Porque você deve comer seus vegetais

Por , em 5.04.2012

Muitos animais utilizam cores, baseadas em carotenoide, para indicar sua capacidade de atração. Os carotenoides são gerados por organismos fotossintéticos, como plantas, bactérias, algas e fungos, e são responsáveis pela coloração amarelada e avermelhada, como, por exemplo, a plumagem vermelha brilhante de pássaros cardeais.

As cores (baseadas em carotenoides) dos animais são o nosso equivalente ao que é ser “sexy”, porque indicam a capacidade de um animal de se alimentar de forma eficiente.

Elas também fornecem informações sobre a fisiologia subjacente de um indivíduo. Os carotenoides ajudam a proteger os tecidos contra estresse oxidativo, então níveis mais elevados de coloração podem indicar robustez contra doenças cardiovasculares, diabetes, cânceres e outros processos degenerativos relacionados com a idade.

Carotenoides também parecem facilitar a atividade imunológica, e podem, portanto, sinalizar a capacidade de um animal de tolerar e/ou combater infecções.

Os seres humanos também, dentre muitas espécies, expressam pigmentação carotenoide. Inclusive, um estudo recente indicou que até mesmo pequenas variações no nosso consumo de carotenoide – principalmente na forma de frutas e legumes – podem levar a diferenças visíveis na cor da nossa pele.

E, claro, essas diferenças estão associadas com o quanto atraentes e saudáveis nós parecemos para as outras pessoas.

A nova pesquisa durou seis semanas. 35 voluntários foram analisados no início do estudo, com 3 semanas, e depois com 6 semanas.

A coloração das peles foi medida utilizando um espectrofotômetro, que emite luz em uma área de pele e registra quanto do que é refletido e que cores estão presentes na luz refletida, o que produz um resultado que indica leveza, vermelhidão e amarelamento do pedaço de pele examinado (sete, no caso desse estudo).

Em média, os voluntários relataram ingerir 3,4 porções de frutas e vegetais por dia (geralmente, especialistas recomendam 5 porções por dia).

Participantes que aumentaram o seu consumo ao longo do estudo pareciam mais bronzeados, um padrão que foi sem dúvida impulsionado por aumentos significativos nas cores vermelho e amarelo.

O resultado foi visto em todos os sete pedaços de pele examinados, e não apenas no subconjunto dos três no rosto. Também, as variações só foram perceptíveis depois de 6 semanas, e não 3.

Para ter certeza de que os padrões observados realmente resultaram do consumo de carotenoides, os cientistas examinaram mudanças na refletância da pele ao longo da gama de comprimentos de onda dominados por coloração carotenoide.

Os padrões experimentais foram comparados com as curvas de refletância de três diferentes carotenoides (alfa-caroteno, beta-caroteno, e licopeno), e com a melanina, o pigmento responsável pelo escurecimento de nossa pele.

A curva média de carotenoides alinhava estreitamente com a curva de refletância descrevendo o padrão observado nos participantes do estudo, o que parece ter sido impulsionado principalmente pelo licopeno, o carotenoide encontrado em frutas como tomate e mamão.

Os dados de refletância observados não foram, no entanto, semelhantes à curva de melanina. Juntas, as descobertas indicam que o aumento no consumo de frutas e vegetais – especialmente vermelhos brilhantes – pode resultar em alterações visíveis em nossa pele.

Como somos e como parecemos

Para saber que diferença isso fazia socialmente, os pesquisadores pediram que pessoas analisassem fotos dos participantes do estudo dizendo se pareciam atraentes, saudáveis, etc.

Os rostos que foram classificados como mais amarelados, mais saudáveis e mais atraentes foram aqueles com mudanças positivas na cor da pele baseadas no consumo de frutas e vegetais.

Uma diferença de pouco menos de 2 porções por dia já é suficiente para permitir uma discriminação de pele mais amarela, enquanto os rostos percebidos como mais saudáveis e atraentes consumiam 2,9 e 3,3 porções a mais por dia, respectivamente.

Os autores apontam que o tom original da pele pode desempenhar um papel importante, já que indivíduos asiáticos e africanos, por exemplo, têm geralmente tom de pele mais escuro do que os caucasianos e, portanto, requerem maiores mudanças na dieta a fim de alcançar diferenças visíveis na cor da pele.

Curiosamente, porém, um estudo anterior do mesmo laboratório descobriu que pessoas de todas as etnias achavam a pele amarelada mais saudável e atraente, independente da etnia da pessoa com a pele mais amarelada.

Existem ainda algumas perguntas sem resposta – por exemplo, as pessoas atingem um “ponto de saturação” em que o aumento do consumo de carotenoide não tem mais benefícios positivos? Como, exatamente, os carotenoides mudam a cor da nossa pele, como pigmentos, ou levando à melhora do fluxo sanguíneo? A visão de cores torna-se menos aguda com a idade, então maiores fluxos de carotenoides são necessários para chamar a atenção de espectadores mais velhos?

Quaisquer que sejam as respostas a estas perguntas, uma coisa é certa: nossos pais tinham razão em nos obrigar a comer frutas e vegetais.[Science2.0]

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43 comentários

  • Ricardo:

    Resíduos nos alimentos estão em conformidade com a legislação, diz Mapa
    De quase 20 mil amostras de carnes, leite, ovos e pescados, 99,78% estão dentro dos padrões exigidos pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes
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    As carnes, o leite, os ovos e pescados consumidos pelos brasileiros estão, quase que em sua totalidade, de acordo com os padrões de conformidade determinados pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/Animal). O alto índice foi apontado pelo monitoramento do programa em carnes (bovina, suína, eqüina, de avestruz e de aves), leite, ovos, mel e pescado, realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
    De 19.267 análises realizadas em 2011, 99,78% foram consideradas conformes. O índice é semelhante ao registrado em 2010: 99,83%. Apenas 42 amostras – 0,22% do total – apresentaram irregularidades. O principal problema encontrado foi o alto índice de detecção de arsênio em pescado de captura, diagnosticado em 18 casos.
    Os resultados foram divulgados por meio da Instrução Normativa nº 7, publicada no Diário Oficial da União (DOU), no dia 5 de abril. O Mapa monitora a quantidade de resíduos de produtos veterinários aplicados nos alimentos pelos produtores rurais, como antimicrobianos e vermífugos. O Ministério identifica também se os produtores estão obedecendo às recomendações de uso aprovadas e disponíveis na bula do medicamento.
    Os casos de não conformidade identificados serão comunicados aos setores produtivos responsáveis. A partir da comunicação, deverão desenvolver ações para diminuir o risco de novas ocorrências dessa natureza, conforme está previsto pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).
    No ano passado, o monitoramento do número de antimicrobianos em leite foi ampliado e estendeu-se para a carne de avestruz, além de ter sido promovida uma estruturação para as espécies caprina e ovina. Neste ano, mais dois Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro) – em Goiás e no Pará – passaram a participar das análises laboratoriais do PNCRC/Animal.
    Agora, o Programa conta com Lanagros em todas as regiões do País e mais seis laboratórios (públicos ou privados) credenciados. Estão previstos R$ 6 milhões para custear as análises do programa de monitoramento e capacitar técnicos e profissionais envolvidos na iniciativa em 2012.

  • Bovidino:

    marcos Pedroso e Ricardo,
    Como já disse, volto a repetir:
    Parece que vocês não tem acompanhado com muita frequência os temas deste blog. Há muitas e severas críticas aos medicamentos também. Nenhum dos dois, agrotóxicos ou medicamentos, são vistos com bons olhos e sem críticas contundentes pela maioria da população. Ambos são produtos de indústrias bilionárias e são useiros e vezeiros em burlar as leis, o bom senso e o que é pior, todos os princípio éticos e morais em favor do lucro. Todas as suas ponderações e argumentos, não vão mudar a opinião já formada por tantas experiências negativas que a população vem sofrendo há muitos anos. O problema exige uma reflexão e uma reforma mais ampla cuja discussão não cabe neste pequeno espaço e certamente não é com argumentos e atitudes corporativistas ou reações indignadas que acharemos uma solução.

  • Ricardo:

    No Brasil, de uma maneira geral, remédios causam mais prejuízos ao fígado, aos rins, ao estômago, do que agrotóxicos. Isso ninguém vê. Por que não criticam os remédios também? É cultura e tradição do brasileiro criticar os agrotóxicos (tudo bem que no passado o BHC, o DDT, etc., causaram essa ideologia que se tem hoje), mas hoje os defensivos agrícolas são tão moderno quanto remédios, e se utilizados somente sob prescrição do Engenheiro Agrônomo, não causam problemas nenhum. O que acontece é que muitas vezes o produtor não respeita o que consta no Receituário Agronômico e aplica defensivos até próximo da colheita. Também vale citar que a mídia é leiga e faz todo um escândalo em cima disso. Mas ao invés de criticarem o uso de defensivos, que tal manifestarem para que se faça valer a presença do Engenheiro Agrônomo nas prescrições de defensivos. Assim utilizaria-se criteriosamente esses produtos e resolveria-se o problema dos resíduos de defensivos nos alimentos. O resto é utopia! Falar em orgânicos é bonito, mas quem se habilitaria a comprar uma hortaliça roída pelas lagartas, percevejos, nematóides, etc.? E tem outra: produzir orgânicos para alimentar 7 bilhões de habitantes é utopia. Quero ver quem se habilitaria a tratar de pneumonia, ou infecção urinária, ou trombose sem tomar remédios…

  • Bovidino:

    Matei a charada. Está no título do texto:
    “Porque você deve comer SEUS vegetais.”, ou seja, aqueles que você mesmo planta e cuida. Faça sua horta em casa. Não use agrotóxico.

    • marcos Pedroso:

      Bovidino, boa noite.
      Favor ler abaixo as duas opiniões do Ricardo para a Elizabeth.
      Abraço. Marcos

  • Natalia:

    Pele amarela???? Mais fácil pegar uma doenta hepática. Não sei daonde a pele amarela é a mais atraente. Prefiro a verde…
    Mas, falando sério..Deu até vontade de parar de comer legumes depois dessa. Se era pra convencer, o tiro saiu pela culatra. No, thanks… Não quero ficar amarela

    • Antonio Fragoso Dos Santos:

      Pele coráda mais saudável:
      A meu ver, dá-se, há perceber, que pessoas mais coradas são mais ativas, meu filho de 5 anos quando está bem corado não fica quiéto não faz sesta.
      Queda ocioso quando se apresenta menos corado,
      Percebo que quando mais corado fico mais ativo

  • Ricardo:

    Esse negócio de “veneno potente” é conversa. No Brasil temos a Anvisa que regula isso muito bem. Falando de remédios, a sibutramina é proibida em muitos países do mundo, mas no Brasil pode-se utilizar. Por que ninguém vai contra??? Então, resumindo, o problema de tudo isso é o desrespeito ao prazo de carência após a aplicação de agrotóxicos, em alguns casos. Os defensivos utilizados corretamente e somente quando prescritos por Engenheiros Agrônomos não apresentam problema nenhum. O pessoal fala em orgânicos, mas isso é utopia em grande escala, pois se a lagarta consumir um milímetro da hortaliça o consumidor já deixa na banca sem comprar. Enquanto o consumidor “comprar com os olhos”, irá consumir produtos que foram produzidos sob aplicação de defensivos, mas isso nem sempre é problema, se o defensivo foi utilizado corretamente.

  • marcos Pedroso:

    Vamos ter bom senso.
    Ser agricultor é ter a árdua tarefa de produzir alimentos.
    Alimentos convencionais são produzidos dentro de técnicas agronômicas e tem todos nutrientes necessários a uma boa alimentação.
    Defensivos agrícolas são usados porem tem carecia, (tempo necessário para a completa eliminação do produto dentro da planta cultivada.). Os alimentos convencionais são tão bons que nossa expectativa de vida aumenta a cada ano, devido à fartura de alimentos a preços baixos na mesa dos brasileiros.
    Quem entender que deve comprar alimentos orgânicos obviamente mais caros tenha bom proveito, mas, por favor, não fale mal dos produtores rurais e nem de alimentos convencionais produzidos com responsabilidade.

    • Bovidino:

      marcos,
      “….alimentos convencionais produzidos com responsabilidade…”

      Se puder, depois passa para nós, os nomes e os endereços desses que são produzidos ‘com responsabilidade’.

    • marcos Pedroso:

      Bovidino, boa noite,
      Nenhum produtor vai jogar defensivo agrícola quando não há necessidade.
      Os agrotóxicos são receitados como um médico receitando remédios, ou seja, quando necessário. Falam muito de contaminação, mas são raríssimos os casos que provam que alguém foi intoxicado com agrotóxicos nos alimentos.
      Se dividirmos a área da terra que é 510 milhões de quilômetros quadrados por sete bilhões de pessoas e dividir por quatro para achar a parte de terra e dividir por quatro novamente (25% somente é solo agricultável) mostram que cada habitante da terra tem apenas 4.000 metros quadrados.
      Sou eng. Agrônomo, trabalho com responsabilidade como 99% de meus colegas e garanto a você que agricultura orgânica por ter produtividade baixa não tem condições técnicas de alimentar o povo. A teoria Malthus somente não esta certa devido os avanços tecnológicos da agricultura moderna e a alimentos transgênicos.
      Lembro-te também que alimentos orgânicos trabalham com fezes bovinas, suínas e de aves, requer também muita responsabilidade para fazer um alimento sem contaminação por microorganismos patógenos.
      Compre seus alimentos não tão maduros, lave antes de guardar na geladeira e coma com tranqüilidade.
      Abraço.
      Marcos

    • Bovidino:

      marcos Pedroso, muito bom dia,
      Não estou aqui para duvidar da sua honestidade ou da sua responsabilidade com a produção de alimentos. Entretanto, todos sabemos que essa atividade comercial não é diferente de qualquer outra e que portanto visa o lucro em primeiro lugar. Acreditar que os defensivos agrícolas são utilizados da forma tão responsável como você quer nos fazer crer, seria no mínimo muita ingenuidade. Também não estou defendendo a mudança para o cultivo orgânico em grande escala até porque isso não resolveria o problema, pois considerando que o objetivo principal continuaria a ser o lucro, surgiriam outros problemas talvez até piores. Por mais utópico que possa ser, e considerando o seu cálculo de 4 mil metros quadrados para cada habitante, acredito que a melhor solução, seria o governo fazer uma mini reforma agrária distribuindo essa gleba para cada um produzir o seu próprio alimento da forma que achar mais conveniente.

    • Ricardo:

      Olá amigo Bovidino!
      Por que o pessoal só critica a utilização de agrotóxicos, sendo que os medicamentos podem ser tão prejudiciais quanto? Repito: Não querendo defender os agrotóxicos, mas a utilização sob prescrição do Engenheiro Agrônomo (dose, princípio ativo, número de aplicações e período de carência respeitados) não conferem problema nenhum aos alimentos. Como Engenheiro Agrônomo afirmo isso com convicção. São muitos os testes exigidos aos laboratórios para um produto ser registrado para ser utilizado na lavoura. E esses testes são verificados por Anvisa, Ministério da Agricultura, IBAMA, etc. Atualmente para um laboratório registrar um produto para X cultura, são gastos US$ 300 milhões (dóllares). São feitos testes de teratogenicidade, carcinogenicidade, impacto ambiental diverso, meia vida, DL50, DL99… etc, etc (ficaria uma hora aqui escrevendo). O que existe na verdade são muitos exageiros e ideologias, principalmente quando o negócio cai na mídia manipuladora, como no ano passado (embora tenha sido verdade). Mas sei que os problemas existem sim, principalmente quando não seguido as normas agronômicas. Mas voltando na questão dos remédios, muitos deles são os mesmos princípios ativos de agrotóxicos utilizados na lavoura, como por exemplo os triazóis (fungicidas utilizados para micose), os piretróides e avermectinas (utilizadas para vermes e piolhos), os benzimidazóis (vermífugos em humanos e fungicidas nas lavouras), a warfarina (veneno de rato empregado para tratamento de trombose, etc, etc). Neste caso não há polêmica porque foi o “doutor” quem prescreveu, entende? Mas lembrando que da mesma forma que há pessoas que tomam remédios sem critérios, sempre a casos de agricultores que tbm empregam erroneamente (casos isolados). Mas quando o produto for prescrito pelo Engenheiro Agrônomo e utilizado corretamente, não haverá problemas. (AO INVÉS DA BRIGA PARA PROIBIR AGROTÓXICOS, QUE TAL UMA CAMPANHA PARA QUE OS MESMOS SEJAM UTILIZADOS SOMENTE SOB CRITÉRIOS AGRONÔMICOS E SOB SUPERVISÃO DO ENG. AGRÔNOMO..?) Seria muito mais eficiente e de acordo com a realidade. Abraço!!

    • marcos Pedroso:

      Bovidino, boa noite,
      No tempo de meu avô, na forma de agricultura orgânica obrigatória (sem adubo e defensivos), produzíamos 28 sacos de milho de 60 kg por hectare, meu avô e os filhos trabalhavam 12 horas por dia na enxada, e isto é desgastante para um ser humano.
      Seria algo assim que você propõe? Acredito que não. E também morreríamos de fome no primeira semana.
      Hoje colhemos em media 205 sacos de milho por hectare, Deixamos um boi pronto comendo somente pasto com dois anos, um suíno com seis meses e um frango com 48 dias.
      Quanto à reforma agrária, como pegar um desocupado da cidade e pedir a ele para se tornar um produtor rural com eficiência? Requer muito conhecimento de tecnologia e disposição para o trabalho árduo no campo, e esse treinamento demoraria no mínimo dez anos.
      Somente para você saber como são os assentamentos de reforma agrária, saiba que sempre continua dependente do governo, a maioria recebe uma cesta básica por mês (vinda da agricultura convencional) e também dinheiro a fundo perdido. ( Os impostos pagam conta).
      Sei que as pessoas da cidade pensam que é fácil ser produtor rural e que não precisa ser inteligente, de alguma forma este pensamento me deixa muito triste e é por isso que tento explicar para vocês.
      Abraço, Marcos.

    • Bovidino:

      Caro Ricardo,
      Parece que você não tem acompanhado com muita frequência os temas deste blog. Há muitas e severas críticas aos medicamentos sim senhor. Nenhum dos dois, agrotóxicos ou medicamentos, são vistos com bons olhos e sem críticas contundentes. Ambos são produtos de indústrias bilionárias e são useiros e vezeiros em burlar as leis, o bom senso e o que é pior, todos os princípio éticos e morais em favor do lucro.

    • Elizabeth:

      marcos Pedroso,
      me perdoe, mas isso de “completa eliminação do produto dentro da planta cultivada” é irreal
      A casca dos vegetais não é impermeável e o veneno que é colocado sobre eles também penetra no alimento e não desaparece como você diz.
      Alguma parte do veneno é lavada com a chuva mas não some sozinho sem deixar resíduos.

      Será que esses agricultores que produzem com responsabilidade concordariam em se submeter ao teste da verdade?
      Basta colocar uma quantidade desses “defensivos” agrícolas em um copo de água, aguardar o tempo de carência para o produto sumir e beber essa água.
      Algum se habilita?

    • marcos Pedroso:

      Elizabeth, bom dia.
      Assim como nosso corpo elimina completamente resíduos de remédios e antibióticos após alguns dias, a planta também tem esta capacidade de eliminar os resíduos de agrotóxicos pela corrente seivinea quando deixamos passar o tempo de carência determinado para cada produto.
      No Brasil a ANVISA tem os parâmetros mais rígidos do mundo.
      A maioria dos defensivos passa mesmo pela casca (São sistêmicos), mas existem produtos de contato e estes não passam pela casca e são eliminados pelo tempo de carência, mas lavar é sempre muito importante, seja para orgânicos ou convencionais.
      Quanto a tomar o agrotóxico no copo isso é diferente, eu não tomaria. Mas comer alimentos convencionais, faço isso todos os dias, principalmente tomate e laranja que são antioxidantes.

    • Ricardo:

      Olá amiga Elizabeth!
      Por que o pessoal só critica a utilização de agrotóxicos, sendo que os medicamentos podem ser tão prejudiciais quanto? Repito: Não querendo defender os agrotóxicos, mas a utilização sob prescrição do Engenheiro Agrônomo (dose, princípio ativo, número de aplicações e período de carência respeitados) não conferem problema nenhum aos alimentos. Como Engenheiro Agrônomo afirmo isso com convicção. São muitos os testes exigidos aos laboratórios para um produto ser registrado para ser utilizado na lavoura. E esses testes são verificados por Anvisa, Ministério da Agricultura, IBAMA, etc. Atualmente para um laboratório registrar um produto para X cultura, são gastos US$ 300 milhões (dóllares). São feitos testes de teratogenicidade, carcinogenicidade, impacto ambiental diverso, meia vida, DL50, DL99… etc, etc (ficaria uma hora aqui escrevendo). O que existe na verdade são muitos exageiros e ideologias, principalmente quando o negócio cai na mídia manipuladora, como no ano passado (embora tenha sido verdade). Mas sei que os problemas existem sim, principalmente quando não seguido as normas agronômicas. Mas voltando na questão dos remédios, muitos deles são os mesmos princípios ativos de agrotóxicos utilizados na lavoura, como por exemplo os triazóis (fungicidas utilizados para micose), os piretróides e avermectinas (utilizadas para vermes e piolhos), os benzimidazóis (vermífugos em humanos e fungicidas nas lavouras), a warfarina (veneno de rato empregado para tratamento de trombose, etc, etc). Neste caso não há polêmica porque foi o “doutor” quem prescreveu, entende? Mas lembrando que da mesma forma que há pessoas que tomam remédios sem critérios, sempre a casos de agricultores que tbm empregam erroneamente (casos isolados). Mas quando o produto for prescrito pelo Engenheiro Agrônomo e utilizado corretamente, não haverá problemas. (AO INVÉS DA BRIGA PARA PROIBIR AGROTÓXICOS, QUE TAL UMA CAMPANHA PARA QUE OS MESMOS SEJAM UTILIZADOS SOMENTE SOB CRITÉRIOS AGRONÔMICOS E SOB SUPERVISÃO DO ENG. AGRÔNOMO..?) Seria muito mais eficiente e de acordo com a realidade. Abraço!!

    • marcos Pedroso:

      Ricardo, boa noite.
      De alguma forma te agradeço e faço minhas as suas palavras.
      Abraço, Marcos Pedroso.

    • Elizabeth:

      Marcos, Ricardo, boa tarde!
      Sou “natureba” e assim como não consumo agricultura convencional nem alimentos industrializados, não faça uso de medicamentos alopáticos.
      A natureza tem muito a nos oferecer para cura de doenças. Também existem produtos naturais e técnicas para evitar pragas na agricultura.
      Assim como os médicos alopatas criticam os médicos que curam com homeopatia, fitoterapia, acupuntura…etc, provavelmente agrônomos que usam defensivos também discordam dos agrônomos que usam técnicas naturais.

      Não existe argumento que me convença a aceitar o uso de químicos, pois prefiro poupar meu fígado e rins do trabalho de tentar eliminá-los e sofrer alguma doença no futuro.
      Mas, mesmo que alguém conseguisse convencer-me, eu não teria como saber o quanto de defensivos foi aplicado no alimento que está a venda no mercado, eu não sei se o agricultor respeitou a quantidade e o nº de aplicações recomendadas, se ele não usou defensivos contrabandeados que foram proibidos…
      Enfim, produtos orgânicos são certificados e os convencionais não são.
      Outro problema sério são as grandes indústrias de produtos químicos (farmacêuticos e agrícolas), que só pensam nos lucros e, ironicamente, não pensam na saúde das pessoas, mas aí já saio do foco da matéria.

    • Valdeir:

      Briga, briga, eu não, não sou engenheiro agrônomo.Eu debato.
      Agora quem disse que não bebe um copo de agua com agrotóxico, pode estar bebendo sem ter consciência. Afinal, nem todo agrotôxico fica na planta, mas escorre para o solo e se infiltra e é carregado com a agua para os lençóis freáticos que um dia abastece algum poço artesiano e de lá para seu copo, ou para o copo de seu filho, de sua mãe, de seu ente mais amado. Ah que sede.
      Produzir orgânico era tão caro, mas tão caro, que a nossa produção de café na época do Getúlio dava tão pouco, que o governo teve que queimar milhões de sacas de café. Era tudo orgânico viu. Não sei como dava tanto café. Vai entender, será porque o solo era vivo.

    • Ricardo:

      Concordo com você Valdeir. Quanto menos agrotóxicos, melhor. Existe sim, como você falou, casos raros onde as moléculas do defensivo pode atingir o lençol freático. É o que equivale ao efeito colateral dos remédios. Porém isso hoje é bem regulamentado pelo MAPA, Anvisa e Ibama. Mas sabemos também que a cada dia os produtos são mais modernos e esse problema se torna cada vez menor (obs.: não estou defendendo o emprego de defensivos). A meia-vida (parâmetro indicador que define o tempo de degradação dos produtos no solo) é bem, mas bem menor do que produtos a base de cloro utilizados no passado, a exemplo do benzeno hexaclorado (BHC) e DDT (dicloro-difenil tricloroetano) e similares. Pode ficar tranquilo em relação ao resíduo de defensivos nas hortaliças. É claro que existem casos sim onde realmente existem resíduos em níveis aceitáveis, principalmente onde não houve a presença do Engenheiro Agrônomo no processo de produção (é como alguém que se auto-medicasse, no caso o agricultor). Em relação à produção de café na época do Getúlio, gostaria de saber de onde você retirou a informação de que era “orgânico” e que não utilizava-se veneno. Hoje se utiliza menos venenos nesta lavoura do que antigamente, mesmo tendo hoje mais pragas, doenças fúngicas, bacterioses e nematóides do que antigamente. Antigamente (época do Getúlio) costumava-se utilizar o pó-de-broca (BHC) para controlar a broca do café (Hypothenemus hampei), na dose de dezenas de quilos por hectare. Com o advento da ferrugem (Hemileia vastatrix) na década de 70, além do BHC, era comum a utilização dos produtos a base de cobre. A pesquisa agronômica, encabeçada pelos institutos como o IAC – Instituto Agronômico de Campinas e IBC – Instituto Brasileiro do Café, passou-se a desenvolver variedades de café resistentes à ferrugem, aos nematóides, às bacterioses, e pragas. É o que temos hoje. Não digo que ainda hoje não seja mais utilizado venenos, pois costuma-se utilizar sim fungicidas modernos e inseticidas em casos críticos (gramas por hectare, diferente do BHC e do cobre de antigamente, que chegava a uma centena de quilos por hectare por safra). Te afirmo com toda certeza que hoje o café é produzido com muito menos veneno do que na época do Getúlio. Sugestão: Pesquise sobre o pó-de-broca nas lavouras cafeeiras daquela época. Grande abraço e vamos desencucar, pois esse alarme todo é resultado da mídia, que também é leiga neste assunto.

  • Na boa: verdura só por obrigação:

    Aê Bovidino
    Se as verduras não fossem impregnadas de venenos, seriam mais saudáveis que a pipoca.
    A branquinha maravilhosa tem mais fibras que os vegetais, é saudável desde que não impregnada de manteiga e sal.
    Belê?

  • Ricardo:

    O pessoal só cita nos agrotóxicos. Os agrotóxicos nos alimentos são resultados da falta do Engenheiro Agrônomo no processo produtivo, assim o resultado é o uso sem critério desses produtos. Mas mais grave ainda (devido à falta de senso crítico das pessoas), é o uso de remédios no Brasil, mesmo sob prescrição médica. Remédios são tão prejudiciais quanto agrotóxicos, e a população não percebe isso, pois acha que porque se toma pela boca não faz mal. Mal sabem que prejudica o fígado e os rins, etc. O Brasil é o segundo maior consumidos de remédios do mundo (seria necessário tanto consumo de remédios?). Resumindo, remédios são tão prejudiciais quanto agrotóxicos, e o pior é que a população “não se toca” com isso…

    • Valdeir:

      Mas graças a influência da Monsanto também nos ministérios educacionais, o que mais se tem nos cursos de agronomia são defensores de herbicidas, pesticidas, etc. Quer ser agredido, vá num encontro acadêmico de algum curso de agronomia e defenda uma agricultura sustentável, sem defensivos fabricados pela monsanto.
      Em termo alimentares, estamos sendo aculturados externamente por grupos que querem dominar a forma que a população mundial tem que se alimentar. Esses grupos estão guardando as sementes de todas as plantas e distribuindo sementes que não se reproduzem para que os “agricultores” fiquem dependendo de suas sementes, isto entre muito mais.

    • Ricardo:

      Em partes concordo com você amigo Valdeir. Vá em um encontro médico e também exponha a ideia contrária à utilização de remédios. Entende como funciona? Seria fácil dizer que a homeopatia, os chás caseiros, o Yoga, a acupuntura, a benzedura, etc., seriam suficientes para curar os males do corpo. Se você tivesse com pneumonia, ou com infecção urinária, ou trombose, você se sujeitaria a não tomar remédio e fazer um tratamento como os que citei anteriormente? No Brasil, remédios judiam muito mais do fígado, dos rins, do estômago da população do que agrotóxicos. A diferença é a cultura da população, que não pensa nessas coisas (com isso o Brasil é o segundo maior consumidos de remédios do mundo, e o Rivotril é o segundo remédio mais tomado. Isso ninguém vê). E lembrando que muitos remédios possuem o mesmo princípio ativo de agrotóxicos, a exemplo dos fungicidas triazóis (utilizados para micoses e em lavouras), os piretróides e avermectinas (utilizados na lavoura como acaricida e via oral para controle de verminoses, piolhos, etc.), os benzimidazóis (fungicidas empregados em lavouras e para controle de verminoses em humanos, como o albendazol, mebendazol, etc), a warfarina (veneno de rato utilizado no tratamento de trombose) etc… mas mesmo sendo o mesmo princípio ativo de agrotóxicos, isso não quer dizer que faça mal, entende? Resumindo: Concordo que exista sim em alguns casos níveis elevados de agrotóxicos em algumas hortaliças, mas isso é resultado da falta da prescrição técnica realizada pelo Engenheiro Agrônomo. Se o produto for utilizado corretamente (respeitando dosagem, número de aplicações, intervalo de carência, princípio ativo correto àquela lavoura, etc), não há problema nenhum. No Brasil existe vários órgãos que regulamentam isso, a exemplo do Ministério da Agricultura, da Anvisa, do IBAMA (parte ambiental), etc. E para um laboratório lançar um produto hoje no mercado, são gastos 300 milhões de dólares com pesquisas de teratogenicidade, carcinogenicidade, influência no meio ambiente, etc. São tanto testados quando medicamentos. Ao invés de pregarem a proibição dos agrotóxicos (o que é uma utopia, pois ninguém quer comer uma hortaliça roída por lagartas, ou por nematóides, ou por caramujos, e orgânicos é possível produzir somente em pequena escala), seria interessante pregarem o uso somente sob prescrição do Engenheiro Agrônomo. Assim resolveria-se o problema dos resíduos em algumas hortaliças, resultado da falta deste profissional para assessorar o produtor rural (que não conhece a fundo sobre agrotóxicos). Abraço!

    • maritaca inconformada:

      Com o capitalismo selvagem, e o agronegócio, vc vem falar em falta de eng agronomos? DIGA, MEROS VENDEDORES DE AGROTÓXICOS.Poucos possuem ética profisional atualmente.

    • Ricardo:

      Não é que faltam Engenheiros Agrônomos no Brasil (em número de profissionais). Mas falta a fiscalização por parte dos órgãos competentes (CREA, MAPA e SEAB’s) para que se faça valer a obrigatoriedade da contratação por parte do agricultor de um Engenheiro Agrônomo para dá-lhe assistência técnica, pois lei para isso já existe, agora só falta fazê-la cumprir. E tem outra: Existem sim também os Engenheiros Agrônomos representantes de laboratórios (envolvidos com a parte de vendas, e isso não é antiético, pois necessita-se deste profissional para orientar a venda técnica), assim como também existem médicos e farmacêuticos responsáveis por cumprir metas de vendas de remédios. Mas pense bem, ainda é melhor que tal serviço seja feito por estes profissionais do que por vendedores leigos, que têm apenas segundo grau. E resumindo, o que estraga tudo é a falta da fiscalização que promove a obrigatoriedade (obrigatório por lei já é) da presença do Engenheiro Agrônomo no processo produtivo. Se deixarmos apenas por conta dos agricultores (muitos deles), mal sabem ler, por isso ocorrem tais problemas, como utilizar produtos não registrados para a cultura, intervalo de carência menor, dosagem errada, etc. Já com o Engenheiro Agrônomo presente seria diferente. E tem mais, o profissional Engenheiro Agrônomo hoje que não tiver ética profissional têm o registro cassado pelo CREA, pois a emissão dos Receituários Agronômico pelo Engenheiro Agrônomo é rigorosamente controlada pela SEAB e fiscalizada pelo CREA. E falando em produtos do Paraguai, isso é mais devido à questão dos impostos do que pelo fato do produto fazer mal, pois são os mesmos produtos. Não existe produto que é proibido em outro país que seja liberado somente no Brasil. A Anvisa controla muito bem isso. Mas concordo com você, quanto menos defensivos puder ser empregados, melhor para todos, inclusive para o bolso do produtor. Mas isso nem sempre é possível. Imagine alguém com pneumonia precisando de tomar um antibiótico… Alguém se habilitaria a não tomar o antibiótico? Entende como funciona…? Em último caso tem que tomar para se salvar. Na agricultura é mesma coisa: se a praga vai destruir a lavoura, temos que controlá-la antes, pois ninguém quer uma couve ou uma alface roída por lagartas ou caramujos…

  • Valdeir:

    correção:

    Cinco litros de venenos por habitante ano.

  • Valdeir:

    Um probleminha, o Brasil é o campeão de uso de veneno por habitante com um consumo de 5 litros de VENENOS potentes, muitos dos quais proibidos em todo o mundo e liberados aqui, como também os não liberados para uso aqui, também são usados pois são contrabandeados, assim, fica:
    Será que nossos alimentos são saudáveis ou perigosos?

    assista no youtube : O veneno está na mesa.

    outro : A verdade segundo a Monsanto

    • Elizabeth:

      Ainda bem que existem produtores conscientes que utilizam agricultura orgânica.
      Se as pessoas comprassem mais produtos orgânicos, o preço reduziria e os agricultores que usam venenos ficariam às moscas… ou melhor, até sem as moscas, que foram espantadas pelo veneno.

    • Ezio José:

      Quem planta um metro quadrado de agricultura orgânica acredita que é fácil plantar hectares e hectares para sustentar uma população. Os trabalhos são o quádruplo de mão de obra que qualquer outro sistema de cultivo.

    • Valdeir:

      Quem sabe não seria a solução para empregar a população rural e resolver os problemas sociais de trazermos o homem do campo para inchar cidades. De outra forma temos cidades como Lucas do Rio Verde MT que até o leite materno está contaminado com substâncias que deveriam estar proibidas.

    • Mimo da mamãe:

      É a pura verdade meu caro. Este artigo é até perigoso. Quem sabe não foi a Monsanto mesmo que mandou os dados? Parabéns pela informação.

  • José Senem Alencar:

    Sei disso por experiência própria.

  • Maria:

    Os fungos são heterótrofos – NÃO REALIZAM FOTOSSINTESE.

    • jose ajosilaudof eliciano mendes:

      os vegetais sempre foram recomendados, agora nosso fraco mesmo é o churrasco.

  • Bovidino:

    Porque será que aqui, dizem que comer pipocas é mais saudável?
    https://hypescience.com/pipoca-e-mais-saudavel-do-que-frutas-e-vegetais/

  • Jonatas:

    Na boa, desde as ordem das mães, das professoras até a divulgação da mídia sabemos da importância de come-los, mas o meu motivo sempre foi o mesmo: É muito bom, eu gosto demais, e em tudo que já provei nada pra mim é mais gostoso que uma simples salada de frutas, principalmente quando não falta a laranja, o mamão e o abacaxi. 🙂

    • mto doido:

      pra mim a melhor coisa do mundo é misturar salada de frutas, iogurte natural, mel e granola :D~~~

    • rodrigo:

      vish! fechou! =B

    • Andy:

      Hmm droga, eu sou muito fresco na hora de comer essas coisas, frutas mesmo só como banana e maça. Tenho de mudar minha dieta.

    • Igor:

      Prefiro um bom crepe de queijo ovo e presunto e sorvete de cafe com baunilha creme e leite(cafe da manha).

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