A chave para uma saúde melhor: refeições saudáveis no trabalho

Por , em 19.09.2010

Muitos países estão apostando suas políticas em alimentação saudável para melhorar o nível de vida de sua população. Especialmente as nações em desenvolvimento, que estão em busca de estratégias preventivas para evitar as epidemias de obesidade, diabetes e doenças crônicas que já pesam na produtividade e redução de vida nos Estados Unidos.

A alimentação saudável pode devolver as taxas de diabetes tipo 2 de volta ao seu nível histórico de cerca de 0% em países como os EUA, com nível atual de 8%, e México, onde 12% da população tem diabetes, até agora a principal causa de morte no país.

Porém, para a maioria dos adultos, o café da manhã é uma mancha na memória, o trabalho, uma prisão desprovida de escolhas alimentares saudáveis, e o jantar uma correria. Então, quando e onde eles podem comer as recomendadas cinco porções ou mais de frutas e vegetais por dia?

A chave é justamente os almoços saudáveis no trabalho. Em quase todos os países, muitos trabalhadores enfrentam o mesmo problema: falta de acesso a alimentos decentes no trabalho. Se há uma lanchonete, normalmente ela não serve comida saudável, ou é cara, ou os dois. A maioria dos restaurantes próximos ao trabalho é tipicamente da variedade “fast-food”.

É por isso que nutricionistas da Universidade de Antioquia têm instituído diversos programas de alimentação aos trabalhadores em cidades com mais de três milhões de habitantes.

Um destaque é o café em uma fábrica de montagem da Renault, no qual são servidos aos trabalhadores uma oferta equilibrada de arroz, feijão, sopas, carnes e seleções amplas de vegetais crus e cozidos.

Segundo os pesquisadores, a Renault observou uma melhora quase instantânea nos perfis de saúde dos trabalhadores em termos de peso, colesterol e outras medidas metabólicas.

A solução proposta pela Renault é interessante. Da mesma forma, na Europa, onde o espaço é limitado e lanchonetes podem ser raras, os empregadores muitas vezes oferecem vales refeição para que os trabalhadores possam ir a um restaurante local e comer uma refeição balanceada que corresponde ao valor do vale.

Em Cingapura, onde empresas de pequeno porte abundam – pequenas demais para oferecer um refeitório para os trabalhadores – os empregadores constroem uma cozinha para permitir que seus empregados cozinhem ou aqueçam alimentos de casa. Na China e em partes da África, empresas com poucos recursos muitas vezes tem um cozinheiro que prepara uma refeição saudável simples aos trabalhadores.

Estes são exemplos de empresas, se não nações, que compreendem as implicações a curto prazo (intoxicações alimentares) e a longo prazo (obesidade, diabetes, doenças cardíacas e câncer) de uma alimentação não saudável. A boa comida torna-se um investimento em saúde, segurança e produtividade, ou então, no futuro, todo o país pagará muito mais caro.

Nunca é tarde demais para comer melhor, no entanto. O próprio México aprovou em abril uma lei que oferece incentivos fiscais para empregadores que oferecem aos seus trabalhadores melhor acesso a alimentos saudáveis.

Segundo os pesquisadores, quando a maioria de nós passa metade do dia no local de trabalho e faz uma ou duas refeições lá, é essencial que os países e empresas se conscientizem da importância das políticas de alimentação saudável. [LiveScience]

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3 comentários

  • Everton Carlos da Costa Cardoso:

    A carne nunca deve ser excluída da nossa dieta, nem ser consumida todo dia (no máximo, três vezes por semana). É que a vitamina B12 presente na carne, não existe em alimentos de origem vegetal. A carne é rica em ferro, por isso quem consome regularmente carne jamais terá anemia.

  • josé:

    O problema é que as pessoas tem prazer em comer porcaria. Se a empresa para a qual trabalho fornecer alimentação saudável para os trabalhadores, vai ser greve na certa. Eles querem é podreira gordurosa e doce.

  • Ezio Jose:

    Durante um período de seis meses nos anos 86 quando eu fazia um curso profissional, tive que comer num único restaurante que era próximo da Acadameia que eu frequentava. O restaurante era tipicamente vegetariano. Não havia alimentos derivados de animais. As variedades naquilo que serviam eram abundantes e podía-se comer bem e bastante tanto no café da manhã como no almoço.
    A Acadameia incluia entre as nove matérias especializadas que eram ministradas nos períodos matutinos e vespertinos, exercídios físicos duas vezes por semana após o intervalo do recreio vespertino. Aos sábados havia aulas até as 12:00 horas.
    Notava que todos, como eu também, sofríamos de desnutrição. Tínhamos sonolências durante as aulas e nas aulas de educação física que eram duas vezes por semana conforme citei, havia alunos que desmaiavam e outros tinham muitas crises de câimbras. Mesmo comendo muitas frutas todos os dias nos lanches que incluiam variedades e bastante bananas.
    Todos que iniciaram o curso com o peso dentro dos padrões e outros um pouco obesos, terminaram o curso de seis meses tendo que reformar todo o guarda-roupas. A maioria, quando fez exames de sangue, apresentaram anemias, hipoglicemia, sem contar a fraqueza era generalizada.
    As melhores notas entre os aliunos que concluiram o curso foram obtidas por aqueles que traziam suas marmitas de casa e apenas faziam os lanches no restaurante da Acadamia. Os demais ficaram na média e ou abaixo da média.
    Muitas vezes somos levados por conceitos que o modismo impõe e não sabemos porque algumas coisas acontecem. Acredito que a melhor escola da vida que nos permite escolhas são as próprias experiências que devemos fazer com nosso organismo para ver e sentir no que ele se adapta melhor. Cada um de nós é um universo, como dizia Raul Seixxas; portanto não vale uma regra generalizada. Nosso sitemas glandulares são peculiares e existem certos regimes que é bom para alguns, porém, nem sempre é valido para outros.

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