Fazendo arte com animais mortos

Por , em 5.05.2013

O artista Iori Tomita, de Yokohama (Japão), usa um material pouco convencional para suas obras: cadáveres de animais marinhos.

Caranguejos, lulas e peixes das profundezas que acabariam sendo jogados fora por pescadores são coletados e mergulhados em enzimas que consomem tecidos moles e proteínas. O que sobra são cartilagens (posteriormente tingidas de azul) e ossos (tingidos de púrpura). “As pessoas se sentem atraídas pela beleza das criaturas”, conta Tomita. “Espécimes conservadas em formol têm uma aparência grotesca”.

De acordo com o artista, seu trabalho tem uma dimensão moral. Citando um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que mostra que cerca de 1/3 de todos os alimentos produzidos para consumo humano é desperdiçado, ele pergunta: “Já pensou em quantas vidas isso representa?”.

A curiosa ideia não surgiu por acaso: Tomita foi pescador até os 25 anos (hoje tem 29) e, depois de visitar pela primeira vez uma galeria de arte, em 2011, percebeu que poderia unir arte e seu amor pela natureza. Ele já pensou, inclusive, em fazer esse tipo de obra com cadáveres humanos, mas descartou a ideia.

Seu portfólio pode ser visto no aplicativo New World Transparent Specimens, para iPad e iPhone.[New Scientist, iTunes, FAO]

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