6 fotos de vulcões soltando raios

Por , em 24.01.2013

Por mais estranho que pareça, é verdade: uma erupção vulcânica é capaz de criar raios. Por quê?

Relâmpagos que acontecem nas tempestades normais ainda são um fato não bem explicado pela ciência, mas sabe-se que eles ajudam a resfriar áreas de cargas elétricas opostas.

Uma hipótese para o espetáculo raro que se vê em alguns vulcões, chamado de “tempestade suja”, é que as bolhas de magma ou as cinzas do vulcão possuem cargas elétricas e, com o movimento, conseguem criar áreas separadas de cargas elétricas opostas – a condição para a criação dos arcos voltaicos.

Outra hipótese é que os raios aparecem por causa das colisões na poeira vulcânica que induzem a eletricidade.

O processo tem início quando as partículas se separam, seja após uma colisão ou quando partículas maiores se partem. Então, alguma diferença de aerodinâmica entre essas partículas faz com que as que possuem carga positiva se afastem das negativamente carregadas.

Quando a separação da carga é tão alta que supera a resistência do ar, a eletricidade flui entre as partículas – e os raios são este fluxo de eletricidade.

A erupção vulcânica em si é incapaz de gerar carga elétrica suficiente para acender relâmpagos. Os cientistas acreditam que as cargas elétricas são geradas quando fragmentos de rochas, cinzas e partículas de gelo na nuvem colidem para produzir cargas estáticas, da mesma maneira que as partículas de gelo colidem para criar trovoadas regulares.

1 – Vulcão Chaitén
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Em 2008, o vulcão chileno Chaitén, de 1.122 metros de altura, entrou em erupção depois de um período de 9.000 anos adormecido, explodindo metal liquefeito e relâmpagos para o céu. Ele fica localizado na região dos Lagos, no sul do país, a 10 km da cidade de Chaitén.[EventosFinais, MOONSCOOCH]

2 – Vulcão Eyjafjallajökull
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A foto acima, feita pela National Geographic mostra a pluma de cinzas do vulcão Eyjafjallajökull, da Islândia, que entrou em erupção atrapalhando até mesmo viagens aéreas em 2010. Os raios da chamada “tempestade suja” ocorreram quando partículas de rocha e gelo soltas pela explosão de magma colidiram na atmosfera. Abaixo, mais fotos do vulcão.[TheRoosevelts]

2- Lightning streaks across the sky as lava flows from a volcano in Eyjafjallajokul
3 – Grímsvötn
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O Grímsvötn é um sistema lacustre-vulcânico, composto por um vulcão e vários lagos, localizados debaixo do glaciar Vatnajökull, na Islândia. Situado a uma altitude de 1.725 metros, este sistema ocupa uma área de 300 km². Essas fotos foram tiradas na erupção de 22 de maio de 2012.[TheAtlantic, JonGustafsson]

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4 – Vulcão Shinmoe-dake
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Em 2011, um vulcão situado no sudoeste do Japão entrou em erupção lançando cinzas e pedras a uma altura de 4.000 metros. Shinmoedake, situado na ilha Kyushu, tem 1.420 metros de altura e estava adormecido há 52 anos.[Telegraph, G1, ChugginMonkeys]

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5 – Vulcão Puyehue
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Em 2011, a erupção do vulcão Puyehue, do Chile, explodiu uma nuvem de cinzas para o ar que prejudicou voos de aeroportos na Argentina, Uruguai e Paraguai. No Brasil, a nuvem causou cancelamentos principalmente no aeroporto de Porto Alegre. O Puyehue tem 2.440 metros de altura e fica na Patagônia chilena, em meio à Cordilheira dos Andes. As duas cidades mais populosas próximas ao vulcão são Osorno, no Chile, e Bariloche, na Argentina. Desde a última erupção, em 1960, o Puyehue não dava sinais de perigo. [Gatag, G1, WPB]

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6 – Vulcão Arenal
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O vulcão Arenal da Costa Rica, uma das principais atrações turísticas do país, entrou em erupção pela última vez em 2010, derramando lavas, cinzas e gases, o que provocou a evacuação do parque nacional onde está localizado. A atividade vulcânica começou com a queda de ao menos oito avalanches de lava que saíram ininterruptamente de uma cratera de 1.633 metros de altura. A foto acima foi tirada na erupção de agosto de 2005.[Arenal, Terra]

Veja também a foto do Vulão Sakurijama, no Japão, soltando relâmpagos, tirada em 2010.[Geology, RevistaVirtual]

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20 comentários

  • Nathan Otacilio Turcatto Rathke:

    What the fuck oq é esse nome do segundo e como se diz

  • Rodrigo José:

    Magnifico, Belas imagens!!!

  • Lara Alves:

    nossa muito impressionante mesmo!!!!!!!

  • Alberto Carvalhal Campos:

    Os raios se comportam como se a terra fosse o polo contrário de sua energia. Assim eles tendem a ir da terra para as nuvens ou das nuvens para a terra. O mesmo ocorre com os raios gama. Estas descargas se dão do espaço extra universo para o centro do universo, se destruindo e destruindo tudo a sua frente, até que enfraqueça e desapareça por completo.

  • RX:

    Agora sim! Como é bom ver alguém escrevendo sobre o que realmente entende!

    • claudemir da silva:

      lindo espetaculo da natureza

  • Robson Lima:

    muito massa!!!!!

  • Thiago Alexandre Dos Santos:

    Meu sonho é poder fotografar um destes com raios….
    muito lindo este fenômeno…

  • Cesar Grossmann:

    Não sei por que, ao ver estes vulcões com raios (e cuja pluma não atinge a ionosfera nem a pau, é só ver as fotos do espaço, a pluma não passa da troposfera e ali se espalha) lembrei do experimento de Oparin…

    • Glauco Ramalho:

      As cinzas não precisam subir até a ionosfera. Essas partículas expelidas do vulcão estão extremamente excitadas. Existem conexões entre a ionosfera e as camadas inferiores, do q vc precisa é algo que se conecte com elas. A Torre do Tesla fazia isso. Se vc subir nas pirâmides do Egito e erguer uma garrafa de vinho aima da cabeça, vai tomar um choque elétrico.

    • Iago Martins:

      Se o fato da garrafa de vinho ser verdade (desculpe duvidar, mas nunca ouvi falar disso :]) então há como prever aonde um raio irá cair?

  • JLKLEIN:

    onde voces acham que DEUS criou o paraiso….. aqui na terra onde a raça humana faz questão de destruir,lindo e perfeito para o eqilibrio da natureza, estes são os nossos vulcãos, e de tirar o folego, louvado seja JESUS.

  • harryssimo:

    Vulcões, raios e trovoadas me fazem lembrar de Alice.
    Alice, amor da minha vida… Eu te amo mais que tudo. VOLTA PRA MIM, mulher!

  • Danilo Moço:

    Lindo e aterrorizante ao mesmo tempo!!!

  • Janilson Lima:

    Pode até ser perigoso, mas é lindo.

  • Glauco Ramalho:

    Se os próprios cientistas assumem que gotículas de água e gelo não são suficientes para gerar raios, porque imaginar que isso ocorre com vulcões?

    O Professor McCanney fala a décadas sobre isso, e o que ocorre é que a nuvem dos vulcões atingem a ionosfera e descarregam a carga elétrica presente lá, como se fosse um dedo tocando numa tomada, e essa descarga desce em formato de raio. Simples assim.

    • jorbs:

      “Se os próprios cientistas assumem que gotículas de água e gelo não são suficientes para gerar raios”

      Elas não geram raios, quem gera raios é a diferença de potencial (DDP) entre um ponto e outro. Essa DDP surge entre nuvens ou entre nuvens e o solo por causa do atrito entre as partículas. Se não me engano, descargas entre o solo e as nuvens, nas quais o raio está subindo e não “caindo”, são as mais comuns.

      “porque imaginar que isso ocorre com vulcões?”

      Não seria por causa da imensa quantidade de partículas em atrito, coisa inevitável numa explosão vulcânica?

      “o que ocorre é que a nuvem dos vulcões atingem a ionosfera e descarregam a carga elétrica presente lá, como se fosse um dedo tocando numa tomada, e essa descarga desce em formato de raio. Simples assim”

      Pode ser, mas a ionosfera está acima de 50 Km de altura. Uma erupção para atingir estas alturas, mantendo condições de continuidade para o deslocamento das cargas elétricas, teria que ter uma erupção titânica. Alguém pode esclarecer com base científica, por favor?

    • Cesar Grossmann:

      O San Cristóbal, da Nicarágua, produziu uma coluna de fumaça de 4km de altura

      O Eyjafjallajökull parece que produziu uma coluna de 8km ou 9km.

      Pela tabela que aparece em Volcanic Explosivity Index, a explosão é classificada pela massa de material ejetado, e quanto mais massa é ejetada, mais rara a explosão. Por exemplo, para ter uma coluna suprior a 30 km, tem que esperar em média 100 anos. Para a coluna ser superior a 40 km, o intervalo médio é de 1.000 anos. As erupções megacolossais, com uma coluna de cinza de mais de 50 km (estas sim, atingindo a ionosfera), ocorrem a cada 10.000 anos.

    • Glauco Ramalho:

      É exatamente sobre o atrito das partículas que digo que é impossível e até hoje os cientistas debatem sobre o assunto. Não está resolvido. Como considerar que gotículas de gelo ou água(???) colidindo podem produzir descargas elétricas mais potentes do que podemos fazer até hoje em ambientes controlados?

      Você não precisa subir até a ionosfera, basta ter uma coluna maciça de fumaça ascendente como a de um vulcão para se conectar nas linhas verticais de conexão que existe entre a ionosfera e as regiões inferiores da atmosfera.

    • Joao Batista Alves:

      Como estas lista de fogo parem com as nossas coronárias!…É impressionante…

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