O universo em um clique

Por que os sites saem do ar?

Por em 16.06.2010 as 17:10

Quando o Google, por exemplo, sai do ar, o mundo parece parar – e o twitter só fala disso. Segundo especialistas não só os “crashes” podem acontecer a qualquer momento como são inevitáveis.

Na semana passada, tanto o Twitter como o WordPress (plataforma para blogs – aliás, a que usamos no HypeScience), tiveram problemas e seus usuários não puderam acessá-los. E, quando isso acontece, somos presenteados com aquelas mensagens de “Desculpe-nos, por problemas técnicos nossos serviços estão fora do ar”. A mensagem do WordPress, por exemplo, dizia que os “serviços estarão de volta em apenas um minuto!”.

O fato é que não foi bem assim, e os blogueiros precisaram ficar algumas horas esperando pela volta do serviço. No último ano o WordPress esteve ativo 99,9% do tempo. Pode parecer que 0,01% é muito pouco, mas isso significa 9 horas fora do ar durante o ano.

Mas porque isso acontece? Afinal os websites continuam a passar por “crashes” continuamente – até os gigantes, como o Google. Alguém já não deveria ter arranjado uma solução?

Segundo especialistas, esses problemas acontecem, basicamente, porque os sistemas são controlados por máquinas, e dificilmente podemos prever quando um computador pode apresentar uma falha. E, para piorar, essas máquinas irão falhar eventualmente elas não são perfeitas e a lei de Murphy é certeira: quando alguma coisa pode dar errado, ela vai dar errado.

Para os donos do WordPress, o que torna os crashes problemas maiores ou menores é como a equipe de cada site lida com a situação. Se o site possuir uma estrutura e técnicos eficientes, o crash dura menos.

Mas se os erros são tão comuns porque os sites não saem de ar mais vezes? É porque as empresas que os administram se previnem, estocando a informação que mantém um site funcionando em mais de um “centro computacional”. Então se, de repente, falta luz na sede da Google, há outra estrutura pronta para fazer o site correr normalmente em uma “subsede”. Isso também impede que algum hacker engraçadinho tenha facilidade em derrubar o site.

Então, caro internauta, sentimos informar que as quedas dos sites continuarão acontecendo, mas veja pelo lado bom: poderia ter sido pior. [CNN]

Luciana Galastri é jornalista. Viciada em livros, lê desde publicações sobre física a romances de menininha do estilo "Crepúsculo". Toca piano desde os oito anos de idade e seu estilo de música preferido é o metal.

7 comentários

  1. Edson /

    Isso pode ser o começo de um fim. Pois tudo que tem começo tem fim. Preparem-se. Vem aí a grande fatalidade. Não podemos prever, mas tudo que começa acaba. Salve-se quem puder!!!!!!!!!!!!!

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  2. Jorginho /

    Nada é perfeito ! Que vale a antiga frase : ” quem têm dois , tem um !”

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  3. Cla /

    Falando nisso, tive problemas pra entrar no hypescience hoje hehe

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  4. Jorge /

    Se pode ser pior, então VAI ser pior.

    E a tendência é piorar.

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  5. Parabéns pelo artigo, isso ajuda a entender melhor o sistema
    e ficar menos “nervoso” quando isso acontecer.

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  6. Paul Geller /

    100% – 99,9% dá 0,1%, não 0,01%.

    Aliás, 99,9% de uptime é pouco pelos padrões de hoje para uma infraestrutura de alta disponibilidade. O pessoal da CNN deve ter arredondado.

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  7. Alexia /

    Bem, se pode ser pior, então VAI ser pior.
    Vide lei de Murphy.

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