10 descobertas incríveis que foram feitas por mulheres

Por , em 8.03.2019

Antes de nossa era moderna, a percepção comum das mulheres tinha mais a ver com seus papéis como mães e donas de casa do que como cientistas. Por isso, embora suas contribuições para a nossa sociedade não possam ser exageradas, muitas bravas mulheres não receberam o devido crédito ou reconhecimento por suas realizações.

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar descobertas importantes feitas por elas ao longo dos anos:

10. DNA – Rosalind Franklin


Três homens ganharam o Prêmio Nobel de 1962 em Fisiologia ou Medicina pela descoberta da “dupla hélice”, a forma molecular do DNA.

Mas o achado foi na verdade feito por uma mulher chamada Rosalind Franklin, que trabalhou em conjunto com os homens. Ela foi ofuscada por seus colegas quando eles aceitaram a medalha.

No entanto, fez contribuições incríveis para esta descoberta. Por exemplo, conseguiu tirar uma foto do DNA de perto. Assemelhava-se a um “X”. A foto foi mais tarde chamada de “Fotografia 51”, e uma peça sobre Rosalind foi produzida com o mesmo título.

9. Núcleo interno da Terra – Inge Lehmann


A Terra é composta de várias camadas, que podem ser categorizadas de maneiras diferentes. Dentre elas, há a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno. Este último foi descoberto pela sismóloga dinamarquesa Inge Lehmann em 1936.

O achado nos ajudou a determinar a idade da Terra, bem como muitas outras coisas. Medindo a taxa de resfriamento do núcleo interno, descobrimos que é provável que ele tenha começado a se solidificar 0,5 a 2 bilhões de anos atrás.

Não obstante, acredita-se que o crescimento do núcleo interno da Terra desempenha um papel vital na geração de campos magnéticos da Terra.

8. Estrutura da Via Láctea – Heidi Jo Newberg


A professora de física Heidi Jo Newberg, do Instituto Politécnico Rensselaer (EUA), é conhecida por suas contribuições ao conhecimento da estrutura da Via Láctea.

A Via Láctea é uma galáxia espiral que contém o nosso sistema solar. Newberg e sua equipe descobriram que canibaliza estrelas de galáxias menores. Além disso, determinaram que a Via Láctea é maior do que se acreditava anteriormente e tem mais ondulações.

7. Fissão nuclear – Lise Meitner


Uma mulher chamada Lise Meitner, parte de uma dupla que descobriu a fissão nuclear, foi negligenciada em 1945 quando o Prêmio Nobel de Química foi concedido a seu parceiro, Otto Hahn. Ele aceitou sozinho o trabalho que os dois fizeram juntos.

Meitner cunhou o termo “fissão” já em 1939, explicando o processo em um artigo que publicou com a ajuda de seu sobrinho, Otto Frisch. O processo mais tarde se tornaria fundamental para a criação da bomba atômica.

Não foi a primeira vez em sua vida que Lise foi deixada de lado. Ela descobriu a transição eletrônica sem radiação em 1923. No entanto, o achado foi creditado a Pierre Victor Auger, um homem que chegou a mesma conclusão dois anos depois. Inclusive, o fenômeno é chamado de “efeito Auger”.

6. Energia cinética – Gabrielle-Emilie Le Tonnelier de Breteuil


Gabrielle-Emilie Le Tonnelier de Breteuil, marquesa de Châtelet, foi uma filósofa, matemática e física do século XVIII. Ela nos deu a primeira descrição conhecida da energia cinética, bem como a primeira tradução para o francês do famoso trabalho de Sir Isaac Newton, “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”.

A energia cinética é a energia de uma partícula ou objeto por causa de seu movimento. Anteriormente, Newton, Voltaire e outros acreditavam que a energia cinética era proporcional à velocidade de um objeto em movimento. Emilie corrigiu a fórmula, acrescentando que a energia cinética também depende da massa do objeto.

Em geral, ela lançou quatro trabalhos científicos e cinco outros, solidificando seu lugar na história da matemática e da física.

5. Radiação – Marie Curie


Marie Curie, uma cientista francesa nascida na Polônia, descobriu muito do que sabemos hoje sobre radiação. Ela estudou o fenômeno em profundidade, incluindo os materiais radioativos urânio e tório. Também inventou uma maneira de medir a quantidade total de radiação.

Na época, fez uma afirmação ousada de que a radioatividade não dependia da forma de um elemento, mas de sua estrutura atômica. Curie foi a primeira pessoa a usar o termo “radioatividade” e inventou um novo campo de estudo científico chamado física atômica.

Felizmente, ganhou o Prêmio Nobel duas vezes – de Física em 1903 e Química em 1911.

4. Pulsar – Jocelyn Bell Burnell


Em 28 de novembro de 1967, os astrônomos Jocelyn Bell Burnell e Anthony Hewish fizeram uma descoberta surpreendente: encontraram o primeiro pulsar, uma estrela de nêutrons em rápida rotação que dispara um feixe de radiação eletromagnética à medida que gira.

Eles tiveram sorte, pois o feixe de um pulsar precisa ser direcionado diretamente para a Terra para ser detectado. Por acaso, eles estavam olhando para o céu em uma noite clara quando fizeram a descoberta.

Na brincadeira, Burnell e Hewish chamaram os pulsos eletromagnéticos de “Pequenos Homens Verdes”, sugerindo que alienígenas poderiam estar tentando se comunicar conosco através deles. No entanto, o fenômeno se provou perfeitamente natural.

3. Quark top – Melissa Franklin


O quark top é a mais pesada de todas as partículas elementares. Existem seis tipos de quarks – up, down, strang, charm, bottom e top. Este último foi descoberto por Melissa Franklin e sua equipe no Fermilab, laboratório do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

A partícula foi confirmada pelo Grande Colisor de Hádrons em 2014. Quarks são minúsculos e compõem os nêutrons e prótons, dois dos três componentes dos átomos. Os átomos, por sua vez, são os blocos de construção da matéria dentro do nosso universo.

Esta não foi a única vez que Franklin fez uma grande descoberta no mundo da física de partículas. Ela também fez parte da equipe do CERN que descobriu o tão esperado bóson de Higgs.

2. Luz lenta – Lene Vestergaard Hau


Você sabia que a velocidade da luz pode desacelerar em alguns casos? Os cientistas sabem graças à dinamarquesa Lene Vestergaard Hau, que descobriu a “luz lenta”.

No vácuo, a luz viaja a 299.792 quilômetros por segundo. No entanto, quando passa através da matéria, desacelera. Ao injetar luz em algo chamado condensado de Bose-Einstein (um estado da matéria), Hau e sua equipe da Universidade de Harvard (EUA) conseguiram reduzir a velocidade da luz para meros 27 quilômetros por hora.

Ainda mais surpreendente, sua equipe fez a luz parar brevemente, também em um condensado de Bose-Einstein. Hau entrará para a história como a primeira pessoa a realmente “parar a luz”.

1. HIV – Françoise Barre-Sinoussi


Em 2008, a virologista francesa Françoise Barre-Sinoussi dividiu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina com Luc Montagnier e Harald zur Hausen. Metade do prêmio foi para Barre-Sinoussi e Montagnier por descobrirem o HIV. Zur Hausen recebeu a outra metade do prêmio pela descoberta do vírus do papiloma humano que causa câncer do colo do útero.

Barre-Sinoussi e sua equipe procuraram descobrir o que estava causando a AIDS. Suspeitando que poderia ser um retrovírus, dissecaram o linfonodo de um paciente com a doença e encontraram o culpado.

Assustadoramente, Barre-Sinoussi acredita que a cura para o HIV é quase impossível. [Listverse]

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