5 coisas aparentemente insignificantes que fazem as pessoas gostarem de você

Por , em 12.01.2014

Todo mundo quer ser aceito pela sociedade, mesmo que diga que não. Mas todo mundo também vai, sempre, algum lugar, algum dia, se deparar com alguém que simplesmente não vai com a sua cara. Talvez haja um motivo, talvez seja totalmente aleatório. No entanto, há solução: de acordo com a ciência, se você quer que as pessoas gostem de você, existem alguns passos simples que você pode seguir:

5. Se desculpe por tudo, mesmo que você não teve nada a ver com isso

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Você já conheceu algum “senhor desculpas”? Aquele cara que diz que sente muito pelo tráfego horrível que você pegou no caminho para o trabalho (mesmo que ele não seja um engenheiro de tráfego), ou pelo clima terrível que temos tido ultimamente (mesmo que não seja um deus nórdico).

Nenhuma dessas coisas é culpa dele, mas ele sente uma necessidade obrigatória de se desculpar por tudo. E talvez todos nós temos um pouco disso – afinal, quem nunca pediu desculpas pelo filme ruim no primeiro encontro, ou pelo fato de que choveu na mesa ao ar livre que você escolheu?

Não faz sentido, mas a sociedade exige um pedido de desculpas, e recompensa as pessoas que o fazem. Em um estudo da Universidade Harvard (EUA), pesquisadores enviaram participantes a uma estação de trem lotada durante um dilúvio e os encarregou de pedir para usar o celular de estranhos. Os participantes foram instruídos a simplesmente pedir a um estranho para usar seu celular ou pedir desculpas sobre o mau tempo em primeiro lugar, e, em seguida, pedir para usar o telefone.

Quando simplesmente ouviram o pedido, os estranhos eram tão propensos a atendê-lo quanto a empurrar o participante para o caminho de um trem em movimento. Depois de ouvir o pedido de desculpas supérfluo, por outro lado, eles sentiram uma vontade quase hipnótica de ajudar um possível ladrão em uma estação de trem lotada.

A série de experimentos revelou que a desculpa desnecessária aumenta os níveis de confiança nas pessoas – mesmo que isso seja meio desonesto, uma vez que você está recebendo simpatia pela admissão de um erro que você não fez. É como se os seres humanos fossem tão ansiosos para ter alguém para culpar que você se torna amado só por bancar o relações públicas do universo: “Em nome das forças cósmicas infinitamente complexas e incontroláveis que lhe trouxeram o tempo de hoje, peço desculpas”. “Ah, muito obrigada! Você é tão querido!”.

4. Parta seu cabelo para a esquerda, se for homem, ou para a direta, se for mulher

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Admitimos que isso soa ridículo. Mas a ciência parece achar que dá certo.

Tome um minuto para pensar sobre homens populares e poderosos – Brad Pitt, por exemplo, ou John F. Kennedy. Agora, pense sobre o seu cabelo. Faça uma busca no Google Images, se for preciso. As chances de que esses homens têm o cabelo dividido para o lado esquerdo são grandes.

John e Catherine Walter, físico nuclear e antropóloga cultural, decidiram investigar o porquê disso. Sua pesquisa resultou na teoria de que, basicamente, a forma como o cabelo de uma pessoa é partido tem um efeito direto sobre os pressupostos dos outros sobre a sua personalidade.

Uma vez que a maioria dos homens divide o cabelo do lado esquerdo, isso é visto como masculino e assertivo. Se você mudar para o lado direito, portanto, pode ser considerado como mais sensível, afeminado e nerd. Por outro lado, as mulheres tradicionalmente dividem o cabelo do lado direito, e se o fazem para o lado esquerdo (como Margaret Thatcher e Hillary Clinton), podem ser percebidas como poderosas e masculinas. Os pesquisadores creem que dividir o cabelo para um lado inesperado cria um vago desconforto nos espectadores.

O maior exemplo disso é o Super-Homem. Quando é o nerd Clark Kent, seu cabelo é repartido no lado direito. Mas quando ele se transforma no musculoso e heroico Super-Homem, o cabelo vai para a esquerda. Bizarro, não?

3. Raspe a cabeça

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Essa só vale para homens. Calvície masculina apresenta algumas decisões difíceis, mas, segundo a ciência, a melhor saída pode ser ficar completamente careca.

Um estudo da Universidade da Pensilvânia (EUA) comparou os traços de personalidade percebidos de homens de aparência semelhante – a principal diferença era o cabelo; um era calvo, outro não. Os carecas foram consistentemente classificados como mais poderosos, influentes e autoritários.

Em um segundo teste, os participantes viram fotos adulteradas do mesmo homem, em uma versão careca e outra com cabelo. A versão careca foi pensada como mais viril, o homem foi considerado mais alto e 13% mais forte.

Em um terceiro experimento, simplesmente ler descrições escritas dos homens foi o suficiente para os participantes avaliarem os carecas como mais masculinos, fortes, dominantes e com mais potencial de liderança.

E enquanto os homens amplamente cabeludos eram considerados apenas moderadamente menos desejáveis do que suas contrapartes carecas, os quase calvos foram percebidos como mais velhos e menos atraentes. Queda de cabelo é tão horrível que leva, junto com os fios, um pouco da masculinidade dos homens pelo ralo a cada manhã. A solução é ficar totalmente liso.

2. Esconda seu ateísmo, até mesmo de outros ateus

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O ateísmo está em ascensão. Pesquisas mostram que a crença em qualquer divindade está em declínio, mas, enquanto isto parece tornar-se norma em lugares como a Escandinávia, onde a crença religiosa chegou a uma grande baixa, ser um ateu na América vem com más notícias: as pessoas geralmente não gostam de você. Incluindo outros ateus.

Em geral, pesquisas têm mostrado que menos da metade dos americanos consideraria sequer remotamente votar em um candidato presidencial ateu. E ninguém quer que o seu filho ou filha se case com um desses pagãos. A Universidade de British Columbia se perguntou por que, e descobriu que tudo se resumia ao simples fato de que as pessoas não confiam em ateus.

Em um teste, pesquisadores apresentaram uma situação repreensível: uma pessoa que bateu em um carro estacionado e, em seguida, saiu sem deixar sequer um telefone de contato. Os participantes foram convidados a escolher a probabilidade de que esse infrator fosse “cristão, muçulmano, estuprador ou ateu”, e, apesar de uma das opções ser claramente diferente das outras, os ateus foram tão escolhidos quanto os estupradores como os prováveis babacas que bateram no outro carro e vazaram.

Outros estudos mostram que os participantes não estariam dispostos a contratar um ateu para um trabalho que exige um alto grau de confiança, e que eles trancam as portas à noite com o objetivo específico de impedir a entrada de ateus que comerão os seus filhos enquanto eles dormem.

Você pode assumir que isso é porque os participantes são religiosos e estão simplesmente discriminando os que pensam de forma diferente deles. Mas é aí que as coisas ficam interessantes: mesmo as pessoas que se identificaram como não crentes eram mais propensas a confiar nos crentes. É isso mesmo – até mesmo outros ateus compraram a ideia de que as pessoas religiosas são mais éticas, ainda que presumivelmente não pensam em si mesmos como menos éticos devido à sua não crença.

Mais uma vez, os seres humanos demonstram uma capacidade notável de acreditar estereótipos grosseiros. A mente humana é um milagre, mas não subestime seus mistérios.

1. Não sorria (se você for homem) ou sorria (se for mulher)

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Sua mãe provavelmente passou uma parte significativa de sua infância incutindo-lhe a imensa importância de um bom sorriso. Vai tirar uma foto? Sorria! Acaba de abrir seu presente de Natal da avó e são meias? Sorria!

No entanto, apesar de tudo o que ela lhe ensinou sobre a capacidade de um rosto sorridente, estudos realizados por pesquisadores da Universidade de British Columbia descobriram o oposto (pelo menos para os homens). Mulheres avaliaram fotos do mesmo homem em uma variedade de poses – feliz, orgulhoso, envergonhado e neutro – e constantemente consideraram o homem feliz como o menos atraente. Os que pareciam mais arrogantes eram os mais bem votados.

O mesmo estudo constatou que os resultados foram contrários para as mulheres: os homens classificaram consistentemente as mulheres felizes como mais atraentes, e as orgulhosas como menos. Então, aparentemente, homens preferem mulheres felizes, e elas gostam é dos idiotas.

Tudo se relaciona com as mesmas normas de gênero ocidentais que as demonstradas na regra do repartição de cabelo – em um nível inconsciente, tendemos a julgar uma pessoa sorridente como “mais feminina e menos dominante” do que uma pessoa coçando as bolas, por exemplo. Este preconceito reforçado há tanto tempo tem um efeito quase reflexivo sobre as primeiras impressões que os outros fazem de nós. [Cracked]

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37 comentários

  • CriticoSocialFoda:

    Impressionante como nada nesse texto faz sentido

  • Evandro Maggiore:

    Desculpe, mas a questão de ateísmo foi ridículo e nunca em 20 anos como ateu ouvi um ateu confiar em religiosos… Esse estudo é uma farsa.

    • Cesar Grossmann:

      Confiar em quê? Você pergunta a religião de alguém antes de perguntar as horas, e desconfia automaticamente se a pessoa disser que é evangélico?

  • pmahrs:

    Certo que os ateus aqui não representa a maioria deles, mas se não fosse isto poderia até dizer que a pesquisa não retrata apenas sobre o ponto de vista do que “acha” um observador, mas que também é o observado razão; pois a maioria das tentativas de ofensas ou rotulação partem de alguns poucos ateus que usam expressões como “Loucos” “fanáticos” superstição” “dizem o que eles tem que pensar” “nada de qualidade” “grosseira” “ridículo” “a maioria falou isto” (maioria é 50% + 1) em outros post já vimos “boiada” “ignorantes” “amebas” etc…

    • SubHeaven Von NordHein:

      Bom você está usando uma minoria como referência para sua conclusão, o que sabemos, em lógica básica, que é uma maneira limitada e errada de se tirar conclusões. Existem ateus de fachada? Sim, existem. Eu mesmo já conheci vários. Mas a maioria não é assim.

      Muitos ateus na verdade, você até esquece que são ateus, pois raramente discutem sobre uma coisa que é irrelevante para a vida deles.

  • Chanel Simon:

    É realmente complicado declarar suas opiniões verdadeiras, sempre acabam taxando as pessoas como de temperamento forte, ou quando querem ser mais sutis falam de personalidade forte….
    O artigo abaixo também fala bem sobre a questão de ser bem tratada….Se concordamos ou não é outra questão. http://meusdoisminutos.blogspot.com/2013/11/quer-ser-bem-tratada-entao-fique-de.html

    • pmahrs:

      Só não podemos confundir personalidade forte com arrogância. Desnecessário ofender as pessoas.

  • edinardo neves:

    Concordo parcialmente com o texto, pois tais pesquisas não levam em conta o estereótipo de todas as pessoas.Pedir desculpas por algo que você não fez vez ou outra,é interessante, mas pedir por tudo,torna-se loucura..

  • pmahrs:

    Calma gente não há motivo para revoltas, a estatística só mostra que matematicamente mais pessoas não confiam tanto em ateus quanto em quem tenha alguma crença; óbvio, já que a maioria tem religião. Em hipótese alguma a pesquisa diz que ateus são menos dignos de confiança. O mesmo vale para quem usa o cabelo da esquerda para a direita ou vice-versa a pesquisa se refere a impressão da maioria dos observadores e não o que é quem usa para este ou aquele lado.

    Eu queria lembrar que pesquisas por amostragem, desde que respeite os métodos de coleta de dados, é uma ferramenta científica matemática válido e mostra tendências ou ideia do todo dentro de uma margem de erro a partir da analise de uma pequena quantidade, mas verifica apenas estatisticamente o porcentual dentro de um todo, não quer dizer que todos 100% acham isto ou aquilo ao ver alguém calvo ou de cabeça raspada.

    • Marcelo Ribeiro:

      Finalmente alguém que presta atenção. Ou sequer lê o ítem. A maioria lê o título e desata na graforragia sanguinária nonsense.

  • Rute Ferreira:

    Gostei do artigo, principalmente o que fala sobre ateus, sempre pensei assim, claro que tirando a parte de esconder de outros ateus…

  • Beto Caldas:

    Pífio este “estudo” sobre os Ateus…mais estranho ainda ser publicado aqui…ts ts ts

    • Andrei Santos:

      Não entendi. Por que um estudo que apontam dados desfavoráveis aos ateus não poderia ser postado aqui?

    • Marcelo Ribeiro:

      Eu não sou teísta e não vejo problema. E porque não poderia? Acho que tem ateu com mania de perseguição. Aplaudem quando um artigo mostra aspectos negativos da religião, mas ficam melindrados quando uma conclusão negativa sobre ateísmo é divulgada. Esse é o preço da liberdade.

  • sussy:

    Discordo completamente com o item 1 e 2
    Tem muitos religiosos q usam a religião para camuflar suas “proesas”, são fingidos.
    E no item dois, homem sem simpatia geralmente é chato, mandão (e não sabe mandar), e ruim de cama.
    Falo por minhas experiências .
    Abraço!

  • Alex Almeida:

    Aproveite o 2 e esconda seu ateísmo também, cara Natasha e site Hypescience. É tão desagradável quanto religiosidade e superstição.

  • Lucas Cottica Silveira:

    Porra, que ridículo. Esconder ateísmo até de quem também é ateu? Eu na hora que ouço que a pessoa é ateia, vejo que existe muito mais chance de eu me dar bem com ela, ao contrário de pessoas espiritualistas, religiosas loucas, em que qualquer crítica é ofensa.

    • pmahrs:

      “espiritualistas religiosas loucas em que qualquer coisa é ofensa”

  • Derley:

    Não achei convincente .

  • João Zago:

    Mas qual é a probabilidade disso dar certo? Ou simplesmente acontece com qualquer pessoa?

  • Simony R. R. Souza:

    Achei essa postagem ridícula. Não faz sentido nenhum. Perco tempo indo aqui para ler isso.

  • Toni Rocha:

    Fiquei impressionado com a do cabelo e do sorriso. A mente humana é bizarra.

  • Tiago Soares:

    Gostei do artigo, tem aí alguns factos que levantam questões interessantes. Gostei particularmente do tópico que se refere à repartição do cabelo.

  • Falcone Big:

    Esconda seu ateísmo… (assino embaixo)

    Como disse uma tirinha que vi uma vez:
    – O problema não é você ser ateu, cristão, budista, satanista, induísta, macumbeiro, etc… O problema é você ser chato!!

  • Danibyo:

    Sei……….a personalidade é o que nos distingue como seres atraentes….

  • pmahrs:

    Excelente matéria. Pode até aparecer um ou outro que não concorde com um ou outro item e até cite exemplos isolados para “provar”, mas são estatísticas, ou seja, válidos a maioria dentro do método matemático de amostragem e não leis da física imutáveis e válidas a todos em todo universo desta dimensão.

    “Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida.” (Martha Medeiros)

  • Thiago Corrêa:

    Não me encaixo na opção 2, eu preferiria votar em um presidente Ateu do que em um Crente ou Agnóstico.

    • Andrei Santos:

      Aham. Vote então em Pol Pot, Mao Tsé-Tung, Stalin, etc… Ah esqueci, não existiam votos naquela época e nem nesse regime. 🙁

    • Thiago Corrêa:

      Votaria em um presidente Ateu não comunista, odeio comunismo, odeio o PT tb!

      Ateísmo não é sinonimo de Comunismo.

  • Figsaw W:

    “Parta seu cabelo para a esquerda, se for homem, ou para a direta, se for mulher” – Porém o homem na imagem-exemplo está usando para o lado direito. Onde está seu Deus agora?

  • Keven bressan:

    poxa, sou sério ( não idiota), tenho o cabelo repartido para o lado direito e sou mais voltado para introversão, o que devo achar disso?

  • Marcus Vinicius:

    Só o que interessa pra essa revista é views… não tem nada de qualidade, só traduções e opiniões grosseiras a respeito.

  • Arthur GT Neto:

    Pessoa sem crença não é igual pessoa atéia. É bem diferente, me pareceu tendencioso.

  • Vitor Flora:

    Sou homem, tenho cabelo pra direita e sou mais legal q os batima ‘-‘

  • Inge Niefer:

    pelo que eu saiba, ateu e pagão são dois conceitos completamente diferentes.

  • Oswaldo Ferreira:

    A sobre ateísmo é fato, quando digo para alguém que não acredito em nenhuma divindade a maioria logo me taxa como doido,mal carácter ou coisa pior e tem uns que acham que sou endemoniado e preciso ser salvo e ficam me chamando para “conhecer a igreja” já chegou até o ridículo de um deles compara o sabor de uma fruta com deus.

    • Marcelo Ribeiro:

      Esses são fanáticos e não pensam por sí só, precisam de um pastor dizendo o que eles tem que pensar. Eles sim é que não tem salvação.

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