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Pesca ultrapassa os limites da sustentabilidade: população de peixes diminui 60%

Por em 9.02.2012 as 10:22

Um novo estudo mostra que o impacto da pesca do atum e espécies semelhantes durante os últimos 50 anos diminuiu a abundância de todas essas populações por uma média de 60%.

Especialistas acrescentam que a maioria dos peixes de atum tem sido explorada para além dos limites da sustentabilidade.

O debate sobre o impacto da pesca nas espécies diferentes já dura 50 anos. As populações que tiveram sua abundância mais afetada foram os atuns de água fria, como o atum-rabilho, que diminuíram 80%. Essas espécies são grandes, de longa duração e de grande valor econômico.

Cavala, um peixe menor com ciclo de vida mais curto, também experimentou uma redução significativa em abundância. Essa informação sugere que a pesca pode ser uma ameaça a todas as espécies, independentemente da sua dimensão.

Um estudo publicado na revista Nature em 2003 concluiu que a abundância de peixes pelágicos, principalmente o atum, havia reduzido em 90% no século passado.

Os cientistas acreditam que a gestão de pescas precisa melhorar. Os peixes com maior valor econômico são os mais sobre-explorados. Há claramente pessoas que se beneficiam economicamente da pesca ilegal de atum-rabilho, caso em que o comércio internacional vai além das normas internacionais de pesca, que são geralmente eficazes.

As organizações de gestão de pesca não devem apenas usar seus recursos para gerenciar as espécies de alto valor, como o atum grande, mas também para as espécies de menor valor econômico, que são importantes, pois são uma grande fonte de proteína para muitos países.

Os pesquisadores dizem que esforços sérios e ações eficazes são necessários para reduzir a pesca excessiva global, para recuperar populações sobre-exploradas e para regulamentar o comércio que as põe em perigo. Só assim poderemos garantir capturas maiores, lucros financeiros estáveis e redução do impacto nos ecossistemas marinhos.[ScienceDaily]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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5 comentários

  1. Jonatas /

    A que ponto se vai chegar…

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  2. josemar silva dos santos /

    Está na hora de começarmos a pensar em repovoar os oceanos, e bem que os japas poderiam começar a reproduzir o atum em laboratorio e depois devolve-los ao mar, assim como os portugas, e noruegos, fazerem com o bacalhau, pois só querem pescar e mais nada!produzir alevinos de todas as espécies e a unica saída.

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  3. Nik /

    O “legal” dessa história é que é fácil ver pescadores reclamando da falta de peixes… De quem eles pensam que é a culpa? Dos peixes, por não se reproduzirem tanto? Lastimável.

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  4. Fala Sério /

    O maior predador deste planeta é o ser humano, ele não tem pena de nada. Quanto menor é a sua renda mais predador ele é. Tem gente que come até beija-flor.

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  5. Alter ego: Animal Planet /

    Isso lembra o massacre de baleias jubarte, que no século XX tiveram 90% de sua população dizimada.

    Locais no Oceano Pacífico Sul sofrem com a pesca excessiva de países europeus que já esgotar seus mares e fazem agora nos locais de pescadores locais, cuja pesca é sustentável e de subsistência.
    Além da destrutiva pesca de tubarões para pegar suas barbatanas que são uma iguaria no leste asiático, vitimando mais de 100 milhões por ano.

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