Ver pornografia na internet faz crianças acharem que estupro é comportamento normal

Publicado em 14.06.2012

O alerta está sendo dado pela Sue Berelowitz, Comissária para a Infância no Reino Unido, que aponta que não há cidade ou vila em que as crianças não estão sendo vítimas de exploração sexual. O número de vítimas está na casa dos milhares e, segundo Peter Davies, diretor do Child Exploitation and Online Protection Centre, uma em cada 20 crianças é vítima de abuso sexual. E o acesso precoce à pornografia na internet está na raiz desta exploração: as crianças estão crescendo com uma visão totalmente deturpada do que é sexo e do que é um comportamento sexual normal.

Alguns dos meninos que estavam envolvidos em atos de abuso sexual falaram que “era como estar dentro de um filme pornô”. “Eles viram coisas e depois repetiram o que viram. Definitivamente isto afetou os limites do que eles pensam ser normal”, contou Berelowitz.

A exploração sexual aparece de diversas formas, desde crianças que vão para um parque para encontrar um amigo virtual e acabam sendo estupradas por gangues de outras crianças (e outros grupos de crianças são convocadas por celular para estuprar a mesma criança em outra parte do parque, em uma tortura sexual que, em um caso descoberto recentemente, durou alguns dias), ou crianças de 11 anos que acham que tem que praticar sexo oral em grupos de outras crianças durante períodos de até duas horas, até adultos que se passam por crianças em sites online como o Habbo ou o Facebook, onde um homem de 40 anos que se passava por um menino tinha mais de 1.000 meninas entre 12 e 14 anos como “amigos”.

No site Habbo, uma produtoras de televisão (Channel 4 News, do Reino Unido) se fez passar por uma criança de 13 anos. Depois de dois meses de experiência, Rachel Seifert relatou que o bate-papo era bastante sexual, perverso, violento e pornográfico, além de bastante explícito. Logo nos dois primeiros minutos de acesso, já perguntaram se ela tinha webcam, e pediram para ela tirar toda a roupa.

Como se não bastasse as crianças acharem normal o estupro e a violência sexual, ainda existem adultos que as obrigam a fazer sexo e filmam tudo para garantir a cumplicidade delas, criando uma “rede de abusos”. Também existem pessoas usando artifícios ilícitos para obter sexo, como um grupo de homens que foi condenado por dar bebidas e drogas a meninas de 13 anos para usá-las para o sexo.

Enquanto controles mais rígidos não são regulamentados, como um sistema de opt-in em que a pornografia é bloqueada por padrão por provedores de internet (a menos que os pais solicitem o desbloqueio), a organização de Peter Davies está distribuindo filmes em escolas, voltados a crianças com idade entre 5 e 8 anos, ensinando-as como evitar os perigos online.

Seria pouco? O que os pais poderiam fazer para proteger seus filhos? Confira aqui um artigo com dicas para evitar que seu filho seja abusado.[DailyMail]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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7 Comentários

  1. A culpa de isso tudo é dos pais. Eles ouvem músicas cretinas que só fala em sacanagem, assistem novela e esses programecos de bunda de fora, e vocês acham que os filhos vão aprender oque? Antes de culparem a net e deixar que seus filhos virem alvo fácil para esses bandidos, é só pensar melhor em seu próprio comportamento perante as crianças. Minhas filhas não ouvem “música” que o povo gosta, apenas músicas decentes, de verdade, acessam a net com supervisão e noção do que pode, distinguem o certo e o errado (e eu sei tudo oque passa pelo computador) e são incentivadas e gostam de ler, jogar vídeo game e ignorar o comportamento fútil das crianças precocemente “descoladas”. Filho de peixe…

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  2. Uma vez, peguei um pc de um conhecido para dar uma “limpada”, já que meu conhecido disse que o pc estava lento, a internet estava lenta, essas coisas… quando eu fui ver o que havia sido baixado fiquei pasmo, a maioria dos videos era sobre estupro, perversão, incesto etc., e dai falei para ele que esses vídeos poderiam ter sido a fonte de ataque, só que, conheço esse meu amigo e a esposa dele e sei que ambos não sabem bulhufas de internet, nem sabiam o que era kazaa (o programa que baixaram os vídeos) e eles tinham duas filhas, uma de 14 e outra de 11 anos… e quem vocês acham que estavam baixando o conteúdo? As filhas. Fiquei abismado e percebi o quanto o mundo está destruído…

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  3. Este artigo tocou em um ponto muito delicado da nossa época.Como controlar o que as crianças recebem de informação.Não uma questão de querer ser conservador,mas é fato que eles não estão preparados para verem a pornografia que está disponível na internet.Seria importante que todos que lessem esse artigo,o divulgassem entre os amigos.

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  4. O futuro depende destas crianças que um dia serão adultas, porem do jeito que a coisa anda nossas crianças irão crescer com muitas distorções em sua formação moral e sabe Deus como irão ser as coisas sem o verdadeiro conhecimento dos valores que precisam ser seguidos !

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