10 terríveis vikings desconhecidos

Por , em 6.08.2016

Em junho de 793, um padre anglo-saxão escreveu com tristeza que “os homens pagãos vieram e destruíram miseravelmente a igreja de Deus em Lindisfarne, com saque e abate”. Os ataques vikings tinham começado. Mas enquanto muitos dos bárbaros escandinavos selvagens são bem conhecidos ainda hoje, algumas das figuras mais temidas e poderosas da época foram completamente esquecidas pela história.

10 – Hastein

O chefe viking Hastein teve uma carreira longa e sangrenta invadindo a Inglaterra e a França. Mas, em sua época, ele se tornou mais notório por sua expedição ao Mediterrâneo em 859 dC. Depois de invadir a Argélia, os vikings descobriram uma ilha para esperar o inverno. Para sua surpresa, o Mediterrâneo permaneceu quente durante todos os meses teoricamente mais frios.

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Hastein também ficou surpreso por saber que estava perto de Roma. A sede da Igreja certamente seria um prêmio reluzente, e Hastein resolveu saquear a cidade. Navegando ao longo da costa oeste da Itália, os vikings se depararam com a maior cidade que já tinham visto. Era certamente Roma.

Hastein sabia que os muros eram fortes demais para que ele tomasse a cidade pela força. Em vez disso, ele atracou e fez seus homens explicarem que seu líder havia morrido e queria um enterro cristão. Os italianos ficaram tocados e concordaram em permitir que Hastein fosse trazido através dos portões. Claro, o chefe logo saltou de seu caixão e saqueou a cidade.

Ele partiu carregado com despojos e, aparentemente, somente algum tempo depois soube que havia confundido uma cidade chamada Luna com a grande cidade de Roma.

9 – Sigurd, o Robusto

Sigurd era o governante nórdico de Orkney, uma grande ilha na costa norte da Escócia. Ele estendeu o poder de Orkney sobre as ilhas Hébridas e grandes áreas da Escócia continental.

Ele era bem conhecido por seu uso de uma bandeira de corvo, um totem pagão misterioso usado por vários corsário vikings. As histórias dizem que a bandeira de corvo de Sigurd foi feita por sua mãe (uma xamã poderosa) e o tornava invencível em batalha.

No entanto, Sigurd foi esmagado pelo rei nórdico Olaf Tryggvason, que o obrigou a se converter ao cristianismo e levou seu filho de volta para a Noruega como refém. O filho morreu, e Sigurd pôde renunciar à sua conversão. Ele levou sua bandeira de corvo com ele para a batalha de Clontarf, onde foi morto pelas forças do rei irlandês Brian Boru.

8 – O Montador de Burro

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O filósofo persa Abu Miskawayh e o cronista curdo Ali ibn al-Athir relataram uma incursão no Mar Cáspio em 943 dC. De acordo com Miskawayh, uma poderosa frota viking foi da terra para o mar Cáspio e, em seguida, remou até o Rio Kura para atacar a rica cidade de Barda’a. O líder da expedição montava um burro, mas os escritores muçulmanos, aparentemente, não sabiam seu nome.

Após acabarem com uma força de 5.000 homens, os vikings saquearam Barda’a e abateram muitos dos cidadãos após serem apedrejados. O governador persa da região trouxe reforços e colocou a cidade sob cerco, mas seus homens foram intimidados pelos invasores e os vikings só foram forçados a recuar depois que uma epidemia de disenteria diluiu suas fileiras.

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O chefe montador de burro morreu em uma tentativa de fuga, mas seus homens sobreviventes foram capazes de escapar à noite e chegaram em segurança em seus navios. Os habitantes desenterraram as sepulturas que eles deixaram para trás para recuperar as espadas valiosas enterradas com os guerreiros mortos.

7 – Ingvar, O bem-viajado

Os vikings retornaram ao Mar Cáspio na década de 1040, quando o guerreiro Ingvar liderou uma expedição ao sul da Suécia. Depois de passar alguns anos com os Rus, Ingvar dirigiu-se de novo em busca de pilhagens.

Cronistas georgianos mencionam um grupo de vikings que ajudou o Rei Bagrat IV da Geórgia em uma guerra contra alguns rebeldes. Estes são geralmente aceitos como os homens de Ingvar, especialmente porque a paisagem de uma saga sobre ele combina bem com o terreno georgiano.

Depois disso, acredita-se que Ingvar se dirigiu mais a leste, por terras muçulmanas em todo o mar Cáspio. As sagas e várias inscrições em pedras rúnicas concordam que toda a sua expedição morrereu de doenças lá, um final bastante decepcionante para um guerreiro tão poderoso.

6 – Brodir de Man

Depois de Brian Boru ter se tornado Alto Rei da Irlanda em 1002 dC, o poder Viking na Ilha Esmeralda ficou seriamente ameaçado. O rei nórdico de Dublin, Sigtrygg Silkbeard, decidiu apoiar uma rebelião contra Brian. Ele foi incentivado por sua mãe Gornflaith, que era ex-esposa de Brian.

Por insistência de Gornflaith, Sigtrygg recrutou guerreiros de todo o mundo viking, incluindo Sigurd, o Robusto. Ele também enviou uma mensagem para a Ilha de Man, que era governada por dois irmãos chamados Brodir e Ospak, que eram supostamente poderosos feiticeiros. Brodir concordou em lutar, mas Ospak, prevendo uma derrota, acabou se juntando a Brian.

Na Batalha de Clontarf, conta-se que Brodir acabou com dezenas de irlandeses. Mas Clontarf foi um banho de sangue e Brodir fugiu para a floresta quando a oportunidade se apresentou. De acordo com a Saga de Njal, ele acidentalmente encontrou o idoso Rei Brian, que estava à espera de ouvir o resultado da batalha. Após esmagar os guardas de Brian, Brodir matou pessoalmente o rei.

A Saga mais tarde relata que o irmão de Brian, Wulf, perseguiu Brodir, pregou seus intestinos em uma árvore e obrigou-o a andar em torno dela até que todas as suas entranhas fossem puxadas para fora.

5 – Raud, O Forte

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De acordo com o poeta e historiador islandês do século 12 Snorri Sturluson, Raud entrou em conflito com o rei Olaf Tryggvason, que estava tentando converter a Noruega ao Cristianismo. Raud recusava-se a se converter e zombava abertamente dos cristãos.

Isso enfureceu Olaf, que apreendeu Raud. Quando o teimoso pagão ainda se recusou a ser batizado, Olaf o amarrou e colocou um chifre de bebida em sua garganta. Em seguida, ele empurrou uma cobra no chifre e a incitou com um ferro quente até que ela se arrastasse para baixo da garganta de Raud, até seu estômago.

De acordo com Snorri, Raud morreu quando a cobra mastigou seu caminho para fora através da parte lateral do corpo do pobre viking. Desde que cobras na verdade não podem mastigar, essa história pode estar mais no campo das lendas do que de um relato real.

4 – Ivar, o Desossado

De acordo com a Saga de Ragnar, Ivar, o Desossado era o filho do lendário guerreiro Ragnar Lodbrok, na imagem acima. Isso pode ou não pode ser verdade (a mesma saga tem Ivar lutando com uma vaca mágica), mas sabemos que Ivar e seus irmãos comandaram o Grande Exército Heathen, uma força poderosa que invadiu a Inglaterra em 865.

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Eles invadiram os reinos de Northumbria e East Anglia e causaram sérios danos ao reino de Mércia. O Rei Aelle de Northumbria foi torturado até a morte, enquanto Edmund de East Anglia foi cravejado de flechas em uma igreja. Depois disso, Ivar retornou a York e desapareceu dos registros, deixando o comando do exército a seus irmãos.

O apelido de Ivar tem sido objeto de muita especulação. As sagas concordam que ele teve que ser transportado em um escudo, e a Saga de Ragnar afirma que ele tinha “apenas cartilagem no lugar onde os ossos deveriam estar”. Isto levou alguns historiadores a sugerir que ele sofria de osteogênese imperfeita, uma condição que deixa os ossos frágeis e facilmente quebráveis.

3 – Imar

Antes de Ivar, o Desossado aparecer em registros ingleses, um líder viking chamado Imar era ativo na Irlanda, onde ele tomou o controle de Dublin e lutou em numerosas incursões e pequenas guerras. Após Ivar deixar a Inglaterra, Imar reapareceu na Escócia, onde ele cercou a grande fortaleza em Dumbarton Rock.

O cerco durou quatro meses, mas os Vikings foram finalmente capazes de cortar o fornecimento de água, e a fortaleza se rendeu. O rei de Strathclyde foi feito prisioneiro e foram precisos 200 navios para levar todo o saque. Imar, em seguida, retornou para a Irlanda, onde morreu de uma “doença horrorosa” em 873.

A maioria dos historiadores especula que Imar e Ivar são a mesma pessoa, embora os registros escoceses e irlandeses nunca façam referência ao apelido “desossado”.

2 – Gunderedo

A mais antiga invasão viking na Espanha saqueou a cidade muçulmana de Sevilha, em 844. Os ataques subsequentes sobre a Espanha muçulmana foram mal sucedidos, e a maior campanha viking na Espanha focou no norte cristão.

O ataque começou quando Richard da Normandia pediu assistência dinamarquesa para uma campanha no norte da França. Uma vez que isso foi resolvido, os dinamarqueses invadiram a Galícia, no canto noroeste da Espanha. Eles eram liderados por um “rei do mar”, o espanhol chamado Gunderedo.

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Os homens de Gunderedo pilharam o grande santuário de Santiago de Compostela e mataram o bispo na batalha. Depois disso, nenhum galego estava disposto a desafiar os dinamarqueses e correram em motim por todo o campo por três anos. Depois disso não está claro por que os conquistadores eventualmente partiram, mas provavelmente a Galícia era pobre demais para prender sua atenção por mais tempo.

1 – Thorstein, o Vermelho

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Thorstein, o Vermelho era filho do rei Olaf de Dublin e de sua famosa rainha, Aud. A família de Aud governava as Hébridas, e Olaf se casara com ela na esperança de ganhar uma aliança. Mas os ilhéus das Hébridas continuaram a atacar em torno de Dublin, e Olaf enviou Aud e o pequeno Thorstein para casa em fúria.

O poder de Olaf cresceu, e ele assumiu o controle das Hébridas, forçando Aud a fugir para a Escócia com seu filho. Thorstein cresceu um guerreiro feroz, que invadiu toda a Escócia. Os escoceses, desesperados, até mesmo concederam a ele um reino independente na ponta norte da Escócia.

Mas Thorstein queria mais, e os escoceses conspiraram para matá-lo em 900 dC. Desolada, Aud levou seus seguidores para a Islândia, onde se tornou a governante de um poderoso clã. Ela foi enterrada na praia, de modo que a maré sempre lava a sua sepultura. [Listverse]

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