A genética pode escolher seus amigos

Publicado em 17.01.2011

Pesquisadores americanos dizem que podem ter encontrado evidências de um composto genético ligado à amizade.

Os cientistas analisaram seis marcadores genéticos e descobriram que um gene, o DRD2, também associado com o alcoolismo aparecia como algo comum em integrantes de determinados grupos de amigos.

Outro gene, o CYP2A6, associado ao metabolismo de substâncias como a nicotina, aparecia apenas em um integrante de cada grupo de amigos no máximo, sugerindo que a amizade entre pessoas com o mesmo gene não era uma coisa comum.

O motivo exato disso os pesquisadores desconhecem, mas eles acreditam que pode ser um mecanismo de defesa do corpo, pelo menos no caso do CYP2A6 – como em um grupo de amigos é possível encontrar parceiros, o nosso corpo se afastaria de pessoas que estariam suscetíveis aos mesmos problemas do que o nosso, para que esses problemas não sejam transmitidos geneticamente para os filhos.

No caso do DRD2, no entanto, o gene pode não determinar amizades de modo tão direto – basicamente, pessoas que gostam de beber fazem amigos em bares e acabam tendo uma conexão na bebida.

Um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, o Dr. James Fowler da Universidade da Califórnia, acredita que esse é o início da explicação do comportamento humano: os genes poderiam ser a causa pela qual, algumas vezes, gostamos ou não gostamos instantaneamente de algumas pessoas. [BBC]

Autor: Luciana Galastri

é jornalista. Viciada em livros, lê desde publicações sobre física a romances de menininha do estilo "Crepúsculo". Toca piano desde os oito anos de idade e seu estilo de música preferido é o metal.

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18 Comentários

  1. Acho há mais do que isto, e não creio que seja algo imutável. As vezes nós seres humanos julgamos mal mesmo. Mas existem muitas teorias a respeito. Creio, logicamente falando, que temos mais formas sensoriais involuntárias do que conhecemos atualmente e que elas “garantem nossa sobrevivência”.

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  2. Não é o gene que determina a amizade mas o contrário. Como dito em uma reportagem aqui no Hyper, os genes são “despertados de acordo com o ambiente”. Portanto é lógico afirmar que pessoas do mesmo grupo interagem com o mesmo ambiente por isso tem o tal gene em comum.

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  3. Interessante: em nome da DIVERSIDADE então, gostaríamos mais dos diferentes e menos dos iguais… talvez por isso nossas mães e pais tenham lá suas dificuldades com as nossas companhias… MAS no caso da amizade com os iguais (Aristóteles mesmo já dizia q para haver amizade é imperativo haver proximidade, igualdade e reciprocidade equilibrada…)talvez seja o caso de, encontrando amigos que não só toleram como tb emulam, permitem, facilitem e estimulem nossos vícios e falhas de caráter nos pioremos, mas aí então, insistiríamos nisso simplesmente pq não nos sentiríamos sozinhos… Ora, é bem conhecido o efeito dos grupos sobre os indivíduos, não? A maneira como as pessoas costumam preferir seguir, afinal, todos estão fazendo… e assim cristalizamos modas, costumes e, ao que parece, até mesmo vícios.

    Foi bom saber e poder refletir sobre isso.
    Obrigado!

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  4. Nada a ve, não tem como eu gosta de uma pessoa por causa dos genes dela, eu não sei nem quais são os meus quem dirá de algum estranho….

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  5. EY..INCRIVEL AQUI EM VALADARES..NOS JA ESTAVAMOS ESTUDANDO ESE ASSUNTO NA ESCOLA..O LANCE TODO E QUE AGENTE NAO ACREDITAVA QUE O FATO DE NAO IR COM A CARA DO OUTRO(“”MEU ESPIRITO NAO BATE COM O DELA”” )SERIA COISA DO ALEM..E LOGICO QUE OS CIENTISTAS ESTAO CERTOS..ALGUMA SUBSTANCIA QUIMICA EM MIM NA TROCA DE ONDA NAO VAI REAGIR COM A DO OUTRO( ONDAS ELETRO MAGNETICAS),, E ISSO NAO TEM NADA A VER COM O ALEM…..PARABENS PELA MATERIA

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  6. Este é o grande problema das teorias evolutivas, talves estejamos superestimando demais nossa evolução.

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  7. não acredito muito nisso! mais realmente vai servir de desculpas pra varias situações! kkk

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  8. Lu eu não sei mais segue a materia pra vc

    Pesquisadores americanos dizem que podem ter encontrado evidências de um composto genético ligado à amizade.

    Os cientistas analisaram seis marcadores genéticos e descobriram que um gene, o DRD2, também associado com o alcoolismo aparecia como algo comum em integrantes de determinados grupos de amigos.

    Outro gene, o CYP2A6, associado ao metabolismo de substâncias como a nicotina, aparecia apenas em um integrante de cada grupo de amigos no máximo, sugerindo que a amizade entre pessoas com o mesmo gene não era uma coisa comum.

    O motivo exato disso os pesquisadores desconhecem, mas eles acreditam que pode ser um mecanismo de defesa do corpo, pelo menos no caso do CYP2A6 – como em um grupo de amigos é possível encontrar parceiros, o nosso corpo se afastaria de pessoas que estariam suscetíveis aos mesmos problemas do que o nosso, para que esses problemas não sejam transmitidos geneticamente para os filhos.

    No caso do DRD2, no entanto, o gene pode não determinar amizades de modo tão direto – basicamente, pessoas que gostam de beber fazem amigos em bares e acabam tendo uma conexão na bebida.

    Um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, o Dr. James Fowler da Universidade da Califórnia, acredita que esse é o início da explicação do comportamento humano: os genes poderiam ser a causa pela qual, algumas vezes, gostamos ou não gostamos instantaneamente de algumas pessoas

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  9. Não consigo tirar esse tal de “Anuncios Google” de cima do texto para ver o que está escrito, alguém sabe como tirar?

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  10. Então, ao invés de dizer: “meu santo não bate com o dele”… diríamos: “meu gene é incompatível com o dele”…

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