Artista usa pintura corporal para trazer estruturas anatômicas à vida

Por , em 5.11.2013

Danny Quirk é um artista com um objetivo: fazer com que as pessoas não tenham medo de quem elas são.

Como ele faz isso? Desenhando aspectos anatômicos de todos os seres humanos em indivíduos vivos.

O ilustrador sempre teve um interesse pessoal em ciências da vida e queria se inscrever em cursos de Medicina com a esperança de iniciar uma carreira em ilustração biomédica. Depois de ser recusado por falta de formação científica, ele se matriculou em biologia celular, química orgânica, anatomia e fisiologia em faculdades diferentes de Massachusetts (EUA).

No entanto, ele se viu sem inspiração pela falta de interatividade das matérias. Então, Danny começou a entrar em contato com pesquisadores da área biomédica para adquirir informações adicionais em seu tempo livre. Foi assim que ele conheceu Kathy Dooley, professora no Albert Einstein College of Medicine (EUA), que pediu que Quirk produzisse ilustrações biomédicas para ela.
O artista aceitou a encomenda, pedindo como pagamento uma vaga na aula de anatomia de Dooley.

Foi durante seu curso de dissecção de cadáveres que Quirk viu pela primeira vez o que realmente existe dentro de um corpo. Logo depois, ele começou a recriar as estruturas anatômicas que observou em pessoas, usando marcadores permanentes e tinta látex.

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As pinturas são como “palestras vivas”, segundo Danny. Ao contrário de uma representação 2D, a pintura em modelos vivos torna a arte interativa. E como os modelos estão respirando, são menos intimidantes para a maioria dos espectadores do que um cadáver.

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Quirk se esforça para garantir precisão anatômica em cada uma das suas obras. Uma aplicação típica de pintura corporal pode levar até oito horas para ser concluída, e só dura cerca de 12 a 15 horas no modelo.

“O trabalho de Danny alcançou grande apelo popular, expandindo a ilustração médica para a arte contemporânea”, disse Tonya Hines, presidente da Associação de Ilustradores Médicos dos EUA.

Apesar disso, o foco de Quirk continua sendo os aspectos educacionais de sua arte. Ao tirar o elemento “repugnante” da anatomia (os cadáveres), Quirk espera “tornar as pessoas animadas e curiosas sobre si mesmas”, de forma que elas gostem do que vejam, em oposição a sentir nojo.

“Como a disciplina de ilustração médica é toda sobre a educação, acho fabuloso que o público seja atraído para o seu trabalho”, opina Hines. [TheScientist 1 e 2, DQ Facebook, DQ Tumblr]

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