Veja como este material leve de espuma é capaz de parar balas

Por , em 9.06.2019

Cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) criaram um tipo leve de espuma feita de esferas metálicas ocas que pode suportar o incrível impacto de balas calibre .50, o tipo utilizado por metralhadoras e rifles.

Enquanto pesa apenas cerca de metade do que uma armadura de aço convencional, o material, chamado de “espuma de metal composto” (EMC), protege com a mesma eficácia contra esses projéteis mortais.

“Em outras palavras, conseguimos uma economia significativa de peso – que beneficia o desempenho de veículos e a eficiência de combustível – sem sacrificar a proteção”, disse a principal autora do estudo, a engenheira de materiais Afsaneh Rabiei.

Testes

Usando processos patenteados, o EMC é fabricado a partir de metais como alumínio e aço, com bolsas de ar por toda parte, como ocorre em outros tipos de espuma.

Em pesquisas anteriores, a equipe de Rabiei mostrou que o material podia destruir balas de tamanho médio, proteger contra projéteis altamente explosivos, e proteger contra fogo, calor e vários tipos de radiação.

No novo experimento, os cientistas testaram como a blindagem lida com a força letal de uma bala calibre .50, medindo 12,7 x 99 mm, uma das maiores comumente usadas em metralhadoras convencionais e rifles de longo alcance.

Os testes consistiram em disparos a velocidades de 500 metros por segundo até 885 metros por segundo. A EMC atuou como um núcleo ativo na armadura, coberto por uma placa de cerâmica na frente, e uma placa fina de alumínio atrás.

Os resultados mostraram que a camada pode absorver de 72 a 75% da energia cinética de munições comuns e 68% a 78% da energia cinética de munições perfurantes (antiblindagem), impedindo a penetração de projéteis em velocidades de até 819 metros por segundo.

Próximos passos

Enquanto os pesquisadores dizem que ainda há espaço para otimizar o material, é incrível pensar que uma “espuma” seja capaz de parar projéteis viajando a mais de 800 metros por segundo.

“Há trabalho adicional que poderíamos fazer para torná-la ainda melhor”, explica Rabiei. “Por exemplo, gostaríamos de otimizar a aderência e espessura das camadas de cerâmica, EMC e alumínio, o que pode levar a um peso total ainda menor e melhor eficiência da blindagem final”.

Mesmo em sua forma atual, o material pode parar algumas das balas mais mortais utilizadas para guerra pesando apenas metade da proteção padrão, o que significa que veículos militares poderiam se tornar mais leves e manobráveis.

As descobertas foram relatadas em um artigo na revista científica Composite Structures. [ScienceAlert]

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