Complicada charada usada em entrevistas é resolvida por IA do Google

Por , em 23.02.2016

Você está em uma entrevista para o emprego dos sonhos e seu entrevistador apresenta uma charada: 100 prisioneiros estão em fila indiana. Cada um usa um chapéu azul ou vermelho. Cada prisioneiro consegue ver apenas o que está à sua frente, mas não o seu próprio chapéu ou o dos prisioneiros que estão atrás. Começando pelo final da fila, um guarda pergunta a cada prisioneiro qual é a cor do seu próprio chapéu. Se ele acerta, é liberado. Se erra, é executado de forma silenciosa, de forma que os prisioneiros em sua frente não conseguem deduzir se ele acertou ou não a resposta. Antes de formar a fila, os prisioneiros conseguem bolar uma estratégia para ajudá-los. Qual é essa estratégia?

Você conseguiria responder essa charada na pressão do momento? A pergunta envolve capacidade de resolver problemas e já foi usada em entrevistas para cargos importantes no banco Goldman Sachs e Google.

Agora o sistema de inteligência artificial do próprio Google, chamado Google Deepmind, conseguiu desenvolver um algoritmo para responder a pergunta. “Esse é basicamente o primeiro passo no sentido de ter Inteligências Artificiais que podem se comunicar e colaborar com as outras”, afirma Jakob Foerster, que trabalhou no projeto. “Eles criaram protocolos diferentes de como os humanos resolvem esses problemas”.

A habilidade poderia ajudar grupos de robôs a trabalharem juntos para resolver problemas ao compartilhar informação.

Resposta da charada

A melhor estratégia para resolver a charada dos 100 chapéus é pensar em uma situação em que 99 prisioneiros têm 100% de chance de serem salvos enquanto o primeiro a ser interrogado tem apenas 50% de chance de sobreviver.

Para que a estratégia dê certo, os prisioneiros têm que concordar em um protocolo de comunicação: o primeiro prisioneiro a falar deve dizer “azul” se o número de chapéus azuis à sua frente for par, ou “vermelho” se for ímpar.

Com essa informação, os outros prisioneiros podem deduzir se seus próprios chapéus são vermelhos ou azuis, com base nas cores que veem diante de si. Nesse caso, todos devem acertar a resposta, menos o primeiro, que depende da sorte. [IFLScience, New Scientist, Daily Mail]

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5 comentários

  • Odilon Alencar:

    Para saber se é par ou impar, cada um deve estar vendo todos os outros à sua frente. É o lógico.

    Desta forma o raciocínio está correto.

  • Silvio Werson:

    Cada prisioneiro diz a cor do chapéu a sua frente, 100% de chance de salvar os 99, e 50% de chance do primeiro preso sobreviver.

    Ok ?

  • MTulio:

    Se conseguisse ver o número de chapéus par ou ímpar, saberia a cor do seu 100%.

  • MTulio:

    Essa estratégia tá furada. O prisioneiro só conseguir ver a cor do chapéu imediatamente a sua frente.

    • Cesar Grossmann:

      Ver o chapéu que está na frente e deduzir o que os ouros viram. É complicado mesmo…

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