação


A hesitação na vacinação pode reverter o progresso feito na luta contra doenças preveníveis por vacina.

A vacinação tem o melhor custo-benefício para evitar doenças, e atualmente previne entre 2 e 3 milhões de mortes por ano, e outras 1,5 milhão de vidas poderiam ser salvas se houvesse uma cobertura global de vacinação.

Casos de sarampo, por exemplo, aumentaram 30% no mundo recentemente.

Os motivos pelos quais as pessoas escolhem deixar de vacinar são complexos: há falta de acessibilidade para alguns e falta de confiança em outros.

Trabalhadores da área da saúde são as fontes mais confiáveis de informação sobre as vacinas, e devem receber apoio para fornecer informações confiáveis sobre vacinas.

7. Cuidados primários fracos


Os cuidados primários podem atender à maioria das necessidades de saúde de uma pessoa por toda a sua vida, e devem ser acessíveis pela comunidade geral. Esses cuidados são o primeiro passo para que um país consiga atingir um sistema de saúde universal.

6. Ebola


Em 2018, a República Democrática do Congo teve dois surtos de Ebola em cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Uma das regiões também era uma zona de conflito ativo.

Outras doenças preocupantes são febre hemorrágicas, Zica, vírus Nipah, Síndrome Respiratória por Coronaveirus do Oriente Médio e Síndrome Respiratória Aguda Grave.

5. Resistência a antimicrobiais


Bactérias e vírus estão se tornando resistentes aos antibióticos e antivirais existentes atualmente. Estamos em uma corrida contra o tempo para que novos medicamentos sejam desenvolvidos. Caso isso não aconteça, perderemos a habilidade de tratar doenças como pneumonia, tuberculose e gonorreia. A inabilidade de tratar infecções complicaria seriamente as cirurgia e procedimentos como quimioterapia.

Em 2016, 600 mil pessoas se mostraram resistentes ao tratamento da tuberculose com o medicamento rifampicina, o melhor disponível atualmente.

A resistência a medicamentos acontece quando eles são utilizados de forma desnecessária em pessoas e também em animais, especialmente nos bovinos, suínos e aves.

4. Ambientes vulneráveis


Mais de 1,6 bilhão de pessoas (22% da população global) vive em locais que enfrentam longas secas, fome e conflitos e que têm serviços de saúde fracos. Por isso, essa população fica sem acesso aos cuidados básicos.

3. Pandemia de gripe global


O mundo deve enfrentar neste ano outra pandemia de influenza, mas não sabemos quando ou quão severa ela vai ser.

A OMS monitora a circulação dos vírus da gripe para detectar as cepas que têm maior potencial para pandemias. Todos os anos, a organização recomenda quais cepas devem ser incluídas na vacina de gripe para proteger a população contra a gripe sazonal.

2. Doenças não transmissíveis


Doenças não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardíacas são responsáveis por 70% das mortes no mundo todo, com 41 milhões de pessoas morrendo prematuramente por ano.

Cinco fatores de risco aumentam as chances de se desenvolver essas doenças: tabaco, sedentarismo, bebidas alcóolicas, dietas ruins e poluição do ar.

1. Poluição do ar e mudança climática


90% da população mundial respira ar poluído todos os dias. Os poluentes microscópicos no ar penetram no sistema respiratório e respiratório, danificando pulmões, coração e cérebro, matando 7 milhões de pessoas prematuramente todos os anos de doenças como câncer, derrame e doenças do coração e pulmão.

A grande maioria dessas mortes acontece em países de baixa ou média renda, onde há grande emissão de poluição pelas indústrias, meios de transporte e também por fogões à lenha ou carvão pela população mais carente.
[OMS, Sociedade Goiana de Pediatria, BBC Brasil]

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