Crença no inferno reduz comportamento criminoso?

Por , em 20.06.2012

A maior parte das religiões que são fundamentadas na crença em Deus pregam regras bem específicas para seus seguidores. Matar e roubar, por exemplo, são pecados que podem levar alguém direto para o inferno. Ou será que não? Depende de como Deus é visto em cada religião (e por cada pessoa) especificamente.

Uma nova pesquisa norte-americana aponta que em sociedades nas quais as pessoas acreditam em um Deus punitivo – que não pensa duas vezes antes de mandar alguém para o inferno – as taxas de criminalidade são menores. Já nas regiões em que a população acredita em um Deus misericordioso e que perdoa os pecados na Terra, as taxas de criminalidade são mais elevadas.

Resumindo, quem acha que o céu é para poucos escolhidos tem mais receio em cometer crimes e acabar ardendo no mármore do inferno pelo resto da eternidade. Pessoas que acreditam em um Deus que vai as perdoar tendem a cometer crimes com mais facilidade.

O estudo, realizado pela Universidade de Oregon (EUA), foi liderado pelo professor Azim Shariff, que fez parte de uma pesquisa em 2011 que mostrou que existe uma relação estreita entre crença religiosa e honestidade. No estudo realizado no ano passado, intitulado Different Views of God Predict Cheating Behavior (Deuses maus geram pessoas boas: diferentes visões sobre Deus ajudam a prever comportamento e trapaças), os pesquisadores mostraram que estudantes universitários que creem em um Deus punitivo tendem a trapacear menos e a serem mais honestos por medo do inferno.

A nova pesquisa que mostra a relação entre a crença em um Deus punitivo e criminalidade foi feita a partir de dados de 143.197 pessoas de 67 países, coletados por 26 anos. O estudo revela que não é relevante estudar apenas quantas pessoas acreditam ou não em Deus, mas de que forma é essa crença. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que embora os dados e comparação entre crença em Deus e criminalidade sejam precisos, é preciso ter calma antes de tomar conclusões. [ScienceDaily/CaML/PlosOne/Portal Última Hora/Foto]

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40 comentários

  • Luiz Henrique Marques:

    Um tanto quanto dúbia essa pesquisa, não? Como podem os pesquisadores determinar se as pessoas já cometeram ou irão cometer algum crime?

  • leandro balbino:

    oque reduz a criminalidade ‘e a condiçao financeira quantidade de empregos coloca um monte de gente rica numa favela com 90% desempregado passando fome por umas 3 decadas e voltem a fazer a pesquisa para testar o nivel de criminalidade o crime nao conpença todo mundo sabe disso uma pessoa que ta na merda tudo compença nao conpença pra um rico com um emprego bacana agora pra um mendigo ‘e facil julgar as pessoas vivendo no seu paraiso particular de ganancia e egoismo intereçante que os demonios os maiores pecadores nao sao punidos porque os demonios nao sao punidos no inferno?? os demonios nao sao punidos nao morrem intereçante a lei de deus agora os humanos morrem vao pro inferno por crimes muitas vezes motivado pela sua sede de justiça a igreja catolica como sempre uma religiao pra pessoas tolas

  • Ana Suzuki:

    Nesse sentido, sou pragmática. Se existe vida após a morte, devo preparar-me para ela o melhor possível, pois não caberia no céu ou qualquer plano superior, um indivíduo mau. Se não existir nada, como é que vou saber que perdi tempo sendo amorosa? Afinal,
    o ser amoroso já é recompensado em vida, se souber realmente o que é o amor.

  • D.D versao 2.0:

    Penso que se você faz uma caridade por uma recompensa no futuro, melhor que não faça, independente do que acredita.

  • Luciene Prado:

    A crença em Deus é o ápice da razão e esta não se conserva sozinha, sem o amor (amor que está em Deus e os homens no seu pensamento bitolado em si mesmo não conseguem compreender). Penso que crer ou não no inferno faz com que alguém apresente esse ou aquele comportamento. O mal não tme poder para mudar para melhor o comportamente de alguém, mas o amor tem. “Eu sei que da verdade eu não sou dono, eu sei que não sei tudo sobre Deus; às vezes quem duvida e faz perguntas é mutio mais hoensto do que eu” (Padre Zezinho). O medo também mexe com as estruturas da gente, mas não nos transforma definitivamente.

    • Jean Carvalho:

      Luciene, acho bonito falar no Amor, seja de Deus ou algum “Amor universal”… mas creio q. dizer q. “o medo também mexe com as estruturas da gente, mas não nos transforma definitivamente”, é um pouco arriscado. Basta lembrar o experimento q. foi feito baseado nas teorias “skinnerianas”: um grupo de pessoas, selecionadas principalmente entre universitários, foi dividida em 2 grupos: o de “presos” e o de “guardas”; ambos foram encarcerados numa cadeia desativada, sendo que ninguém de nenhum dos 2 grupos sabia q. os do grupo oposto estavam apenas “representando” (os q. fingiam ser guardas, achavam q. os presos eram realmente deliquentes, e vice-versa). Em pouco tempo, pessoas com um bom nível cultural, educadas, transformaram-se em pessoas extremamente agressivas, desconfiadas. O q. os fez transformarem-se assim? O medo, nada mais do q. isso…

    • Cristiane Xavier:

      Acredito que o medo da punição de Deus para nós pecadores é fundamental para a busca do fortalecimento de nossa fé, pois assim como um pai pune seus filhos ao praticarem algumas infrações no ambiente familiar, o nosso Pai que está no céu e entre nós nos pune também para o nosso bem. Este mesmo raciocínio pode ser afirmado no livro do evangelho de Mateus, onde Jesus fala para termos medo daquele que pode matar o corpo e a alma. conclui-se que o unico que tem esse poder é o nosso Criador, quem nos jugará

    • Marcos Eilert:

      Difícil explicar o que sinto ao ler um comentário assim… se aproxima quase de uma dor física o desgosto que sinto por saber que pessoas assim são quase maioria…

    • Marcelo Taranto:

      “A crença em Deus é o ápice da razão…”

      Vc acabou de definir um novo padrão para o cúmulo da contradição….

  • Ryann K. Drëak:

    Infelizmente, a grande maioria dos humanos ainda precisam de coleira para que não mordam os amiguinhos. :X

    E tem gente que não vê traços da evolução, atualmente. rs

  • Flor de Lis:

    Não creio! Diz a “lenda” que num avião em pleno voo estavam vários políticos corruptos, entre eles Sarney; e o diabo apareceu ameaçando derrubar o avião e matar a todos. Diante da possibilidade de ver se deposto de seu lugar de Presidente do Inferno (digamos assim), o diabo resolveu não levar Sarney para lá e abortou o plano da queda do avião. É minha gente, até o capeta tem medo do presidente do senado; porém a recíproca não é verdadeira! rsrsrs

  • Jean Carvalho:

    Creio que a afirmação é bastante precipitada. Os pesquisadores se esquecem de que as Cruzadas e a Inquisição foram feitas por pessoas que acreditavam num deus punitivo e tbém no inferno. Isso p/ não falar da “noite de São Bartolomeu”, na qual vários cristãos massacraram famílias inteiras de judeus e pagãos. E creio que fizeram isto acreditando que assim agradariam ao “deus punitivo”, já que as pessoas atacadas eram de outra religião.
    Me parece que a vinculação da crença num inferno e num “deus punitivo”, com o baixo nível de violência, só pode ser feita numa sociedade onde todos os habitantes – ou ao menos a maioria – pertençam a religião que prega estes valores – caso contrário, teremos violência sim, e violência esta estimulada pela religião do “deus punitivo”, tal como a história nos dá fartos exemplos…

    • Cristiane Xavier:

      Acredito também que o “deus punitivo” que este artigo tenta retratar faz parte das falsas doutrinas que segundo as escrituras sagradas iriam aparecer. São justamente as profesias se cumprindo. O nosso Deus é Pai educado, ele aguarda a todo momento um ateista, um cientista e um criminoso voltar-se p ele e se arrepender dos seus pecados, mas se em contrapartida o mal e incredulidade deles prevalecerem eles com certeza prestaram conta no dia do juizo. O Fim está Perto!

    • Jean P. Carvalho:

      Mas Cristiane, o deus do Antigo Testamento É um “deus punitivo” (basta ler o A.T.)… aqueles q. escreveram os Evangelhos tentaram mudar isto, creio q. obtiveram um sucesso no máximo parcial…

  • Oswaldo Ferreira:

    Então se existisse céu só ateu entraria nele, pois são os únicos que não precisa ter medo de deuses para não cometer o mau.

    • ediwanuerj .:

      ué, mas se, na doutrina cristã somos salvos pela Graça, por meio da FÉ, não pelas obras, para que ninguém se glorie….

  • Elias:

    Isso é perigoso, porque o governo pode começar a pedir ajuda a padres/pastores em vez de contratar policiais!!! rsrs

  • Westkem:

    A criminalidade é mais intensa onde as leis são brandas, ou onde não existe leis,não acredito que pessoas deixam de cometer crime por medo de ir para o inferno, prefiro acreditar que isso acontece onde as leis são aplicadas na integra e a todos, quanto ao medo de ir ao inferno só tem quem crer e tem fé, o que não é o forte de criminosos, quer acabar com a criminalidade não construa igrejas, construa moralidade e justiça.

    • Jean Carvalho:

      Westkem, concordo em parte c/ sua afirmação. Mas vários criminosos podem ter um forte sentimento religioso, tal como nos mostrou Dostoiévsk em seu livro “Recordação da Casa dos Mortos”, que é auto-biográfico. Durante 9 anos, ele conviveu c/ criminosos, entre os quais havia alguns que tinham assassinado famílias inteiras, e todos tinham um forte sentimento de religiosidade; mas, de resto, concordo: não creio q. a solução p/ o problema da violência seja simplesmente a construção de + igrejas, c/ todo o respeito aos católicos e demais…

    • Cristiane Xavier:

      Devemos ter muito cuidado em fazzer o discenimento entre a pessoa religiosa e a pessoa que tem fé e a pratica, consegue vive-la. Os farizeus foram muitas vezes apontados por Jesus como pessoas hipócritas, por se esconderem atrás de suas religiosidades quando na verdade não possuiam fé e não a praticavam, simplismente cumpriam as leis, mas possuiam coracões impuros.

  • Pedro Ornellas:

    Esse estudo comprova o óbvio. O medo do castigo inibe (até certo ponto) ações consideradas erradas por um padrão de comportamento estabelecido, para aqueles que o aceitam. O Criador do universo definiu regras de conduta para suas criaturas e as consequências de se cumprir ou não os seus mandamentos. Estas estão registradas na Bíblia. Acho oportuno esclarecer que o Inferno de Fogo é uma crença antibíblica e incompatível com a personalidade e modo de agir de Deus. A crença em tal lugar de tormento pode até coibir ações erradas, mas também tem aterrorizado a mente de pessoas através dos tempos, chegando a ganhar status de paranóia no caso de alguns. Há um outro fator não abrangido pelo estudo que induz uma minoria de pessoas a não praticar crimes: a obediência aos mandamentos de Deus não por medo do castigo mas por amor a Ele e ao próximo.

  • Marcos Eilert:

    Acreditar em um Deus impiedoso pode até ter efeito na criminalidade… mas não acreditar em Deus algum tem um efeito ainda maior.

    Basta verificar o índice de criminalidade nos países com maiores índices de não-religiosos. Os países escandinavos ocupam as primeiras posições no índice global de paz (GPI) e não por acaso também lideram a lista de países que possuem mais ateus/agnósticos (entre 60% e 85% se declaram ateus/agnósticos/sem religião)…

    Por outro lado, mais de 95% da população carcerária no Brasil é religiosa……

    • Jean P. Carvalho:

      “Por outro lado, mais de 95% da população carcerária no Brasil é religiosa”…

      Ok, Marcos, mas ñ foi necessariamente a religião q. fez c/ q. eles se tornassem marginais…
      Por outro lado, esta(s) mesma(s) religião(ões) não os impediu de cair no crime…

  • joserios:

    O que tem que ter mesmo é lei que venha funcionar de verdade,porque as leis da muita facilidade para cometer crimes,punição serias resolveria esse problemas.

  • Nik:

    No passado sim, hoje não. Em diversas culturas sempre existia algum tipo de “inferno” ou alguma criatura sinistra que protegia tal lugar ou então “devorava” aqueles que descumpriam tais regras.

    E não adianta esperar por um Sistema Judicial que “funcione”, pois exatamente como o “inferno” e as tais criaturas sinistras do passado, quem está por trás do mesmo quer e irá continuar invisível e intocável.

  • Samuel Locatelli:

    o cristianismo sempre influenciou as pessoas, um exemplo disso é que mesmo o homo sapiens sendo um animal poligâmico,ele se casa só porque a religião fala que é pecado ter mais de uma mulher. isso funciona como uma manipulação para evitar conflitos, pois se todos fossemos poligâmicos não haveria parceiros para todos.

    • Jonatas:

      O oriente é predominado por religiões e doutrinas não cristãs e tem uma taxa de criminalidade muito mais baixa.

  • Germano:

    todo mundo sabe …
    concerteza não reduz nada !!!

  • Jonatas:

    A única coisa que REALMENTE reduz comportamento criminoso é um Sistema Judicial que funcione, uma Lei que se faça cumprir e Segurança Pública de qualidade.

    • garretereis:

      Acredito q a chave para isso seja educação, e doméstica mesmo!!

    • Gargwlas Gargw Gargwlas:

      ajuda mas nao é tudo…. formas de repressão tambem sao necessarias por parte do sistema

      educação é basicamente seguir ensinamentos,

      mas existem pessoas que pensam “fora da caixa” seguindo então outro caminho do que o ensinado, e se por ventura o caminho for um crime….

    • Jonatas:

      E a disciplina de Ética, essa não pode faltar. 🙂

    • D.D versao 2.0:

      Claro Jonatas, acho mais fácil eu me tornar religioso do que acreditar na eficácia do ensino de ética, cidadania e afins, apenas minha opinião.

    • Jean Carvalho:

      Mas p/ haver boa educação doméstica, é preciso haver tbém boa educação escolar, e lisura e transparência em todos os níveis da sociedade, inclusive o político… (é, vai ser difícil…)

    • Medicina Integrativa:

      A melhor forma de reduzir a criminalidade é dar educação e saúde corretas a população, sim um sistema punitivo, pode funcionar também, mas deve ser baseado na terapia laboral e execução em casos onde realmente não exista condições de recuperação…

    • Bruno Rocha:

      Discurdo. Acredito sim na punição como um modo de dissuadir a criminalidade, mas cortar o mau pela raíz, somente com uma boa educação. Um bom exemplo é a suíça, a belgica, a noruega etc.

    • Felipe Guerra:

      Fato! Acho que uma lei de talião por aqui também ajudaria a reduzir a criminalidade haha sem dizer que as pessoas podem até ser temerosas a deus e ao inferno, mas uma hora elas podem atingir um limite e falar ‘ah, que se dane, Deus me perdoa’. Na verdade, Deus é usado pra tudo, né? Até jogadores de futebol adoram dizer que ‘graças a Deus’ tudo deu certo

      Então aí eu vejo uma diferença crucial: um religioso pode não estar cometendo uma atrocidade devido a suas crenças religiosas, e não por sua personalidade, enquanto outras pessoas, religiosas ou não, podem não cometer crimes por entender o seu lugar no mundo, as consequências palpáveis das coisas que fazem (tipo matar uma pessoa = tirar uma vida + ferrar com a família dela etc) e por aí vai…

    • Pedro Ornellas:

      Eu diria que esse é um fator determinante, mas não o ÚNICO.
      Sei de milhões de pessoas que independem da eficácia do Sistema Judicial para se refrearem de praticar crimes. Fazem isso por seguirem a norma deixada por Cristo: “Faça a outros o que queres que te façam.”
      Cá entre nós: Se você dirige, respeita os limites de velocidade? Se faz isso, por quê? Por medo de ganhar uma multa ou por consciência, para não por em risco a sua integridade e a de outros?

    • Jonatas:

      Concordo, todos os pontos citados são válidos e determinantes. Justiça, Educação, Saúde e Princípios, independente de qual religião ou dourina venham, pois todas prezam primariamente pela paz.

    • Jean P. Carvalho:

      E um bom sistema de Educação…

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