Bandidos roubam 40.000 laptops, tablets e smartphones da Samsung em São Paulo

Por , em 9.07.2014

Uma planta da maior fabricante de smartphones do mundo, a Samsung Electronics, foi roubada no último domingo (6), na região de Campinas, em São Paulo, Brasil. Ladrões armados invadiram a fábrica e fugiram com cerca de 40.000 dispositivos.

Lar de mais de 1 milhão de pessoas, Campinas ficou conhecida como “Vale do Silício brasileira”, dada a crescente presença de fabricação de eletrônicos na região.

Para realizar o assalto, os bandidos roubaram um carro de transporte da Samsung com empregados, e usaram esse transporte para chegar a planta. Uma vez lá dentro, fizeram os funcionários de reféns e os supervisores foram forçados a abrir as portas, permitindo que sete caminhões entrassem. Os criminosos começaram a carregar os caminhões com 40.000 laptops, tablets e smartphones.

Os detalhes gerais do incidente foram amplamente divulgados por várias fontes, entrando em contradição em alguns casos.

Confusão

O jornal do Reino Unido Financial Times escreveu que 20 bandidos fortemente armados participaram do esquema, sendo que sete inicialmente pararam um ônibus a caminho da fábrica na cidade de Campinas e assumiram o veículo com oito funcionários a bordo. Em seguida, prosseguiram com dois funcionários para a fábrica, depois de deixar cinco pessoas livres e abandoná-las em um local remoto. Em seguida, desarmaram os seguranças, dominaram o resto dos empregados da planta, se reuniram com mais bandidos e fugiram com sete caminhões.

A agência de notícias Reuters acrescenta mais detalhes, afirmando que os sete assaltantes armados que tomaram o veículo da Samsung só liberaram dois dos oito funcionários. Pouco antes da meia-noite, os assaltantes levaram outros dois funcionários para a fábrica, onde desarmaram os seguranças, reuniram o resto dos funcionários da companhia e impediram sua comunicação com o exterior. Em seguida, mais 13 criminosos dirigindo os caminhões de fuga chegaram à fábrica. Os ladrões, comunicando-se uns com os outros pelo rádio e telefones celulares, carregaram os caminhões e fugiram.

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A Reuters, com base em uma declaração de um porta-voz da Samsung, diz que cerca de 100 funcionários foram feitos reféns, enquanto o Financial Times afirmou que o número estava mais próximo de 50.

O Financial Times e uma reportagem do The Wall Street Journal indicaram que os bens roubados valiam 14 milhões de reais. Mas a maioria dos outros artigos – incluindo um brasileiro do ZDNet – dizem que o número real citado pela polícia e representantes da Samsung foi de 80 milhões de reais. Pelo menos uma matéria reivindica que 380 milhões de reais em bens foram roubados, mas esse número parece impossivelmente alto.

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Preocupação

No grande esquema das coisas, isso é pouco perto do lucro da Samsung, previsto para ser cerca de R$ 15,38 bilhões de reais. Mas, apesar da perda monetária relativamente pequena e a boa sorte de que ninguém ficou gravemente ferido no assalto, o incidente é um lembrete dos perigos crescentes que o Vale do Silício brasileiro enfrenta.

De acordo com um relatório da Associated Press, os roubos de carga nessa região do Brasil subiram de 425 em 2012 para 657 em 2013. Segundo o The Guardian, a polícia sugeriu que os ladrões provavelmente tiveram ajuda interna no assalto da Samsung, dado o seu alcance e sofisticação.

Esse será certamente um pensamento inquietante para os gestores da General Electric, Hewlett-Packard e Dell, todos os quais têm grandes fábricas em Campinas ou nas proximidades. A Apple, cujos produtos são supostamente fabricados em Jundiaí, São Paulo, já está preocupada. A empresa sofreu 4 milhões de reais em perdas em 2012, quando ladrões roubaram 12 cargas de iPads e iPhones em um assalto no Aeroporto Internacional de Guarulhos. [DailyTech]

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