6 tecnologias de espionagem que existem no mundo real

Por , em 28.01.2015

James Bond parecia ter dispositivos de espionagem incríveis, mas esses aparelhos vistos em filmes antigos já se tornaram obsoletos graças a tecnologia atual. Um smartphone moderno faz mais do que a maioria das pessoas podia fazer com dez coisas diferentes dez anos atrás.

E, embora a maior parte da tecnologia espiã de ponta seja mantida em segredo pelos governos e instituições, temos conhecimento de algumas técnicas bizarras que são, foram ou podem ser usadas de fato no mundo real. Como:

1. Armas em guarda-chuvas e batons

Durante a Guerra Fria, a era de ouro dos aparelhos de espionagem estilo James Bond, um assassino búlgaro utilizou um guarda-chuva para disparar uma pastilha tóxica do veneno ricina em um desertor soviético em Londres, no Reino Unido.

Os soviéticos também desenvolveram uma arma em forma de batom conhecida como “beijo da morte”, que disparava um único tiro à queima-roupa, explica Vince Houghton, historiador e curador do Museu Internacional da Espionagem em Washington DC, nos EUA.

2. Gatos espiões

Também durante a Guerra Fria, espiões perceberam que, ao contrário dos animais, que têm uma cóclea em seus ouvidos que filtram o ruído, aparelhos de escuta eram muito ruins em filtrar o ruído de fundo. Assim, na década de 1950 e 1960, agentes secretos americanos tiveram a brilhante ideia de usar a cóclea de um animal vivo para espionar os soviéticos. Eles implantaram um microfone na orelha de um gato, um transmissor de rádio ao lado do seu crânio e uma bateria em seu abdômen, e transformaram sua cauda em uma antena. Em seguida, passaram horas treinando o bichano para ultrapassar obstáculos.

Infelizmente para os espiões, o gatinho muitas vezes se afastava de seu alvo em busca de comida. Assim, a equipe voltou a treinar o animal, desta vez para ignorar seus sinais de fome e se manter em rota para a embaixada soviética em Washington. Porém, assim que o felino tentou atravessar a rua, foi atropelado por um táxi. “Eles viram seu gato multimilionário lá, esmagado na rua”, conta Houghton.

3. Tecnologias psíquicas

Durante décadas, a CIA (agência de inteligência norte-americana) gastou milhões de dólares para financiar a Operação Stargate, que tinha como objetivo principal utilizar médiuns para revelar segredos soviéticos. Nem preciso dizer que não levou a nada, né? O programa foi dissolvido durante a administração do presidente Clinton.

A agência também financiou o programa MKULTRA, que tinha como meta aproveitar drogas psicodélicas como o LSD para o controle da mente. O que os caras não tentam fazer, hein?

4. Microfone visual

Cientistas da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveram uma maneira de reconstruir conversas usando apenas fotografias do ambiente em que as palavras foram ditas. O sistema de espionagem tira proveito do fato de que as ondas sonoras produzem vibrações invisíveis a olho nu que ainda podem ser registradas pela câmera. Estas vibrações podem então ser analisadas para recriar sons originais.

A nova técnica permite, teoricamente, que qualquer um recrie conversas de uma sala apenas tirando fotos do local de forma discreta.

5. Implantes médicos hackeados

Dispositivos médicos operados à bateria que podem ser controlados sem fio, como bombas de insulina, desfibriladores implantáveis e marca-passos cardíacos, também podem ser hackeados.

Em uma conferência de segurança chamada Black Hat, em 2011, o hacker Jerome Radcliffe mostrou que era possível hackear sua própria bomba de insulina. Até agora, ninguém documentou um caso em que alguém de fato foi alvo de hack em um dispositivo médico implantado, mas os riscos são altos – é possível até mesmo matar alguém através do controle de seu aparelho.

Por causa disso, o US Government Accountability Office, uma agência de vigilância dos EUA, está pressionando as empresas que fazem esses dispositivos médicos para eliminar tais vulnerabilidades.

6. Manequim onipresente

A empresa Almax desenvolveu um manequim biônico chamado EyeSee que poderia ser colocado em lojas de roupa com o objetivo de “espiar” os clientes. Atrás dos olhos mortos do boneco, há uma câmera que usa um software de reconhecimento facial capaz de identificar a idade, raça e sexo da pessoa parada à sua frente.

A ideia é deduzir que tipos de consumidores compram determinados produtos, mas, inegavelmente, as potenciais consequências dessa tecnologia são assustadoras.

Bônus: Criptografia quântica

O objetivo da maioria das organizações de espionagem em todo o mundo é criar comunicações perfeitamente seguras. Alguns pensam que a resposta para isso está na criptografia quântica, que utiliza os princípios da física de partículas para garantir que uma mensagem seja lida somente pelo seu destinatário.

A criptografia quântica pode ser a chave para a criação de códigos que não podem ser quebrados. No entanto, atualmente, ou pelo menos até onde nós, reles mortais, sabemos, a criptografia quântica ainda está em fase de prova de conceito. Ainda assim, a tecnologia é prática o suficiente para que os governos estejam muito interessados. “O primeiro país a consegui-la vai estar muito à frente de todos os outros”, argumenta Houghton. [MedicalXpress]

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Nenhum comentário

  • Anderson Thiago:

    O 4 foi usado na série Fringe em vários episódios. Muito interessante! E o 5 na série Person of Interest, também bem pensado.

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