Tática para encontrar bandidos ajuda a combater doenças infecciosas

Por , em 25.05.2011

Apesar de não existir fórmulas para encontrar bandidos, algumas polícias, como a inglesa Scotland Yard, usam modelos matemáticos para determinar possíveis esconderijos. Agora, a mesma tática está sendo utilizada para localizar a origem de doenças infecciosas que matam mais pessoas a cada minuto do que perigosos assassinos em série.

O inventor da tática de perfil geográfico, Kim Rossmo, um criminologista da Universidade Estadual do Texas, EUA, entrou para a equipe de pesquisadores em doenças infecciosas. Eles testaram seu método para encontrar a fonte da deflagração do surto de cólera em Londres, Inglatera, em 1854, e de casos recentes de malária no Cairo, Egito.

“É esclarecedor ver os desenvolvimentos de um campo sendo aplicados em outro”, disse Rossmo. “Agora que encontramos essas aplicações na biologia e epidemiologia, isso nos dá a confiança que os algoritmos são sistemas geralmente seguros”.

A tática do perfil geográfico teve uma performance melhor que outros métodos em localizar as fontes de cólera e malária, incluindo a bomba de água da rua Broad, em Londres, e o habitat aquático onde os mosquitos transmissores de malária se reproduzem, no Cairo. O estudo foi liderado pelo biólogo Steven Le Comber, da Universidade de Londres.

Rossmo gosta de comparar o mapeamento geográfico às mangueiras giratórias que regam jardins. “É difícil prever onde uma gota vai cair, mas é fácil descobrir onde a mangueira está baseada, a partir das gotas que acabaram de cair”. Da mesma maneira, é difícil prever onde os crimes irão acontecer, mesmo que você saiba onde os criminosos vivem, mas é bem mais fácil encontrar a localização do crime se você encontra um padrão.

A tática inovativa funcionou para além da solução de crimes ou para encontrar focos de doenças. Rossmo também trabalhou junto a biólogos para encontrar padrões de ataques de tubarões brancos na África do Sul.[LiveScience]

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1 comentário

  • David:

    Interessantíssimo, ainda bem que tem gente utilizando o cérebro em prol da humanidade ao invez de se preocupar com coisas menores e inuteis como nossos políticos e suas “besteiras” nos kits para educação, e outras catastrofes feitas pelo mec e pela incultura do nosso governo

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