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Técnicos japoneses injetam nitrogênio para controlar explosão em reator nuclear

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Por em 8.04.2011 as 3:30

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Trabalhadores japoneses estão injetando nitrogênio em um dos reatores da usina nuclear Fukushima Daiichi, danificado após o terremoto seguido de tsunami, para evitar mais explosões de hidrogênio.

Explosões causadas por uma acumulação de gás hidrogênio aconteceram em três edifícios do reator depois do acidente.

Os técnicos começaram a injeção de nitrogênio, um gás inerte, no reator número um na quinta-feira (hora local). A possibilidade de uma explosão de hidrogênio nas condições atuais não é necessariamente elevada, mas através da injeção de nitrogênio, a possibilidade fica muito próxima a zero, por isso a decisão japonesa.

O processo de injeção deve levar cerca de seis dias. O hidrogênio está se acumulando porque, devido aos baixos níveis de água fria, as barras de combustível estão parcialmente expostas, causando superaquecimento.

A prevenção de explosões de hidrogênio ainda é vista como uma prioridade, porque as explosões poderiam lançar mais radiação no ambiente. Os engenheiros também estão considerando uma injeção de nitrogênio no segundo e terceiro reatores.

A operação ocorreu um dia depois dos trabalhadores tamparem um vazamento de água altamente radioativa do reator número dois. O vazamento pode ter sido a fonte de altos níveis de radiação encontrados na água do mar nas proximidades.

Para pará-lo, eles injetaram agentes químicos – silicato de sódio, conhecido como “copo de água” – que solidificaram o solo perto do buraco.

Enquanto isso, os engenheiros continuam a bombear cerca de 11.500 toneladas de água pouco radioativa para o mar, para que a água mais contaminada do reator dois possa ser armazenada em edifícios de resíduos.

Autoridades disseram que a água descarregada não representa uma ameaça significativa para a saúde humana, mas os pescadores locais reagiram com indignação. O governo japonês prometeu compensações para a indústria de pesca, e a usina já se comprometeu com planos para indenizar os moradores e agricultores em torno da planta nuclear.

Na quarta-feira, um cientista da ONU disse que não esperava que os eventos em Fukushima causassem graves problemas de saúde. É cedo demais para avaliar o impacto total da situação, mas os traços de radioatividade detectados em todo o mundo são muito inferiores aos encontrados após o desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Os vizinhos do Japão, no entanto, continuam preocupados. Na Coréia do Sul, mais de 130 escolas na província de Gyeonggi cancelaram as aulas ou atividades restritas ao ar livre por causa do medo da chuva contaminada.

O Instituto Coreano de Segurança Nuclear disse que, embora pequenos níveis de iodo radioativo e partículas de césio tenham sido encontrados na chuva em parte do país, eles não são suficientes para causar preocupação à saúde pública.

Segundo a polícia japonesa, o número de pessoas conhecidas que morreram no terremoto seguido de tsunami atingiu 12.494, com outros 15.107 desaparecidos. [BBC]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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