Os cálculos batem: nosso universo pode ser um holograma

Tudo o que você vê, ouve, toca ou cheira pode ser fruto das vibrações de cordas infinitamente finas que existem em um mundo de dez dimensões. Uma espécie de holograma – enquanto o mundo “real” seria um cosmo de uma dimensão e sem gravidade, ditado pelas leis da física quântica.

Soa como loucura? Não para o físico teórico Juan Maldacena, que propôs o modelo em 1997.

Complexo (especialmente para quem não é da área), esse modelo pode ajudar a resolver incoerências entre a física quântica e a teoria da relatividade de Einstein, facilitando o diálogo entre físicos e matemáticos.

Apesar de sua importância, ao longo de mais de quinze anos a proposta de Maldacena permaneceu sem comprovações consistentes. Pensando nisso, o físico Yoshifumi Hyakutake, da Universidade de Ibaraki (Japão), reuniu uma equipe para colocar o modelo a prova.

Por meio de simulações computacionais de alta precisão, os pesquisadores calcularam a energia interna de um buraco negro e a energia interna de um cosmo sem gravidade (que é parte fundamental do modelo de Maldacena). Os dois cálculos batem.

Isso traz evidências de que há coerência entre o modelo teórico e o nosso universo percebido, apesar das diferenças, e dá base para expandir teorias da física quântica. [Scientific American]

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37 respostas para “Os cálculos batem: nosso universo pode ser um holograma”

  1. Ainda esquecemos de considerar que, caso o nosso universo sendo uma simulação, desconhecemos as leis físicas do universo “real” e suas possibilidades. Talvez nosso universo em toda sua complexidade não passe de um jogo com gráficos ruins em outro universo regido por diferentes leis.

  2. Interessante como curiosidade, entretanto, ultrapassado na minha humilde opinião. Primeiramente porque o satélite Planck virtualmente comprovou a existência de ondas gravitacionais. E este ano o sistema binário PSR J0348+0432 mostrou uma forte evidência da existência deste fenômeno previsto na Relatividade Geral estima-se mais cinco anos para elas serem detectadas aqui na Terra.
    O princípio holográfico foi utilizado como uma correção da fórmula inicial de entropia de buracos negros, é uma correção “elegante” na fórmula de Hawking e determina que existe ao menos um grau de liberdade para cada quatro áreas de Planck em tal teoria (s <= a/4) evitando assim o Paradoxo da Informação no âmbito das cordas.
    Matematicamente a tese de que vivemos em um horizonte de eventos de um buraco negro de quatro dimensões é muito mais interessante e permite ondas gravitacionais, talvez seja até verdade. LOL

    Em relação "a energia interna de um buraco negro", de fato algo muito bizarro é o estudo da termodinâmica em buracos negros, existem muitas teorias inclusive afirmando que buracos negros não existem, para manter a termodinâmica intacta. A expressão putativa para a entropia de um buraco negro foi construída sobre a analogia de um suposto teorema de Hawking em que a área resultante da colisão de dois buracos negros é sempre maior do que a soma de suas áreas antes da colisão. Isto exclui definitivamente o caso em que dois corpos são colocados em contato térmico, não haverá aumento na entropia se os corpos estão à mesma temperatura. Existem várias outras incongruência que valeriam um artigo ou mesmo muitos artigos.
    Recomendo sobre a Gravidade Quântica em Loop que tem feito bons avanços nesta área.

    Outra questão sobre a Teoria das Cordas é o fato de esta estar intimamente ligada à SuSy, que até o momento está nem perto de ser encontrada pelo LHC, muitos entusiastas já estão desistindo da SuSy, muito embora não invalide a Teoria das Cordas SuSy foi uma grande parte da contribuição desta para a física (vide teoria-M), junto com o princípio holográfico. Sinceramente, nunca achei e cada vez acredito menos que o nosso universo seja regido por uma teoria desenvolvida para ser impossível de ser provada.

    • Alessandro, veja; endendo que a teorias das cordas deve como motivador melhorar/explicar fenomenos incompletos na teoria de Hawking . Mas simplifica-la apenas a isso é como dizer que a teoria da Relatividade é uma explicação elegante para o problema de orbitação de Mercúrio definida por Newton. É isso?, sim… É só isso? não.

      Eu tenho fé que o na teoria das cordas, acho que muitos buracos são preenchidos por suas descrições elegantes. Uma pitada do porque da minha fé.
      Alguns fenômenos são como caixas pretas impenetráveis, Vejo o que entra, e o que sai, mas não vejo o que acontece dentro. Se realmente for concluído e provado que não há o que ver dentro dessa caixa preta, portanto, provavelmente a explicação mais simples deverá ser a correta.
      Eu amo a física, por sua completude e relação com existência e funcionamento das coisas. Mas odeio a física, quando misturamos matemática e a realidade (evidências/fatos) e damos mais razão a matemática do que ao fato observado. Na física tem que se privilegiar as evidências, pois eles são o motivo de estudo. a matemática é apenas uma ferramenta muito criativa e, se bem usada, confiável para entender o mundo ao redor.

    • Leonardo,

      Demorei para entender o porquê de seu ódio para com a matemática (se é que entendi).
      Enfim, segundo seu raciocínio, achei contraditório acreditar fervorosamente na teoria das cordas, pois esta nasceu tão somente de truques matemáticos com estruturas algébricas, principalmente comutativas. Ela é uma teoria incompleta justamente por nunca ter feito uma predição que pudesse ser realizada, ela não fez nenhuma predição diferente de qualquer outra teoria. Então por que ela é tão aceita? Justamente por causa da SuSy (Super Simetria) (outros avanços no campo teórico também) que predisse a massa do bóson de Higgs diferente de infinito isolando o Problema de Hierarquia neste escopo, contudo a SuSy não foi verificada no LHC, por causa disso físicos teóricos em todo o mundo estão fazendo ajustes na simetria ou imaginando vários bósons de higgs, bem verdade ainda há alguns grupos que acreditam na SuSY em escalas de 14 TeV (isso sim é fé. :P).
      Eu não disse que a Relatividade (Geral ou Restrita) é uma explicação elegante para o Universo (na verdade é um avanço fantástico da humanidade, pouquíssimo saberíamos sobre o Universo sem ela) contudo ela foi e continua sendo provada a exaustão mesmo com a melhora de nossos equipamentos. Portanto é racional que toda teoria física sobre o universo em sua macro escala (expansão, inflação, etc) a tenha como base. Acho isso aceitável, não?
      Em relação à matemática ocorre o seguinte: “A realidade está contida na matemática, não o contrário”. Por isso matematicamente o universo pode ter 11 dimensões, mesmo não tendo. Todo o avanço na física teórica (Relatividade, Mecânica Quântica, ou qualquer outra área) começa em quadros negros com equações. A maioria dos físicos teóricos são primeiramente grandes matemáticos (Einstein foi uma exceção apesar de não ter sido ruim em matemática como falam hoje em dia).
      Na Mecânica Quântica, por exemplo, raríssimas partículas que temos hoje no modelo padrão e que foram provadas foram preditas de outro modo que não seja por matemática (não sei de nenhuma a bem da verdade), por isso se chama física teórica. Se não fosse isso os físicos experimentais iriam colidir e colidir átomos sem saber o que estamos procurando, onde e proveniente de que. Demoraria muito mais tempo, pois como iria se supor uma partícula sua massa, decaimento, spin, etc. sem o uso de matemática?
      E também não me recordo de nenhum fenômeno que fora observado e descartado por causa da matemática, gostaria que me citasse pelo menos um. Ocorre sempre ao contrário, se a prática é diferente da teoria então refazem os cálculos.

  3. E corroborando com Grossmann, Um universo real e funcional é preciso para fazer uma simulação real e funcional. Assim, as hipóteses com paradoxos tem que ser resolvidas antes, por a mão na caneta e papel e calcular mais seriamente com as teorias já consolidadas. Em método científico, Simulações de universo ainda esta na fase de ‘brainstorm’, hipóteses e extrapolações, e princípio holográfico feito pelo pesquisador e cientista do artigo, já esta pronto para uma possível experimentação, evidenciação.

  4. 4) Comandar as ações de 7 bilhões de personagens de um game não seria complexo demais?

    Eles não precisam ser comandados. Faça eles agirem como autômatos (estímulo-resposta), torne o laço estímulo-resposta bastante complexo fazendo com que experiências anteriores afetem a resposta a estímulos repetidos, e coloque alguma aleatoriedade no ambiente, e pronto, você tem 7 bilhões de autômatos agindo de forma “autônoma”…

    E não são só 7 bilhões. Tem que considerar todos os seres vivos deste e de todos os planetas em que há seres vivos. O número é desconhecido. Mas se é uma simulação, então até mesmo o nosso comportamento é resultado de uma simulação e você não saberia disso, por que você teria a ilusão de ter livre-arbítrio, como está programado na simulação…

  5. E também fora do assunto. As hipóteses, ainda paradoxais, sobre simulacro não precisam de um “computador” com bilhares de hertz. Poderia ter menos de 1Hz e jamais perceberíamos a diferença.
    Dessa hipótese os casos são: se o universo pode ser medido e demonstrado matematicamente, é uma evidência que podemos ser uma simulação. (lembre da diferença de possível e impossível, e se possível, quanto é possível).
    Os sistemas computacionais tradicionais são finitos e limitados. Assim qualquer derivado disso tem, automaticamente, todas suas combinações previstas e limitadas. Nesse caso estaríamos em uma simulação finita e limitada e não teríamos ferramenta para perceber isso. Assim teríamos uma teoria, seria possível existir, mas a prova seria impossível.
    Por outro lado, se colocássemos um grau de variabilidade infinita em nosso simulacro, ainda que limitada, O simulacro poderia perceber uma variável em seu ‘átomo construtivo’, Ele poderia hipotetisar que essa variação vem que um ambiente maior, que é o simulador, mas ainda as ferramentas estarias presas no próprio simulador, E , portanto, ainda seria impossível evidenciar.
    E por fim, extrapolar a definição de simulação, vislumbrando de maneira simplista e relacionar com a mecânica do universo é exagero. Pois se é possível formular tudo matematicamente com consequência tudo será uma simulação. Deformação da palavra simulação fica com a definição pobre e muito ampla e não caberia em um desenvolvimento científico.

  6. E já que estamos fugindo do assunto, para uma hipótese ter força, é fundamental que ela não contenha paradoxos, depois é extremamente recomendado que ela se baseie em teorias já consolidadas, principalmente em experimentos, e já pulando para um fim, Que a hipótese refine, complemente ou explique totalmente um princípio. Todas as teorias até agora formuladas são melhorias das anteriores, e todas são feitas para serem mais detalharas, mais simples (se possível), e mais únicas. Enfim, isso é ciência.

  7. E quem disse que a simulação tem por finalidade maior a vida humana? Cuidado, isto é excessivamente Antrópico (Maior ou Menor). Mito da caverna? OK ! É isto mesmo, mas cuidado: vc pode ser o habitante da caverna! Matrix? É, foi exatamente isto que o filme quis mostrar, embora de forma artística “holiwoodidiana”. Agora pense:
    1) Quando em “THE SIMS” vc tira a escada da piscina os personagens morrem? Sentem dor ou agonia? Sim e não: depende de qual lado da simulação vc está para determinar o que é real ou não.
    2) Nossos astrofísicos fazem simulações do universo englobando sua criação e seu desenvolvimento nos primeiros 13.456.000.000 de anos, que duram apenas alguns dias. Logo o tempo dentro da simulação tem um significado e fora outro.
    3) Quem disse que vc já zerou todas as fases? Alguns dizem que o Universo é cíclico (outros dizem que só se a quantidade de matéria e gravidade for um pouco maior do que conhecemos hoje, gerando um “Big Crunch”). Outros ainda que num Multiverso pluridimensional todas as vezes que dois Universos Membranas se chocam ocorre um Big Bang, zerando o jogo e começando outro. Outros que cada uma da 6 ou 7 Grandes Extinções que já sofremos na Terra foi uma mudança de fase,
    4) Depende da “Maquina” computacional que vc tem ao seu dispor. E diga-se de passagem: a maioria dos personagens que conheço parece estar no “modo automático”.
    5) Bem escondidos, mas a maioria das pessoas que eu conheço acredita neles (a pesar de eu não), e alguns juram de pés juntos que já usaram e aindo os usam (todos os dias na TV vc pode ver o poder da oração para mudar a a realidade física curando doenças e fazendo fortunas, Faquires, Médiuns, parapsicólogos entortando garfos com a mente, fotografias de personagens que já saíram do jogos em curso {chamam de fantasmas], telepatia, telecinese…)
    6) No jogo GTA eu nunca vi heróis… Mas o personagem humano adora eleger um: Gandis, Mandelas, Madres Teresas…

  8. Não seria mais correto, considerar, em primeiro lugar, que nós homens somos seres holográficos, já que em nosso pensar, projetamos na mente todo o universo e a sua explicação, baseados em nossos sentidos e sensações, na medida em que os nossos pensamentos evoluem? Acredito que os nossos pensamentos é que são hologramas.
    Sendo assim, a melhor definição para o universo seria, simplesmente, aquela que somos capazes de simular em nossas mentes com base no aprendizado e nos sentidos humanos.

    Nessa ótica, concordo com a afirmação do César Grossmann.

    Podemos dizer que o psiquico e o físico são homogêneos num ponto de vista onde, tomamos a realidade como ela se nos oferece, sem intermediários, e, nesse caso, a realidade sensível em que repousam nossos interesses vitais e da qual procedem todas as nossas ações, essa realidade sensível e a sensação que temos dela são absolutamente idênticas uma à outra no momento em que ocorre a sensação.

    Nesse caso, o conteúdo do físico outro não é senão o próprio psíquico. O sujeito e o objeto se confundem, por assim dizer.

    • Mas ai não precisaríamos de uma definição melhor sobre realidade, sendo que se eu defini que tudo existe é uma projeção da minha mente, e essa é a realidade? Praticamente eu estou criando uma base teórica para a realidade. Assim podemos definir que, toda a realidade é uma projeção do psíquico. Talvez o problema seja que incluir a realidade dentro do universo psíquico. E uma questão que isso leva é: As regras universais só existem com a minha psique ou minha psique depende de outras regras universais. E se todos os fenômenos que ocorrem dependem da minha psique, posso concluir que o universo é, ou esta, em minha mente. Assim, portanto, definir que o universo é regido por regras geradas pela minha relação com o dito real, (que em fato é minha psique/físico), é apenas uma formalidade que foi criada para dizer que psique e real são a mesma coisa. E o regimento das regras e fenômenos teriam que continuar a ter as mesmas explicações.
      Esse pensamento é interessante e existe, até onde se conhece, desde Descartes. É um pensamento antropocêntrico e egocêntrico (são apenas tecnicismos, não é para se ofender caso vc tenha pensado nessa teoria por conta própria). Chama-se Solipsis, e é quase como “as coisas só existem porque eu penso que existe”
      http://www.iep.utm.edu/solipsis/

    • Tais afirmações tendem a filosofia, a qual engloba questões similares como:
      “O universo é real ou nossa mene o cria?”
      “Se feito por nossa consciência, onde se incluem outras consciências?”
      ‘Há uma consciência superior que engloba as demais?”
      Questões que dependem muito da definição e amplitude das dos termos (palavras) indagadas.

  9. Talvez a ciência possa explicar o que seria o sétimo céu:

    Na cultura judaica, que influenciou tanto o cristianismo quanto o Islã, o sete é considerado um número prefeito. Assim, no Alcorão o mundo espiritual é dividido em sete “camadas”, sendo a mais alta, a sétima, o trono de Alá.

    Já para os cristãos medievais, o universo também era dividido em “camadas” que corresposnderiam às órbitas dos astros conhecidos. Haveria assim o Céu da Lua, o Céu de vênus, o Céu de mercu´rio, o Céu do Sol (eles pensavam que o Sol girava em torno da Terra, lembre-se), o Céu de Marte e assim por diante. O Sétimo Céu seria a “Mansão dos Bem-Aventurados”, ou se preferir, o Paraíso.

    • O problema é que estas esferas já foram provadas que não existem. O céu ptolomaico abraçado pela igreja católica medieval não existe.

  10. É VERDADE QUE O UNIVERSO PODE SER PENSADO COMO UM HOLOGRAMA, POREM HA QUE SE CONSIDERAR QUE ISSO É CONFIRMÁVEL A NIVEL QUANTICO E NÃO MAIS NO MACRO. A DIMENSÃO CHAMADA “ENERGERION” É A SOPA PRIMORDIAL ONDE SÃO FORMADAS AS CORDAS, PREONS, E PARTICULAS DE PRÉ MATERIA. ELAS SÃO CAMPOS DE ENERGIA HOLOGRAFICOS TÃO INFINITAMENTE PEQUENOS QUE AINDA NÃO POSSUIMOS FERRAMENTAS PARA DETECTÁ-LAS. OS ACELERADORES DE PARTICULAS JA CONSEGUIRAM UM FEITO EXTRAORDINARIO COM O BOSON DE HIGGS FALTA AGORA OBTERMOS UMA FERRAMENTA QUE PERMITA DETECTAR COISAS INFINITAMENTE MENORES. COMO OS RECURSOS MATERIAIS ATE AGORA DISPONIVEIS PARECE QUE ESTÃO CHEGANDO NO SEU LIMITE, A MEU VER, SE ACENDE UMA ESPERANÇA COM O DESENVOLVIMENTO DA NANOTECNOLOGIA BIOLÓGICA. NA BIOINTERAÇÃO EXISTE UM VASTO CAMPO AINDA NÃO EXPLORADO. VAMOS TORCER PARA QUE ISSO SE REALIZE AINDA NA NOSSA EXISTENCIA.

  11. o problema exatamente é : onde começa o caos e começa a ordem…….se há algo em que podemos acreditar que seja “real” ou o que seja ficção !!! em algum lugar da realidade se é que podemos falar em “realidade” haveria vários eus vivendo varias “realidades” e talvez entre sonhos e delirios, nossa mente possa viajar entre as dimensões…..tudo é possível!!!!!!!!!!!!

  12. E talvez mais:
    Quando falamos de universos hologrficos ou de simulacros de universo (onde nosso vida e nossa realidade seria na realidade uma simulação com regras “computacionais” bem similares ao joguinho The Sims) nos assustamos. Será que não existimos e somos personagens de um jogo de seres sitados na “verdadeira realidade”, tal qual no filme O 13º Andar?
    Sempre que tentamos verificar se algo é real ou simulado nós fazemos uma coisa: ampliamos até conseguir verificar as menores parte, as que constituem tudo o mais; nas fotografias tradicionais usavamos lupas até conseguirmos ver granulação; nos vídeos e simulacros computacionais queremos ver os “pixels”.
    Tudo tem a ver com a resolução: quanto mais elaborada a simulação menor o tamanho dos “pontos” e espaços constituintes, mais eles estarão lá, pelo menos até descermos tão fundo onde o ponto não será constituído por nada e entre um “ponto” e outro não houver espaço para mais nada(nem mesmo pontos menores).
    A física faz o mesmo. E parece que o resultado não vai nos agradar: Atualmente chegamos a um ponto, ainda que matematicamente onde tudo parece indicar que nós somos os “The Sims” de alguém que não nós que existe no universo real (ou pelo menos em uma simulação de nível computacional superior ao nosso).
    Quem duvida, procure saber sobre o Comprimento de Planck ( e sus porquês) e os neutrinos, e seus limites físicos (não há distância menor fisicamente viavel ou partícula pluridimensional menor /// obviamente as cordas não são partículas e são 1D existindo em 10D, por isto ainda indetectáveis nos nossos intrumentos 4D)
    Assim, cuidado ! Você pode nem mesmo existir…

    • Um universo holográfico não é um “simulacro de universo”, é um universo real, só que o número de dimensões que tem nele e o número de dimensões verificáveis não fecha, não é igual.

      Um holograma é uma imagem 2D que dá a impressão de ser 3D. Tudo em um holograma é 2D, só que se você pudesse “viver” dentro do holograma, você iria jurar que ele é 3D.

      É este o significado de “Universo Holograma“. A ilusão não é o Universo, mas a percepção que temos dele.

    • MAAS o fato de haver unidades padrão não implica no universo ser simulado e muito menos controlado (também não exclui a possibilidade).

    • Caro Cesar Grossmann,
      Holograma significa “escrita do todo”, logo não é real, é a representação integral de outra coisa, uma forma de armazenamento de informação. Numa projeção holográfica a informação do todo está presente em qualquer de suas partes, mais ou menos como funciona a nossa memória, onde não há um neurônio responsável individual por certa informação, mas ao mesmo tempo todos (daquela determinada área de processamento) o são.
      Imagens 2D que parecem 3D não são hologramas: trata-se de Estereoscopia. Assim, estas tão cobiçadas e caras TV3D não são 3D: são estereoscópicas.
      Nas simulações eles criaram um simulacro de universo que se adequava ao que queriam provar: basta tirar a gravidade. Uma das bases da Relatividade.
      Assim é fácil: se eu fizer uma simulação e colocar 6 rodas na minha irmã ela vira um caminhão (e olha que o nome dela é Mercedes!).
      Existem outras teorias que, pelo menos matematicamente, explicam nosso universo como uma mera projeção de informação, demonstrando que só a informação existe e que tudo seria apenas a representação de algo além da Barreira da Luz, ou mesmo de fora de nosso universo.
      Quanto ao número de dimensões, as dimensões verificáveis, de acordo com nosso desenvolvimento atual, são apenas as 4 distendidas (tempo + 3 espaciais), porém já chega a ser um consenso que só explicamos nosso universo se calcularmos com dimensões extras. Nem por isso há consenso de que trata-se de holograma.

    • Entonces, reforçando Cesar Grossmann, não é que o Universo seja “virtual” ou processado em computador. É simplesmente a ideia de Universo existente versus universo percebido.

    • @Cesar Grossmann

      Gostaria de parabeniza-lo pela forma simples e objetiva com que colocou o assunto: Eu confesso que sempre achei a hipótese do princípio holográfico sempre foi um conceito “difícil” de se assimilar, até porque as alegações mais comuns que vejo sobre o tema são justamente essas que seríamos apenas uma “simulação” de outra realidade mais profunda e etc.

      Mas como diz a frase: Uma coisa bacana sobre a ciência é que você não precisa acreditar nela para algo ser verdade ou não.

      Só gostaria de saber até onde uma simulação de computador, por mais sofisticada que seja, serve como evidência empírica: Não é a minha intenção diminuir o trabalho desses pesquisadores, mas além dos cálculos, para que essa ideia seja levada adiante seria preciso uma forma de falsear ela e encontrar alguma fenômeno na natureza que corresponda a essa observações correto?

    • 13º Andar, filmaço.
      Nego idolatra Matrix pela propaganda investida nele, e por ser de ação.

    • Caros Leonardo Marques de Souza e Jairo Roberto Etchichury Morales: “a ideia de Universo existente versus universo percebido” é fundamental para toda ciência. Nossas sensações e nossas percepções são obviamente coisas distintas. Mas não estamos tratando disto e isto não tem nada a ver com os conceitos de holografia ou de simulação. O que pode “encucar” a maioria das pessoas é perder a certeza percepcional de existe e por por terra o “dubito ergo cogito ergo suum” cartesiano nosso de cada dia.
      Eu também “gostaria de saber até onde uma simulação de computador”. É justamente isto que me assusta: o Homem foi a Lua com um computador chinfrim com clock de KHz e memória de 64Kb. Hoje, o celular mais “Chin Ling” do camelô funciona com frequências de GHz e tem cartão de memória disponível de 64 Gb, Ou seja, em menos de 45 anos a tecnologia de ponta, militar, teve a frequência incrementada em 1.000.000 de vezes, a memória em 1.000.000, fora a capacidade de processamento que era com “palavras” e comandos de 4 bits (hexadecimal BCD) para processamento em 64 bits, o que transformou o que era simplesmente uma calculadora (muito pior que qualquer uma de hoje) em uma máquina destas que vc está pilotando agora, sem usar 1/1000 de sua capacidade,
      Caro Lucas Noetzold: é isto mesmo, porem o q

    • continuando…
      Caro Lucas Noetzold: é isto mesmo, porém o que eu quis dizer foi que ao se procurar por simulacros devemos procurar a repetição: constantes, dots e pixels, suas unidades menores, pois são seus maiores indicativos e o seu “pontos de fuga”. Se vc dispusesse um “Holodeck” (referência Trekkie) não conseguiria distinguir a simulação, a menos que observasse em escala menos que o foton.
      É na falta de definição, ou na sua menor unidade, que passamos a distinguir uma simulação.

    • Araujo. É mais simples que isso e menos extrapolado. A holografia descrita no artigo e, pelo cientista e pesquisador Hyakutake é o princípio holográfico, não tem relação direta com o conceito geral de holografia, que é distinto de simulação, assim é uma hipótese extramente forte sobre a definição de vários espaços dimensionais contidas dentro de uma unidade de espaço. Só isso. Elas foram boladas para não entrar em conflito com as teorias já fundamentadas e mais embasadas. Isso é processo científico, enfim, metodologia científica.

    • Jairo, sobre a simulação de computador, imagine que você tenha um computador capaz de fazer a simulação do Universo. Para esta simulação estar completa, ela tem que conter um computador simulando o Universo, certo? Já que você estaria em um Universo em que há um computador simulando o Universo, qualquer simulação de Universo não estará completa sem simular o tal computador.

      Isto é possível?

    • Eduardo, um holograma é uma imagem 2D que tem aspecto de 3D. Você olha para ela e pensa perceber “profundidade”. Eu sei o que é estereoscopia e não é disso que estou falando. Em uma imagem estereoscópica você faz um olho ver algo e o outro ver este algo mas com uma pequena diferença, e a junção das imagens captadas pelos olhos, no cérebro, dá a impressão de 3D. Um caolho, por exemplo, jamais veria uma imagem 3D… Mas ele pode ver um holograma.

    • Cesar Crossmann, imagino que este efeito que você está falando não é um Holograma. Estes efeitos 3d das Tvs e Cinemas, é como o Eduardo falou, é apenas um efeito estereoscópico, mas não Holograma.

      Um verdadeiro Holograma pode reproduzir uma Imagem 3d real através de interferência dos raios luminosos que são projetados. De uns anos pra cá os hologramas se tornaram realidade porém estão muito limitados necessitam de um suporte tipo um tubo, parece que ainda não existe um Holograma 3d que se projeta no Ar (estilo Star Wars).

      A holografia tb pode ser utilizada na parte de amarzento de informação em mini hologramas 3d, multiplicando por centenas de vezes a capacidade de armazenamento, esta tecnologia ainda é embrionária, precisa-se avançar muito ainda.

      Aqueles exemplos de teclados que são projetados em uma superfício 2d(mesa) também são erroneamente chamados de hologramas.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Holograma

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