Autista de 14 anos pode ter QI superior ao de Einstein

Por , em 8.07.2014

Quem, quando criança, não sonhou em desbancar algum bam-bam-bam que todo mundo respeita, revolucionando o mundo e ficando famoso?

Para a maioria de nós, trata-se de um sonho que se desfaz quando aprendemos um pouco mais e percebemos a quantidade enorme de conhecimento que é preciso dominar só para chegar aos pés do sujeito que queremos extrapolar.

Mas para Jacob Barnett, este não é apenas um sonho infantil, e sim uma possibilidade real. O que é duplamente surpreendente, já que Jacob é jovem, tem apenas 14 anos, bem como uma doença do espectro do autismo: a síndrome de Asperger.

Contra um diagnóstico sombrio

Eu não gosto muito de histórias de “os médicos disseram que ele não podia, mas ele foi lá e fez” porque ela passa a impressão que os médicos não sabem nada, ou que basta ter força de vontade para superar um diagnóstico ruim. Mas, em parte, foi o que aconteceu com Jacob.

Ao ser diagnosticado com Asperger, os médicos apontaram que ele provavelmente nunca aprenderia a ler ou escrever e seria dependente até o fim da vida para atividades tão simples como amarrar os cadarços. E parecia que eles estavam certos, já que com 2 anos o pequeno Jacob ainda não falava.

Felizmente eles erraram nesta.

Jacob é um autista diferente. Com 3 anos, ele resolveu um quebra-cabeças de 5.000 peças, e até chegar aos 10, aprendeu sozinho cálculo, álgebra e geometria, além de calcular o número PI até 200 casas. Além disso, ele consegue tocar música clássica ao piano de memória.

Atualmente, ele tem QI de 170, pelo menos (estima-se que o QI de Einstein era de 160), e estuda na Universidade Indiana-Purdue Indianápolis desde os 10 anos. Lá, ele é um pesquisador contratado no campo de física da matéria condensada, e já tem um trabalho científico publicado — como coautor —, no prestigiado periódico Physical Review A.

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Como se não bastasse ser um gênio precoce, Jacob também é um empresário: é o CEO e fundador da Wheel LLC, uma empresa que ele começou na garagem da sua mãe, e está escrevendo um livro para acabar com a “fobia de matemática”.

E a Teoria de Einstein?

A coisa começou com o que parecia ser uma brincadeira de criança. Jacob afirmou que a teoria de Einstein estava errada, e que ele tinha como provar. A mãe, que já admitiu não ser boa de matemática, fez o que toda mãe faz nestas horas: pegou uma filmadora e gravou a aula de física relativística do filho.

O que ele chamou de “equações expandidas” foram examinadas por alguns professores no Instituto de Estudos Avançados em Princeton, Nova Jérsei, que acham que o menino está no caminho certo, e que alguma coisa completamente nova vem por aí.

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“Eu estou impressionado pelo seu interesse em Física e o tanto que ele aprendeu até agora”, escreveu o professor Scott Tremaine, do Instituto de Estudos Avançados, em um e-mail para a família. “A teoria em que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica. Qualquer um que os resolva é candidato para um Prêmio Nobel”.

E de que maneira Jacob aprendeu tanto? Em grande parte, usando o material que o Instituto de Tecnologia de Massachusetts e outras universidades top-de-linha disponibilizaram online.

Um garoto comum. Ou quase

Afora estas excepcionalidades, Jacob é um menino comum, tem uma namorada, gosta de jogar Halo: Reach, de assistir os programas no Disney Channel e filmes de ficção científica.

Além disso, continua lutando contra o autismo. Ele não compreende muito bem o sarcasmo, gosta de se sentar em lugares pequenos, se incomoda com luzes ou ruídos estridentes, e é rápido para fazer piadas.

“Não é fácil. É parte de quem eu sou, mas não é tudo sobre mim. Eu sou um físico”, diz o garoto. Seu canal de vídeos no youtube ainda tem poucas entradas, e grande parte são de aulas sobre cálculo, álgebra linear e outros assuntos de física.

No vídeo abaixo, intitulado “Esqueça tudo que você sabe”, você confere uma palestra que ele deu no TED. Ligue as legendas em português e conheça um pouco desse gênio precoce: [Huffington Post, Time, USA Today]


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3 comentários

  • Sidnei Silva:

    Inteligência é algo fascinante e sempre me despertou a atenção, bem como autismo e despertar. Aos 2 anos de idade eu já falava bem, aos 4 anos já era alfabetizado e sabia somar e dividir com mais de 2 casas. Com 12 anos discutia sobre religião, história e filosofia. Sou economista, pós graduado, professor de inglês, historiador, ourives, web designer, programador, instrutor de musculação, desenhista , escultor, cantor (pratico canto), relojoeiro, profissional de e-commerce e pratico engenharia social, pois gosto de me comunicar. Tive momentos de solidão quando criança que poderiam me classificar como autista, mas meu pai me levou para conhecer o mundo e fez com que minha capacidade de comunicação, meu QE (quociente de inteligência emocional) se elevasse tanto quanto meu Q.I. Possuo leitura dinâmica e leio na velocidade acima de 30 páginas por segundo. Adoro filosofia, química, matemática, história, artes, oratória, teatro e cinema. meu nome é Sidnei, possuo Q.I. 185.

  • daltontelli:

    O conhecimento adquirido pela espirito é eterno, não se perde nada. Os professores, quando sábios, deveriam apenas ajudar os alunos a lembrar o que já aprenderam. Em cada nova encarnação neste orbe, vamos somando experiências e aprendizados, é uma lei natural. Esta na hora de prendermos definitivamente que a maneira de evoluir a consciência é mais pela intuição do que pelo ensino dogmático tradicional. O novo milênio exigirá nova postura dos pedagogos. É urgente a mudança de paradigma .

    • Cesar Grossmann:

      Na verdade, não. Até hoje, todos os fenômenos relatados pelos espíritas tratavam-se de fraudes como no caso das irmãs Fox, ou então fenômenos materiais.

      Até hoje ninguém conseguiu demonstrar que existe o tal do “espírito”, então a “mudança de paradigma” ainda está esperando por alguma coisa que a consubstancie. Falta existir o tal do “espírito”…

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