Por que nos lembramos de alguns sonhos mas de outros, não?

Às vezes você acorda e o sonho que acabou de ter parecia tão real que você demora um pouco para perceber que ele não aconteceu de verdade. Outras vezes, porém, semanas e até meses se passam sem que você consiga se lembrar de um único sonho. Porque isso acontece?

Porque o mesmo mecanismo do cérebro que controla o que lembramos e o que esquecemos enquanto estamos acordados também faz essa função durante o sono.

É o que afirma Luigi De Gennaro, na Universidade de Roma, na Itália, e sua equipe, que usaram um eletroencefalograma (EEG) para monitorar a atividade cerebral de estudantes enquanto eles dormiam.

A equipe monitorou 65 alunos: 30 que habitualmente acordam duante a fase do sono dos movimento rápido dos olhos (REM), e 35 estudantes que costumam se despertar no estágio 2 do sono não-REM. Cerca de dois terços de ambos grupos relembraram os sonhos durante o estudo.

Aqueles que acordaram durante o sono REM e conseguiram recordar seus sonhos eram mais propensos a demonstrar um padrão de oscilações no encefalograma – chamadas de ondas-teta – nas áreas do córtex frontal e pré-frontal.

Essas são as partes do cérebro onde ocorre o nosso pensamento mais avançado. “As oscilações de EEG e as regiões corticais envolvidas são as mesmas importantes para recordar memórias em indivíduos acordados”, explica De Gennaro.

Dentre as pessoas que acordaram durante o sono não-REM, aqueles que se lembraram de seus sonhos tinham padrões de atividade das ondas alfa no lobo temporal direito – envolvidos no reconhecimento de eventos emocionais – que se assemelhavam à atividade conhecida por ser essencial para a memória quando acordado.

O resultado é que, mesmo quando estamos dormindo, as mesmas partes do nosso cérebro estão em estado de alerta para que consigamos nos lembrar das coisas. Os eventos são frequentemente carregadas de emoção e nosso cérebro o considera importante o suficiente para nos lembrarmos dele, não importando se estamos acordados ou não.

De Gennero diz que os resultados são a primeira evidência fisiológica de que as memórias são armazenadas da mesma forma e no mesmo lugar, seja acordado, seja dormindo.”Estes resultados são semelhantes aos padrões conhecidos de EEG na memória de vigília, sugerindo um continuo processos cerebrais ao longo do ciclo vigília-sono”, diz Michael Czisch, que estuda o sono no Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, Alemanha. [NewScientist]

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8 respostas para “Por que nos lembramos de alguns sonhos mas de outros, não?”

  1. Sonhar significa interagir as informações vivenciadas ligas ao plano terreno com aquelas ligadas ao plano dos sonhos tendo a finalidade de nos prepararmos ao adevir.
    Assim sendo, a depender de qual é o nosso foco de atitudes, pensamentos e sentimentos acabamos interagindo nos sonhos com diferentes situações.
    O fato de um sonho poder ser lembrado ou não dependerá de nosso preparo e interesse em acessar uma informação facilitadora de nossa existência.

  2. As vezes tenho sonhos incríveis q sinto durante quase o dia todo q foi verdade. Outras vezes, sei q sonhei algo bacana e que gostaria muito de lembrar mas não consigo. Engraçado como vc sabe q sonhou algo bacana mas não sabe o quê!

  3. Tenho uma teoria maluca: quando lembramos dos sonhos é porque o nosso subconsciente está querendo mandar um recado para o consciente. O grande problema é decifrar esse recado, já que sonho é sonho, coisa um tanto surrealista.

    Mas seria possível um bloqueio do consciente para esse recado, no caso de um assunto incoveniente ou desagradável. E aí não nos lembramos do sonho.

    E quando não há recado nenhum para dar, o sonho é deletado pelo subconsciente: para não gastar espaço de armazenamento.

  4. Acordem com o despertador no buzzer em vez da radio e não pensem em mais nada. Assim o vosso cerebro não recebe tanta informação que vos vai fazer esquecer do sonho em 5 minutos.

    • Milena,
      Talvez o seu problema seja a RAIVA.
      A RAIVA (também conhecida impropriamente como Hidrofobia), é uma doença infecciosa que afeta os mamíferos causada por um vírus que se instala e multiplica primeiro nos nervos periféricos e depois no sistema nervoso central e dali para as glândulas salivares, de onde se multiplica e propaga. Por ocorrer em animais e também afetar o ser humano, é considerada uma zoonose.
      A transmissão dá-se do animal infectado para o sadio através do contato da saliva por mordedura, lambida em feridas abertas, mucosas ou arranhões. Outros casos de transmissão registrados são a via inalatória, pela placenta e aleitamento e, entre humanos, pelo transplante de córnea. Infectando animais homeotérmicos, a raiva urbana tem como principal agente o cão, seguido pelo gato; na forma selvagem, esta se dá principalmente por lobos, raposas, coiotes e nos morcegos hematófogos. 80% dos casos registrados são em carnívoros.

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